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O mau gosto e as soluções imediatas

O que o Rafinha Bastos, este “fenômeno” do Twitter, falou sobre a Wanessa Camargo, é realmente de muito mau gosto. O fim da picada, sob o meu ponto de vista.

Como mãe fico ainda mais indignada, pois a gestação é um momento que a mulher fica tão mais sensível e um momento um tanto quanto “sagrado”. É claro que rola sexo – não vamos ser cínicos – mas os assuntos são outros.

Também o fato dela ser rica e famosa e ter sua vida “exposta” não justifica que possam “avacalhar” ela como o Rafinha fez. Ela não é nem um pouco menos sensível e menos mulher por estar numa situação privilegiada e expor a vida (o que é mais um ônus do que uma escolha na vida de pessoas como ela, que já nasceram “sob os holofotes”).

Pior ainda, o comentário dele não teve a mínima graça, o que é uma tristeza para um comediante. Foi grosso, estúpido e mal educado. Se fosse meu filho ficaria de castigo certo.

Só que ele não é meu filho e no caso dele existe um interesse em conflito que é a liberdade de expressão!

É brabo! Mas a decisão da Band de deixar o cara de castigo pode não ser a melhor, pois aí vai ferir a “liberdade de expressão”, que ainda não sabemos quais os limites que tem, mas que – atualmente – ferí-la é pior, muítissimo pior, do que desejar a mulher do próximo!

E daí vai acontecer o óbvio: o cara vai virar um herói. Isso é que tá errado. O cara é ótimo, é fora de série, mas é humano e errou. Errou feio. E agora, invés do cara ser um herói por algo de legal que fez (e ele fez e ainda vai fazer muitos coisas bacanas), vai ser um herói por ter falado uma coisa horrorosa, de mau gosto e SEM GRAÇA nenhuma! E o fato dos próprios colegas estarem criticando publicamente só alimenta isso e também é feio.

Nessas horas que eu penso: tá tudo do avesso mesmo!

Sei que não deve ser fácil tomar a atitude certa num momento desses, pois não dá para “meditar” muito sobre o assunto. Na TV tudo é muito rápido e isso dá azo a decisões precipitadas. Mas será que um pedido de desculpas sincero nesse caso não seria o melhor para todos?

Pois é, a gente tenta, mas nem sempre sabemos o que é o melhor em termos de educação. Por isso temos que estar preparados, muito preparados, pois assim como há questões sobre as quais podemos pensar e amadurecer, há também – em igual número – situações em que teremos de apresentar soluções imediatas. E tomar as atitudes certas, de forma rápida e sob pressão, não é nada fácil.

Por fim, mesmo planejando com antecedência e tentando estar preparados para quando um momento desses chegar, o fato é que vamos errar. Não somos perfeitos e nem os heróis que nossos filhos projetam. Somos humanos, vamos errar e teremos que sobreviver, corrigir e seguir em frente.

É isso que deveria acontecer com o Rafinha: errou, corrigiu e seguiu em frente. Mas a TV é superficial demais para isso. Vão transformá-lo em vilão e em herói.

 

Lindos, né? Mas se não se comportarem, vão ficar de castigo!

 

 

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Arquivado em Crescimento (dos pais!), TV