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8ª Feira do Livro Infantil nos Parques de Porto Alegre

8ª Feira do Livro Infantil nos Parques de Porto Alegre
Data: 09 a 12 de outubro – de quinta a domingo
Horário de visitação: 10h às 20h.
Local: Parque Germânia – Jardim Europa – Porto Alegre

PROGRAMAÇÃO:

DIA 9 (QUINTA) : Abertura às 15h com apresentação do @Grupo_Tholl

DIA 12 (DOMINGO) : Concerto da Feira do Livro Infantil no Parque Germânia às 16 horas. Sob a regência do Maestro Evandro Matté, a Orquestra Unisinos Anchieta apresentará reconhecidas trilhas sonoras de filmes, de vídeo games, musicais e clássicos infanto-juvenis, como Harry Potter, Super Mario Bros e Angry Birds; além de cantigas de roda e da brasileiríssima Fico assim sem você, de Claudinho e Buchecha.

*** Também estão programadas várias manifestações culturais e artísticas. Com a participação de  Luiz Coronel, Mário Pirata e Angélica Rizzi nas sessões de autógrafos, apresentações circenses, brincadeiras, contadores de histórias, teatrinhos e atividades com recreacionistas.

***Estarão recolhendo livros para doações! Participe e faça sua doação!

 

Parque Germânia, hoje, 8h

Parque Germânia, hoje, 8h

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Feira do Livro Infantil #ficadica

Não deixe de ir e leve seu filho, sobrinho, afilhado, etc.!

E se liga que é nesta semana!

Beijoooos!!!

 

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iCoisas – Na interseção das artes e da tecnologia (e a biografia do Steve Jobs)

Finalmente terminei a biografia do Steve Jobs que é ótima e recomendo.

Até o lançamento do iPod eu nunca tinha dado a menor bola para os produtos da Apple, sempre achei que era coisa para “entendidos”, para engenheiros e o pessoal “da informática”.

Descobri que estava redondandamente enganada. As iThings são para analfabetos tecnológicos como eu. Na realidade fui me dar conta disso com o iPhone que ganhei do Diego na semana que o Pedro nasceu. Quando ganhei este “celular” e “tive” que conviver diariamente com o bichinho e comecei a mexer nele, baixar aplicativos e fazer misérias é que vi o quão mais fáceis de manejar os aparelhos da Apple são.

Já vinha a um tempo “apanhando” para um Blackberry feioso e achava uma bobagem comprar o “tal do iPhone”, afinal mal conseguia mexer no smartphone que eu já tinha. Mas quando comecei a fuçar no iPhone, fiquei maravilhada. Nossa! Como aquilo era fácil! Fiquei me achando a mais tecnológica das pessoas e um novo mundo se abriu para mim: o mundo das pessoas que não brigam com seus aparelhos eletrônicos!

Pois é. eu vivo em pé de guerra com os eletrônicos (e com alguns eletrodoméstico também!). Sempre que instalo um programa novo no meu PC dá erro e eu – óbvio – fico apavorada! Sem exageros, sou daquelas pessoas que quando aparece a mensagem “você executou uma operação ilegal” na tela, já estou me entregando para a polícia e quando vem aquela “erro fatal” então fico totalmente sem esperanças, me achando a mais errônea criatura! Pior, sempre tem um babaca para lembrar que o problema está na pecinha sentada à frente do computador (que ódio). Mas descobri que não sou uma pecinha tão ruinzinha assim e me dou superbem com as iThings, o que está começando a me convencer de que vale a pena pagar mais um pouquinho por um produto Apple.

Já tive um iPod (lindo, cor de rosa choque) e depois do iPod, o iPad apareceu aqui em casa. Esse iPad era simplesmente a oitava maravilha do mundo aos meus olhos, fiquei encantada com o aparelho e suas infinitas possibilidades, os “apps”, as revistas e tal. Mas até então não usava ele muito, achava que era uma coisa mais recreativa. Foi somente com iPhone que me caiu a ficha de quão boas eram aquelas “ferramentas” e aí comecei a sentir necesssidade e usar mais o iPad. Afinal descobri que aqueles produtos eram feitos para os origós como eu usarem. Sim, são fáceis e não precisa de “professor”, a gente mesmo vai descobrindo no uso, é o tal do “intuitivo” (adorei o termo e estou achando que tenho uma bela intuição!).

Além disso, o design dos produtos da Apple são lindos (até o meu iPod cor-de-rosa conseguia não ser kitsch) e, convenhamos, a vida é muito curta para ter que conviver com objetos feios. Sem frescura,  se nós formos parar para pensar como são feios os objetos que temos que conviver, principalmente os computadores, que mudaram daquele branco/bege para o preto, mas continuaram horrendos! E o que dizer das TVs que mesmo depois que ficaram finas continuam feiosinhas. Bom, não virei uma applemaníaca, porque não sou dada a fanatismos (só me permito ser fanática pelo Diego e pelo Pedro), mas estou quase isso.

Por isso quando vi a biografia do Steve Jobs em absolutamente todas as banquinhas da Feira do Livro, não pude deixar de comprar. Normalmente a gente usa as coisas e nunca pensa em que “bolou” elas (duvido que algum dia você tenha ligado a luz e pensado no Thomas Edison!!!), mas com a morte prematura (em que pese esperada) do Steve Jobs e toda a repercussão do caso, não pude deixar de pensar no cara e ter curiosidade sobre a pessoa dele.

O livro é ótimo e faz a gente entender muitas coisas de tecnologia, do mundo dos negócios e da criação de produtos. Mostra os diversos aspectos históricos e atuais da vida e do funcionamento das empresas que eu nunca tinha parado para pensar. E também trouxe a resposta para uma pergunta que de um ano para cá – desde que eu ganhei o iPhone – eu andava me fazendo: se esses aparelhos da Apple são tão melhores e tão mais bonitos, porque a maioria dos “entendidos” que eu conheço não os usam?

Pelo que eu entendi, ter um computador (e isso vale para os celulares e tablets também) que a gente não precisa mexer, só ligar e usar é fantástico para para as pessoas como eu (as analfabetas digitais). Agora se você sabe como montar e desmontar seu computador, sabe instalar programas e – principalmente – fazer eles funcionarem (especialmente se livrar dos malditos vírus) não vai valer a pena comprar os produtos Apple que além de serem mais caros trabalham com um sistema “fechado”, em que não há liberdade para você escolher os softwares que deseja, pois não são compatíveis.

A melhor resposta é do próprio Steve Jobs: “Elas (as pessoas) estão ocupadas, fazendo o que sabem fazer melhor e querem que façamos o melhor do que somos capazes. A vida delas é movimentada; existem mais coisas para fazer do que perder tempo pensando em como integrar seus computadores e aparelhos”. Essa era a justificativa para seus produtos serem incompatíveis com os das outras empresas, pois para garantir o pleno funcionamento era preciso que o hardware (a parte que você bate) e o software (a parte que você xinga) fossem idealizados pela mesma empresa como um produto harmônico. O objetivo era não perder o controle de toda a “experiência de consumo” e o cara era tão maniático que para garantir isso desde o primeiro momento que o consumidor tivesse contato com o produto ele resolveu criar as lojas, onde você compra os produtos da forma como ele gostaria que fossem vendidos e tem uma experiência daquilo que ele sempre idealizou em termos de design de uma loja. Resumindo, são lojas lindas maravilhosas e funcionam da maneira como ele queria que fucionassem, ou seja, de forma perfeita.

Esse cuidado de além de desenvolver produtos inovadores, precocupar-se com o design deles era uma de suas obsessões e a parte que eu mais gosto. Por isso é tudo da Apple é tão mais bonito. Segundo seu biográfo , Jobs “gostava do conceito de um modernismo simples e despojado, produzido para as massas” e é isso que vemos nos seus produtos, desde as embalagens.

O livro também narra diversas das suas apresentações dos novos produtos, contando que ele usava sempre uma imagem para resumir o estilo do que buscava produzir: a interseção da Rua Artes Liberais com a Rua Tecnologia. Não por acaso a empresa que criou os desenhos animados mais lindos também tem o envolvimento de Jobs. “Toy Story”, “Vida de Inseto”, “Procurando Nemo”, “Carros”, “Ratatouille”, “Wall-E”, são todos da Pixar.

Ao meu ver ele não foi “o” cara (as passagens de sua vida pessoal e a forma como tratava os outros mostram que foi uma pessoa bem “babaca”), mas foi sem dúvida “o” empresário dos nossos tempos. Além de criar produtos  que mudaram o mundo, deixou o mundo muito mais bonito! Ele não inventou o desenho industrial dos produtos eletrônicos, mas aprimorou muito e imprimiu um nova (e mais bela) “cara” a eles.

A evolução é o caminho natural do ser humano, mais ainda no setor de informática, por isso é difícil que depois de tudo que ele inventou os consumidores voltem a aceitar o feio. Também como esses aparelhos estão muito presentes no nosso dia-a-dia, é uma forma da arte e da beleza serem consumidas de uma forma muito mais ampla e democrática.

Quanto a mim, estou louca para trocar meu PC por um Mac, mas o preço ainda me assusta e, entre trancos e barrancos, o meu PC ainda funciona. Mas que ia deixar meu cantinho de estudos mais lindo, ahhh, isso ia…

“One of the things that separates us from high primates, is that we’re tool builders.” Steve Jobs

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Programação Cultural no Verão de Porto Alegre #ficaadica

Dica cultural fantástica para mamães e não mamães. Ouvi sábado de manhã num programa de rádio da Band News. É a Programação de Verão do Santander Cultural que está “bombando” com a reapresentação dos melhores filmes e documentários que foram exibidos em 2011, várias Oficinas bacanas e a maioria dos programas concentrados durante a semana para que os que vão para o Litoral no finde também possam curtir. O Domingo no Átrio vai para as quartas às 19h, um horário bem bom para curtir agora em janeiro.

Todas as informações estão no site http://www.santandercultural.com.br/programacao/cinema.asp

PARA MAMÃES E BEBÊS

A minha super dica para as mamães que ficam em Porto Alegre são as aulas de músicas para crianças da Profe Paula, cuja escola está funcionando a pleno vapor, inclusive aos sábados!

É para crianças de 0 a 5 anos e você pode conferir no blog http://musicaperbambini.blogspot.com/

No verão tem também a parte infantil do Porto Verão Alegre que você confere em http://www.portoveraoalegre.com.br/portal/php/espetaculos.php?idc=9

DOMINGO EM FAMÍLIA – DIA 5 DE FEVEREIRO NO SANTANDER +++ GRENAL +++ SUPERBOWL

Dia 5 de fevereiro será o primeiro encontro do “Domingo em família” que inicia agora em 2012 e consiste em um dia de programação gratuita no Santander Cultural voltado para toda a família.

Nesta primeira edição vai ter: três sessões do filme Rio (11h, 15h e 17h), oficinas de arte e relaxamento e show do grupo PITOCANDO às 14h30 – sim, isso tudo “de grátis”!!!

Imperdível, não?

Pitocando é um espetáculo acústico de música para crianças. Dedicado à faixa etária de 0 a 8 anos, é uma forma prazerosa de ouvir, cantar e realizar brincadeiras musicais. São músicas cuidadosamente pinçadas do repertório folclórico de todo o Brasil, arranjadas delicadamente com uma instrumentação curiosa, surpreendente e agradável. Venha saracotear com a gente! concepção, arranjos e direção musical: Cláudia Braga e Nise Franklin –  http://www.pitocando.blogspot.com/

Se você estiver pelo centro vale a pena pegar o folder no Santander com toda a programação, eu sempre passo lá e pego e foi isso que fiz no último sábado. O “cardápio” tem toda a Programação de Verão, bem detalhada. Além da programação, lá no Santander tem também um café e um restaurante ótimos para matar a fome e curtir e uma lojinha ma-ra-vi-lho-sa aonde você pode encontrar vários livros bacanas para se presentear e presentear os amigos (meu aniversário já tá chegando, é dia 7 de fevereiro!!!).

Ainda, neste mesmo dia há outros dois belos programas para fazer em família, dicas do meu marido: Gre-nal do Gauchão e Superbowl, ele disse que é uma programação imperdível!

Que bom que a apresentação do Pitocando é cedo e poderemos fazer tudo!!!
SANTANDER CULTURAL – Localização e horários de funcionamento

Rua Sete de Setembro, 1028, Centro Histórico, Porto Alegre, Telefone: 51 3287.5550

Horários Acervo da Moeda: terças a sextas das 19h às 19h; Sábados, Domingos e Feriados das 11h às 19h

Café do Cofre – Horário regular: terças a sextas, das 10h às 19h ; sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h
Moeda Bar e Restaurante – Segundas a sextas: 11h30 às 15h,  não abre nos feriados (Segundas-feiras acesso exclusivo pela portaria da Rua Cassiano do Nascimento.)

Loja Koralle – Terça a sexta: 11h – 19h; Sábados, Domingos e Feriados: 14h – 19h

Que teatro que nada, domingo é dia de churrasco bebê!!!

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A Galinha Pintadinha, Pedruca, sua pouca idade, o “teatro” e os livros

Postei a foto do Pedro indo ao teatro no “Facebook” via “Instagram” e gerou polêmica, por incrível que pareça! Qualé a de levar ele ao teatro nessa idade? Será que aproveita? Não é um programa muito caro? Vale a pena? O nome do Pedro é Pedro Maurício?

Em primeiro lugar NÃO, o nome do Pedro é só e unicamente Pedro. Simples assim! Chega de nomes compostos na minha família, cheia de marias-alguma-coisa e guris com nomes duplos cuja integralidade só é pronunciada quando a coisa “está séria mesmo”! O “Pedro Maurício” foi uma brincadeira que postei porque vesti ele todo mauricinho! Coloquei até gel no cabelo e reparti para o lado, afinal a ocasião era muito especial: a primeira vez do pitoco no teatro!

Bom, quanto a peça, é o seguinte: “A Galinha Pintatinha”, personagem com a qual tenho uma relação de amor e ódio (vide o post https://malumaedopedro.wordpress.com/2011/10/30/a-galinha-pintadinha/ ) é uma ótima opção de peça para crianças da faixa etária do Pedro. Para os que não a conhecem basta acessar o YouTube que você vai achar milhares de vídeos. São desenhos animados com cantigas de roda e músicas de ninar que são os “clássicos” de qualquer infância: “Atirei o pau no gato”, “Se esta rua fosse minha” (minha predileta, acho linda demais!), “Dona Baratinha”, etc. etc. etc.

A versão “musical” da Pintadinha são os mesmos personagens do DVD cantando as mesmas músicas, todas coreografadas. Eu adorei, as coreagrafias deixam a dancinha do Michel Teló no chinelo e desde o show dos Stones que eu não ia num espetáculo no qual sabia cantar TODAS as músicas!!! A minha personagem “A Mamãe Abobadinha” estava em êxtase!

O mais importante: o Pedro amou, pois, naturalmente, também estava muito familiarizado com as músicas. Ele aguentou super bem a primeira hora do “show” sentadinho batendo palmas. Depois quis ir para o chão dançar (sim, ele faz uma dancinha e dá umas voltinhas em torno de si mesmo, é a coisa mais amada!) e, depois ainda, quis “passear” pelo teatro!!! Mas logo acabou e ele pode sair correndo como queria e, ainda, ver e tocar nos personagens! Sim, pois depois da peça eles saem do palco e vão tirar fotos com as crianças. É um barato!

A platéia é um espetáculo a parte. É a parte mais fofa, todos pequerruchos e bem empolgados! É a coisa mais querida de ver, mega bonitinho! Momento “óinnnn” absoluto!

Os preços são realmente salgados: 80 pila inteira e 40 pila para 2 a 12 anos, menores de 2 anos não pagam. O bom é que tem desconto do Clube do Assinante e aí fica metade do preço. Se seu filho é pequeninho e você tem vontade de levá-lo ao teatro, acho que é uma baita dica. Eu diria que na idade do Pedro (1 ano e 1 mês) não teria outra opção de “teatro” melhor que essa, pois teatro infantil ainda é um pouco cedo (acho eu). Mas preste atenção, se a criança que você quer levar já fala, pergunte a ela, pois os mais grandinhos torcem o nariz e consideram a Pintadinha, “coisa de nenê”!

Outra boa surpresa foi o Teatro do CIEE. Eu ainda não conhecia. É uma sala muito boa, com estacionamento no prédio (R$ 10) e a logística perfeita para quem vai com criança. E, de quebra, perto da minha casa. Estamos bem servidos de teatro e cinema aqui na minha zona, o que me deixa muito feliz.

Tudo sobre a peça está em:

http://wp.clicrbs.com.br/meufilho/2012/01/05/porto-alegre-recebe-peca-teatral-da-galinha-pintadinha/?topo=52,1,1,,165,e165

Os livros

Também quanto aos livros me perguntaram a mesma coisa, pois uso muito a Coleção Gato e Rato que diz “a partir de 3 anos”. E aí? O Pedro aproveita? Não é meio cedo?

Claro que nessa idade, não existe uma leitura propriamente, o que eu faço com o Pedro é quase um teatrinho, leio com entonação, fazendo diferentes barulhos para ele ir aos poucos se acostumando e os livrinhos dessa coleção são ótimos para isso. Por isso não se assuste se no “rótulo” disser “a partir de 3 anos”, pois garanto que se nossos pequenos sobrevivem à “Pintadinha” não ficarão assustados com algumas leituras criteriosamente escolhidas por você!

Por enquanto isso tem funcionado e entretido bastante (não apenas ele, mas eu também!). Daqui uns anos o guri provavelmente não vai mais achar graça na Mamãe Abobadinha, aí eu vou ter que me reinventar!

Sobre a coleção Gato e Rato: http://www.dobrasdaleitura.com/vitrine/200x/510mef.html

P.S. Fiquei sabendo pelos comentários no blog “Meu Filho” (ZH) que algumas mamães se indignaram porque a peça que está passando em Porto Alegre não é a Galinha Pintadinha original!!! Devem ser as mesmas que compraram ingressos para o Show do Abba e chegaram lá e era o “Abba Gold”, uma banda cover. Cá entre nós, menos, né? Eu não saberia diferenciar a “original” da “cover” e as crianças, menos ainda! Além disso, ninguém no mundo sabe quem são os verdadeiros autores dessas músicas! A adaptação de Cantigas de Roda já era feita por Villa-Lobos que tem versões lindas de ‘Terezinha de Jesus’, ‘Capelinha de Melão’, ‘A canoa Virou’, ‘O cravo e a rosa’ e ‘Cai, cai balão’, entre outras, que você pode buscar se procura algo mais erudito. Agora, aquilo que Pintadinha promete, ela cumpre perfeitamente. #prontofalei

Meu filho Pedro Maurício rumo ao teatrinho! 1a vez! @ Avenida Doutor Nilo Peçanha http://instagr.am/p/fMQlQ/

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A Feira do Livro de Porto Alegre, cidade “baby friendly” e a importância da arte na vida da gente

Estão tentando transformar a Feira do Livro de Porto Alegre em um baita programa de índio, mas não estão conseguindo. Os estacionamentos estão cada vez mais caros e os descontos cada vez menores, ou seja, economicamente falando é muito mais vantagem ir a Livraria Cultura, já dizem em coro os chatos de plantão. Tudo bem se você é da turma dos comodistas e pensa assim. Só não me vá à Fnac, pois lá eles glorificam a “Galinha Pintadinha” e isso é perigosíssimo, outra hora eu explico o porquê.

Assim, registrado o meu protesto contra o baixo percentual dos descontos e o alto valor dos estacionamentos, eu “SUUUUUPER INDICO”: vá a Feira do Livro! E mais: visite o Centro de Porto Alegre nesta e em qualquer época do ano e leve a sua família.

Claro que não é aquele Centro das compras “Triple B” (bom, bonito e barato) sobre o qual eu falei no outro post, aquele é uma indiada mesmo, mais ainda aos sábados quando a fila da Linna é maior que as da Disney, completamente impraticável. Nestes dias devem ir apenas as pessoas que – como eu – fazem muita questão daquele “selo ouro” no passaporte da Funai. O programa Centro COM família deve ser feito com critério, por mais que “a tentação more ao lado” reserve outro dia para essas comprinhas (e me convide!).

Bom, a primeira dica que tenho para você que vai com criança é deixar o carro num estacionamento, nada de ficar zanzando atrás de lugar para estacionar, vá direto ao do Shopping Rua da Praia que é uma boa alternativa, pois é coberto e seguro. Quem tem a função de tirar/botar nenê na cadeirinha e abrir/fechar carrinho sabe o que eu estou falando. O entrar e sair do carro deve ser sempre cercado de cuidados em qualquer região da cidade e, com criança, a atenção, redobrada.

Pedro fez seu primeiro footing pela Rua da Praia muito bem acompanhado do avô, em determinado ponto do passeio se perderam: um correndo alucinado com a curiosidade de quem está dando seus primeiros passos na vida, o outro caminhando com a tranqüilidade e sabedoria que quem já viveu quase tudo. Com o toldo que colocam para proteger da chuva existe um verdadeiro corredor coberto que nos conduz ao outro lado da Praça de uma maneira 100% segura. O toldo se justifica, pois aqui em Porto Alegre sempre chove na semana da Feira do Livro, se mudarem a época vai passar mudar a semana da chuva (é um trato que a Prefeitura fez com São Pedro).

Nesta travessia até o outro lado da Praça estão sempre ali o “último lambe-lambe original” e as milhares de bancas recheadas de preciosidades. O Diego falou muito bem do que viu na Banca da Editora ArtMed. Eu namorei o que vi na Livraria do Arquiteto, mas comprei a inevitável biografia do Steve Jobs que tem em absolutamente todas as bancas e para o Pedro alguns exemplares da Coleção Gato e Rato, que foi mais complicadinho de achar (Banca 76, setor Margs). Essa coleção é uma boa dica para a biblioteca dos pequenos.

Do outro lado da Praça está o “trio maravilha”: Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural e Margs, estes dois últimos abrigando mostras da 8ª BIENAL DO MERCOSUL que é outro programão. A Bienal está incrível e vai até o dia 15 de novembro, então agilize-se! Se você estiver com tempo e ânimo, há ainda o Cais do Porto, que além de abrigar mais obras da Bienal é um lugar lindo para namorar, especialmente no final de tarde!

Todos estes lugares são amplos, tranqüilos para passear de carrinho e – ao contrário do que espalham – não há uma multidão se acotovelando na Feira. Esse era o final de semana da estréia e estava bem tranquilo, tinha bastante movimento mas não superlotação, como diz o avô do Pedro “tudo muito civilizado”.

As opções de paradinha para o almoço, cafézinho ou lanche da tarde são inúmeras, tem o Mercado Público ali pertinho que era nossa primeira intenção, mas com carrinho de nenê não achamos uma boa. A comida e o ambiente do Margs são formidáveis, tanto do lado de dentro quanto de fora. Porém optamos pelo Restaurante Moeda do Santander Cultural e foi perfeito, comida nota dez, é buffet (o que acaba sendo sempre a melhor logística quando se está criança, já que volta e meia a gente tem que se revezar: um cuida e o outro come) e o ambiente não precisa ser melhor: bem amplo, fácil de circular com o carrinho (aliás todos estes lugares projetados com acessibilidade de quebra são ótimos para circulação de carrinhos), com bastante espaço entre as mesas (ou seja, dá para conversar sem ter que participar da conversa da mesa do lado) e, o mais legal, totalmente baby friendly. Ninguém fez cara feia para o Pedro, apesar dele estar ali só incomodando com sua cadeira ambulante descomunalmente desproporcional ao seu tamanho, seus inevitáveis gritinhos e o fato de que não consumiu nenhum centavo. Ainda, na mesa vizinha uma jovem senhora com sua linda bebê de 9 meses amamentou tranqüilamente, sem escandalizar ninguém, sem ser alvo de olhares tortos ou repreensão. Mamaço em Porto Alegre? Not necessary!

Outra coisa que eu SÚUUPER INDICO é a Programação do Santander Cultural para o mês de novembro de música e cinema. Fazia tempo que eu não olhava o se passava por lá e não sabia o que estava perdendo! Quando eu li o “Cardápio” de filmes desse mês deu vontade de tirar umas férias e ir a todos! Não tem nenhum que não valha a pena ver ou rever. Quem prepara essas mostras tem muita inspiração e capricho, estão lá animações francesas lindas de morrer (9 longas e 50 curtas!); uma bela homenagem a Liz Taylor com “Um lugar ao sol”; o belíssimo “A época da Inocência”; o querido “Ao mestre, com carinho”: o ótimo “Sexo, Mentira e Videotape” e um que tenho muita vontade de ver e nunca tive oportunidade (vou ter agora) “Irmão Sol, Irmã Lua” do Zeffirelli. E já que estou num momento “Malú também é cultura”, indico dois documentários (why not?): “Palavra (en)cantada” e “Malditos Cartunistas”, não vi nenhum deles, mas verei e já adianto que são daqueles impossíveis de não serem um bom programa! E quem encontrar o responsável por esta programação fantástica do Cine Santander Cultural faça-me o favor de dar um grande beijo nele(a) por mim!

As vezes a gente esquece como a arte, em suas diferentes formas, é importante na vida da gente. Nos ocupamos tanto com umas bobagens e com a correria da rotina diária e de repente alguma bela expressão de arte – seja um livro, uma poesia, uma fotografia, um filme, uma instalação, uma grande obra arquitetônica ou um gol do Damião – nos faz parar e refletir nas coisas fantásticas que este mundo já produziu e nos ofereceu. Bienal, Feira do Livro, … Tem muita gente aí promovendo esse encontro para nós, o mínimo que a gente pode fazer é aproveitar!

Um ótimo domingo! E não esqueçam: quarta é feriado! Aproveitem!

Lembrança da Feira do Livro

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