Arquivo da tag: Amamentação

Crescer – NOTÍCIAS – Como pensa o pediatra que criou o ‘attachment parenting’

Esta entrevista está muito boa, o título da matéria diz tudo. É muito bom saber como pensa o “criador” desta “doutrina”. Suas opiniões são muito mais sensatas do que aquilo que propagam ser o “attachment parenting”.

Depois de ler a matéria, conclui que todas nós mães praticamos o “attachment parenting” dessa maneira que ele prega em alguma (ou algumas) de suas formas, mas sem os exageros que estão aparecendo por aí! Afinal que mãe não é “apegada” com seu filho???

E o conselho dele no final é simples e sábio. Devemos tê-lo sempre em mente e seguí-lo: “escolham e pratiquem o estilo de paternidade que for mais natural para vocês.”

Uma boa semana a todos!

Crescer – NOTÍCIAS – Como pensa o pediatra que criou o iattachment parenting /i.

Que 'attachment' que nada! O nome disso é GRUDE!!!

Que ‘attachment’ que nada! O nome disso é GRUDE!!!

 

Deixe um comentário

Arquivado em Amamentação, Criação, Educação, Entevistas interessantes, Família

A amamentação, o dentista e o id

Muito mais importante que o 11 de setembro foi o 9 de setembro, sexta-feira passada, o dia no qual o Pedro fez sua primeira visita ao dentista. Pois é, o mocinho é bem precoce no quesito dentes, está com 9 meses e já nasceram 8 deles na frente, 4 em cima e 4 embaixo e está nascendo um lá atrás também.

O Pedro se comportou muito bem até o dentista abrir a boquinha dele para escovar os dentes. No momento em que ele colocou uma escovinha (do Barney) na boca do meu nenê (não, a escovinha não toca “so-mos-u-ma-fa-mí-li-a-fe-liz”) o guri abriu o berreiro. Eu segurando o pobrezinho, morrendo de pena, e o doutor, sem dó em piedade, escovando bem os 8 dentinhos dele, como se nada estivesse acontecendo. Para o meu pavor a gengivinha do meu anjo começou a sangrar! Neste momento o dentista, aquele monstro horroroso, me olhou com a maior calma e tranqüilidade do mundo e disse: “tu tens que ficar calma, segurar ele com firmeza, e não deixar transparecer o nervosismo, senão isso passa para a criança. Viste que a gengiva dele está sangrando? Isso é gengivite e ocorre porque ele não anda tendo os dentes bem escovados.”

A partir dali eu já comecei me sentir “a” derrotada. A culpa de que ele não andava escovando bem os dentes era totalmente minha. A babá já tinha me alertado que estava na hora de comprar uma escovinha de dentes para ele e eu – como detesto a babá, aquela monstra que tem o privilégio de passar as tardes com ele e ainda chama isso de trabalho – naturalmente não obedeci, preferindo ficar usando por mais um pouquinho o “dedal” (aquela escovinha que se coloca no dedo e que – aprendi na consulta – serve apenas para massagear a gengiva). Sim, eu desobedeci a babá por um capricho idiota meu e agora meu lindinho estava com gengivite. E nem consultei o Diego sobre isso. Sou mesmo péssima. Neste momento me dei umas dez chibatadas imaginárias e fiquei pensando que nem rezando mil rosários conseguirei o perdão divino.

Mas isso não era nada. O pior ainda estava por vir!

Depois que ele tirou a escovinha da boca do meu lindo (que automaticamente parou de chorar), ele se virou para mim e disse: “Agora o Pedro vai brincar e eu vou conversar um pouquinho com a mamãe” e aí ele fez uma pergunta/afirmação que me derrubou de vez: “Ele tem mamado na madrugada?”

Sim, ele acorda umas 3 vezes por noite e mama! E depois ele dorme de novo sem escovar os dentes! Foi sempre assim? Não, o Pedro com 30 dias já dormia da meia-noite às 6h non-stop e daí para frente só progrediu, era o que a Encantadora de Bebês chamaria de “bebê-anjo”. Só que quando ele fez 6 meses e eu voltei a trabalhar ele começou a acordar na madrugada para “compensar”. Isso era para ser normal durante o primeiro mês, depois tudo voltaria aos eixos, foi o que eu acreditei.

Porém eu não enfrentei bem este momento e aí entramos – ele e eu – num círculo vicioso. Como eu não me importava em acordar para amamentar, pois assim como ele eu também queria “compensar”, acabei criando o hábito das mamadas noturnas, sem saber que isso acabaria sendo uma das causas da gengivite do Pedro! Ou seja, mais uma vez, CULPADA!

Pois é, esta CULPA, que acompanha todas as mães – mais ainda as católicas que tem isso no DNA – começou a assolar a boa-mãe que eu então pensava ser.

O dentista me explicou de uma forma bem calma e extremamente objetiva que na idade do Pedro não há nenhum motivo concreto para o nenê acordar e comer tantas vezes, disse que ele pode ficar tranquilamente uma noite sem se alimentar. O bom seria que eu desse uma última refeição para ele antes de dormir e também escovasse bem os seus dentinhos antes de colocá-lo no berço. Depois ele poderia tranqüilamente ficar sem comer nada até de manhã quando, aí sim, poderia mamar. E para o meu pavor ele disse também que não fazia a menor diferença se fosse mamadeira ou peito, porque de qualquer forma minha “missão” no quesito amamentação já estava cumprida e agora ele precisava outros alimentos e o leite, fosse meu ou fórmula, não era mais o centro da alimentação dele.

Além disso ele disse que eu não precisava alimentá-lo sempre que pedisse, acrescentando que “o bebê é só id, cumpre a você estabelecer os hábitos corretos”.

Fiquei arrasada, porque para mim já está sendo um tristeza não conseguir suprí-lo com o “meu leite” e ele ter de tomar NAN, pois o “meu leite” está cada vez mais escasso. Estou sofrendo muito no desmame, muito muito muito, mesmo sabendo que está cada vez inevitável e vendo que ele não está sofrendo. Pelo contrário, ele quer o alimento e tem comido bem as papinhas e frutinhas (essas com um pouco mais de insistência) e posso dar a mamadeira ou o peito que qualquer um o satisfaz e da mesma forma. Seria muita mentira se eu dissesse que ele prefere eu, porque não é o que ocorre.

Saí de lá pensando pela primeira vez de forma mais concreta no desmame do Pedro e em como fazê-lo voltar a dormir, de uma forma que não seja traumática para ele. Quero encontrar um meio-termo entre não deixar o id solto ao deus-dará, mas também não me tornar uma “generala” insensível que acha que o nenê é uma maquininha. Quero o “equilíbrio”, como em tudo na vida, mas na prática isso as vezes é difícil!

A realidade também é que eu ainda não havia encarado isso de frente, não tinha parado para pensar, estava “levando”, achando que as coisas se ajeitariam por si sós, mais cedo ou mais tarde e isso não aconteceu. Nesse meio-tempo também não estava dando bola para não dormir e também para o fato de que a dinâmica do sono dele estava se modificando. Sim, porque no início ele acordava aos berros, mamava e voltava a dormir e, nos últimos dias, ele estava começando a não querer voltar a dormir. Aí me bateu aquela insegurança: estou fazendo a coisa certa?

Então resolvi uma coisa certa ao menos, conversar com meu marido! Acho que antes de reclamar que temos que enfrentar sozinhas todas essas questões da maternidade, é importante chamar eles para ajudarem, pois – salvo os supersensíveis, espécie rara – eles não tem o poder de adivinhação e justamente não se metem porque sabem e confiam que estamos fazendo o melhor .

Dessa conversa saí bem mais “light”, concluímos que o dentista, além de ótimo para o Pedro, foi um bom papo para mim e me fez pensar sobre as coisas que estão acontecendo desde a minha volta ao trabalho há 3 meses atrás, o que eu ainda não tinha encarado. Me conscientizei que a gengivite não é algo tão grave assim e que o fato dele estar com gengivite não nos torna os piores pais do mundo!  Decidimos que não é necessário tomar nenhuma decisão precipitada quanto a parar de amamentar, mas que posso pensar nisso sim, e que é bom colocarmos “ordem” no sono do Pedro e eventualmente isso significa dar mamadeira. E – mais uma vez – concluimos o óbvio: que não existe “a coisa certa”!

Na noite de sexta-feira, demos uma mamadeira de NAN bem reforçada para o Pedro e escovamos os dentinhos dele. Ele dormiu bem e só acordou na manhã de sábado. Sábado a noite fizemos a mesma tática, mas ele acordou duas vezes. Na primeira não demos nada, só o acalmamos e ele voltou a dormir. Na segunda, uma mamadeira com água (que não tem contra-indicação) resolveu a questão. Hoje eu ainda não sei, na última olhada que dei ele estava dormindo como um anjo! Agora é observar e rezar! Aos poucos vamos descobrindo o que é melhor para o Pedro e – por que não? – para nós.

Não somos perfeitos e, entre erros e acertos, estamos aprendendo – e nos divertindo – muito com tudo isso!

Don't worry! Be happy!

3 Comentários

Arquivado em Crescimento

Mais sobre amamentação

Passadas as duas primeiras semanas e estabelecida a amamentação, você vai instituir sua rotina e então vai ver o quão fácil e automático fica. Só não esqueça de curtir bastante, pois é algo muito legal. Muitas vezes fazemos as coisas de forma tão automática que acabamos por esquecer de curtí-las e de prestar atenção na poesia do momento.

A amamentação não tem contra-indicação, só vai fazer bem para o seu filho e para você. Durante o primeiro semestre o leite materno é o único alimento que o bebê precisa. Aí surgem as perguntas: Não precisa de água? Não. Não dá para dar um chazinho? Não. O leite materno possui TODOS os elementos necessários nos 6 (seis) primeiros meses de vida de seu bebê para ele crescer saudável e, ainda, de quebra ganhar vários dos seus anticorpos e ficar bem protegido e imune à diversas doenças. O pediatra francês Aldo Naouri afirma ainda que “Na realidade, o aleitamento no seio pode ser dado, caso se queira, de modo absolutamente exclusivo durante todo um ano, e até mais.” (“A Criança Saudável”, São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009, p. 227).
O leite materno oferece a melhor nutrição e protege contra infecções, sendo o melhor alimento possível para qualquer bebê. A Academia Americana de Pediatria (Steven P. Shelo e Robert E. Hannemann, “Cuidando de seu filho: do Nascimento aos cinco anos”, Porto Alegre, Artmed, 2006) elenca, entre outras vantagens do aleitamento materno, as seguintes:
– As crianças amamentadas no seio apresentam menor risco de contrair infecções de ouvido, diarréia grave ou desenvolver reações alérgicas;
– O aleitamento materno desempenha um papel importante na prevenção do sobrepeso e do diabetes, tanto na infância quanto na vida adulta;
– Há evidências de que para as mães o aleitamento reduz a chance de desenvolvimento de alguns tipos de câncer e pode prevenir fratura do quadril em fases mais tardias (para mim que sou muito estabanada essa notícia é motivadora!);
– Os principais ingredientes do leite materno – açúcar (lactose), proteínas de fácil digestão (proteína do soro do leite e caseína) e gordura (ácidos graxos digeríveis) – estão perfeita e adequadamente balanceados para alimentar o bebê e protegê-lo contra diversas doenças como as infecções do ouvido (otite), alergias, vômitos, diarréia, pneumonia, sibilância (o miadinho de gato no pulmão, ou melhor, a “dificuldade de eliminar o ar pelos brônquios”), bronquiolite e meningite;
– o leite materno possui inúmeros minerais e vitaminas, bem como enzimas que auxiliam no processo digestivo;
– o leite materno não possui nenhum preparo, está disponível em qualquer momento e em qualquer lugar (os estudos mostram que o aleitamento no seio ou por fórmula exigem o mesmo tempo, porém no seio o tempo é gasto todo com o bebê, enquanto na mamadeira gasta-se tempo com a compra, preparação da fórmula e limpeza dos utensílios utilizados!!!)
Citei apenas as vantagens físicas, além dessas há toda uma inteiração bacana mamãe-bebê que a amamentação dá e que eu não consigo explicar, mas você vais sentir CERTO!
E, ainda por cima, toda essa maravilha é “de grátis”!
Conforme falávamos, no mínimo nos 6 (seis) primeiros meses de vida a dieta do bebê pode ser única e exclusiva de leite materno. Mas, se a sua avó, mãe, tia, sogra, etc. lhe convencer a dar um chazinho, uma agüinha ou o famoso “funchicória” (que “acalma que é uma beleza”) e o pediatra concordar (pois muitas vezes mal não faz e é uma tradição familiar) não esqueça que a inclusão desses outros elementos faz com que a amamentação perca sua função contraceptiva. Por isso, neste caso não deixe de usar métodos anticoncepcionais (*especiais para quem amamenta, não deixe de consultar seu médico*), pois a única coisa que impede uma nova gravidez é a amamentação EXCLUSIVA e, mesmo assim, sabe-se de casos nos quais essa “verdade” não funcionou.
Naturalmente, se você quer ter outro filho em seguida, não precisa se preocupar com esse detalhe! Neste caso vale lembrar que uma nova gravidez não implica em parar de amamentar, claro que esta decisão – assim como as decisões de amamentar ou não e de quando parar de amamentar – é algo muito pessoal e que cabe somente a você. Mas, antes de decidir parar dê uma lida neste blog:
Crendices e etc.

Impossível escapar das crendices, por mais que você não curta. Eu pessoalmente respeito como algo da cultura de cada família e devo admitir que mesmo na minha família onde todo mundo se acha super “cientista” – sério, fora eu que sou a palpiteira da família, TODOS meus demais familiares só fazem afirmações baseados em estudos randomizados, duplo cego e placebo-controlados e debocham dos que assim não fazem –, já ouvi algumas bobagens.

Pois é, no campo das crendices, já ouvi muitos argumentos contra a amamentação ou contra a manutenção da amamentação após os 6 meses do nenê, TODOS falaciosos.
Alguns exemplos tragicômicos que meus ouvidos testemunharam:
1) “Deve-se amamentar no máximo até os 8 meses, pois é quando o nenê começa a discernir que ele e a mãe não são a mesma pessoa e aí passaria de ser um ato de alimentação para um ato de “tara” do nenê” : além de horrível e pervertido esse pensamento, não li nada sério neste sentido (minhas amigas psicólogas, me corrijam se eu estiver equivocada); para essa afirmação cair por água abaixo, basta lembrar que a OMS aconselha a amamentar até os 2 anos (24 meses). Além disso onde já se viu nenê tarado? Era só o faltava!
2) “Deve-se amamentar até a criança ter dentes” : baseado em quê? Pelamordedeus!!! O primeiro dente do Pedro nasceu com 3 meses, eu deveria parar de amamentar? E os nenês que nascem com dentes (sim há nenês que nascem com dentes) então estão fritos?
3) “A OMS indica amamentar por 2 anos baseado nos países de terceiro mundo onde há carência de comida, isso não faz sentido no 1º mundo onde as mães trabalham e tem recursos para alimentar o filho” : essa é a pior de todas! Primeiro porque o mundo é somente um até onde eu sei! Sim, porque a OMS, acho eu, não faria uma afirmação irresponsável e tampouco indiretamente “direcionada” aos países não desenvolvidos e também porque faz uma propaganda de que se você quer ter uma vida “1º mundo” não pode ter tempo para amamentar seu filho e deve recorrer às fórmulas e à toda aquela parafernália de bicos, mamadeiras, aquecedores, etc. que, convenhamos, atualmente é um pensamento bem “3º mundo”.
No campo das crendices, mitos e bobagens que são ditas acerca das coisas da amamentação e da maternidade teríamos matéria para muitos e muitos posts, mas por enquanto vamos ficar por aqui!!!
A decisão
O mais importante de tudo é que a decisão de amamentar/não amamentar ou parar de amamentar/voltar a amamentar (sim é possível parar e voltar!) deve ser tomada unicamente pela mãe, com a orientação do médico da sua confiança.
Quem tem seus motivos para não querer amamentar deve ser respeitado, pois tão ruim quanto não respeitar a mamãe que amamenta seu filho em público é desrespeitar a escolha de uma mãe que não pode ou mesmo de uma mãe que por seus motivos pessoais fez a escolha de não amamentar, afinal antes de tudo é preciso respeitar a ESCOLHA e também o direito à ESCOLHA de cada mulher. Mas para poder exercitar este direito de forma plena é importante estar bem informado sobre o assunto, por isso meu conselho é antes de tudo leia muito, pergunte muito, fale com seu médico, doula, com outras mães e esteja bem segura da sua escolha, você saberá o que é melhor para você e seu nenê.
Quanto a dificuldade na escolha gosto de citar (novamente) as palavras de Aldo Nouri:
“(…) essa escolha, seja qual for, será com certeza e sempre, para mãe que a fizer, a melhor de todos, e, para o bebê, o melhor modo de alimentação que ele poderia ter. De fato, mais vale uma mãe que se sente perfeitamente à vontade, sob todos os pontos de vista, ao dar a mamadeira ao seu filho do que uma mãe que lhe oferecesse o seio a contragosto.”
Boas dicas de sites que recebi sobre amamentação de uma amiga muito querida:
*La Leche League
Esta liga é uma organização que se dedica a ajudar as famílias a aprender e curtir a experiência da amamentação. Entre no Fórum que tem respostas para tudo, dividido por fases (idade) da criança. Também tem ótimas dicas de leituras sobre o assunto.
*The Milk Truck 
Projeto muito bacana ajudando as mães a conquistar espaço para amamentar fazendo arte! Fantástico!

4 Comentários

Arquivado em Amamentação

Sobre amamentação

Logo que o nenê nasce ele vai mamar no peito fácil e você vai ver o quão emocionante é. A gente percebe o quão sábia é a mãe natureza e tem uma idéia perfeita do que é o instinto e que ele é uma das coisas que melhor funciona nesse mundo!

Nessas primeiras horas de vida, se você colocar o nenê em cima de sua barriga ele vai “escalar” até o peito para se alimentar! É fantástico!

Eu tinha lido isso num livro chamado “Meu surpreendente recém-nascido” e vi uns vídeos no You Tube que o Diego me mostrou, mas duvidei que acontecesse comigo! Mas aconteceu e é a coisa mais natural – e ao mesmo tempo fantástica – que existe!

Enquanto você estiver no Hospital terá toda a orientação de enfermeiras treinadas e super experientes em relação a amamentação e aos cuidados com o recém-nascido, então aproveite bem e faça todas as perguntas!

A parte chata da história geralmente começa quando você já saiu ou está saindo do hospital. É quando o COLOSTRO* vira LEITE. Acontece geralmente pelo 4º dia depois do parto.

É nesse momento, quando o COLOSTRO vira LEITE, que a situação pode ficar dramática! Muitas vezes o leite empedra e o bico da seio racha. Na primeira semana é super difícil meeeessmo e no início pode doer horrores, por isso não desista fácil!!!

Se o bico do seu seio começar a “rachar” e mesmo sangrar, não se preocupe, apenas utilize os cremes indicados e verá que em 24h a coisa melhora e a cada dia fica mais fácil.

Tente não se desesperar e lembre que quanto mais você amamentar, mais o leite irá “desempedrar”.

Quando o leite “empedrar” existe uma massagem que você vai aprender no Hospital para o leite “descer”, mas melhor que apenas a massagem, se você conseguir, é tomar um banho quente, massagear o seio durante o banho e tirar um pouquinho de leite manualmente no banho. Assim, quando você oferecer o seio de novo ao seu filho, verá que fica bem mais fácil. Se não der tempo de tomar esse banho, coloque um pouco de calor (toalha quente ou bolsinha de água quente) e massageie que o leite vai descendo. O importante é ter calma, pois as coisas só vão melhorando e logo você verá que – literalmente – nasceu para isso.

E sempre que você observar acúmulo de leite nos seios faça essa “ordenha de alívio” para evitar problemas de empedramentos ou mastite.

Mama invertida – No início pode ser ainda mais difícil se você tiver a mama “invertida”. Se a sua mama for invertida terá mais dificuldade para “fazer o bico”, mas não é o fim do mundo, há vários produtos no mercado que ajudam, desde os adaptadores de silicone para bico do seio, passando pelas conchas rígidas até uma seringa especial para “desinverter” o bico da marca AVENT (Avent Inverted Nipple Solution) que é bem recomendada. Por isso se esse for seu caso, já vá providenciando esses “facilitadores” e leve para maternidade, assim não vai ter que passar trabalho depois, ou pior, sofrer mais pela falta deles!

Alguns produtos que ajudam (para qq tipo de bico):

– Concha para seios (Feita de silicone) – “Soft Shells”: é um adaptador de silicone para o bico do seio; deve ser usado apenas por quem tem mama plana/invertida e somente nas primeiras semanas, depois o nenê aprende a pegar “direto” (não se preocupe que ele não “vicia” no adaptador!!!)

– Concha rígida: também se utiliza para formar o bico, deve ser colocada 1h antes da amamentação embaixo do sutiã para formar o bico (nada prática, né?)

***Essas conchas também são boas para utilizar durante a amamentação no seio que o bebe não está mamando, pois muitas vezes ela vaza muito, além do que o absorvente segura, então deixando uma conchinha destas evita que o leite vaze em sua roupa.

– Placa de Gel Cicatrizador (“Mothermates hydrogel breast feeding pads” ou “Mamare”: ótima para colocar no bico do seio após a amamentação para aliviar a dor. Com a mesma finalidade há nos USA os Soothies Gel Pads Lansinoh – “Soothes and relieves sore nipples” (to soothe = tranqüilizar, confortar) que são ótimos!

– Absorventes para seios: utilizar somente depois que a mama estiver “boa” (isto é, quando o nenê estiver mamando bem e você sem dores): a finalidade é não sujar a sua roupa em razão do vazamento da mama, mas deve-se ter cuidado para que não crie bactérias (trocar de 2h em 2h ou de 3h em 3h)

+++ Dica unânime para o bico do seio ficar “forte”: tomar sol de topless antes do parto (mas onde????). Vi estas dica em vários livros, deve funcionar que é uma beleza, mas nunca soube de ninguém que tenha conseguido fazer.

– Creme de LANOLINA p/ bico do seio, para usar durante a amamentação: é muito útil para “recompor” o bico entre as mamadas. Sempre usar creme de LANOLINA, nunca outros no bico. Se usares algum firmador ou para estrias durante a gravidez, sempre evitar colocar no bico. Dica: Lansinoh Brand Lanolin Topical Breast Cream. *** O Lansinoh não precisa ser limpo antes de amamentar, pois pode ser ingerido pelo bebê sem problemas, apenas retire o excesso.

– Der Sani: mesma finalidade do Lansinoh. Geralmente é o que é dado nas maternidades. Passe 1 gotinha em cada mamilo, pode ser logo depois de amamentar, mas espere dar uma secada antes de recolocar o sutiã, porque senão o óleo fica todo no tecido, ou então use conchas. O Der Sani também é ótimo, eficaz e prático de colocar, mas eu pessoalmente me dei melhor com o Creme de Lanolina da Lansinoh

– Máquina de tirar leite elétrica + copinhos para armazenar o leite congelado: a máquina ajuda, não é imprescindível. Comprar fora, pois é bem mais barato e não esquecer: segundo a ANVISA o tempo máximo de armazenamento do leite materno congelado é de 15 dias!!! O pediatra pode ensinar a pasteurizar o leite antes de congelar e assim ele dura mais!

Pessoalmente, eu fui utilizar a máquina apenas depois de 6 meses, quando voltei a trabalhar, para deixar leite ordenhado para o Pedro. Já tinha comprado a máquina da Medela e uns copinhos de 75ml para armazenar o leite, que é o que uso. Mas cada vez que a pessoa que está cuidando dele tem que dar o leite ela tem que passar para uma mamadeira, o que é pouco prático e menos higiênico. Por isso aqui a minha dica é que você compre as mamadeiras da mesma marca da máquina de bombear leite, pois elas serão compatíveis e aí você bombeia o leite direto para a mamadeira e depois é só esquentar a mamadeira. Não esqueça de comprar tampinhas para as mamadeiras que servirão tanto para fechá-las e congelar o leite materno, quanto para carregar sucos, água ou mesmo leite no futuro. Toda essa “parafernália” de mamadeiras, bicos de mamadeiras, esterelizadores de mamadeiras, aquecedores, tampinhas de mamadeiras, etc. se você estiver amamentando bem nem vai precisar. Nos primeiros 6 meses eu nem tirei das caixas e conheço mães que nem utilizaram as mamadeiras, pois os filhos passaram direto do peito para o copinho, por isso não se precipite em comprar um estoque (como eu erroneamente fiz), pois muita coisa poderá ir fora sem nunca teres usado. Aqui, só um parenteses, as coisas nunca vão fora, sempre serão doadas para outras mães!

É importante registrar também que o seio não vai vazar “para sempre” ou mesmo durante todo o período em que você estiver amamentando e por isso não se preocupe em fazer grandes estoques de absorvente para seios. Pelo contrário, com o passar do tempo as coisas vão entrando nos eixos e em torno de um ou dois meses, dependendo do caso, os vazamentos param por completo ou só ocorrem quando há um intervalo maior que o usual entre as mamadas.

CUIDAR!!! Não comprar sutiã de amamentação com ferrinho (barbatana), pois impede o leite de passar. O sutiã ideal é o sem ferrinho, com a barra larga, somente de algodão, com a alça larga e com a janelinha para passar o seio enquanto ele continua no mesmo lugar! Encontrei uns legais na Loja da Hope.

Camisolas com abertura para amamentar ou de alcinha? Quanto as camisolas achei melhor usar camisolas com alcinha, pois as com abertura para amamentação na minha humilde opinião só atrapalham! Mas o Pedro nasceu no verão e isso facilitou bastante!

* COLOSTRO = forma de leite de baixo volume secretado pela maioria dos mamíferos nos primeiros dias de amamentação pós-parto. Composto de vários fatores para o desenvolvimento e proteção como água, leucócitos, proteínas, carboidratos e outros. O colostro vai se transformando gradativamente em leite maduro nos primeiros quinze dias pós-parto (Definição Wikipédia). Além disso  o colostro tem uma importante função na imunidade e contém uma série de nutrientes importantes para o bebê.

Como doar o leite que sobra? – O leite em excesso pode ser encaminhado para o banco de leite mais próximo, para atender a crianças pré-maturas. Hoje são mais de 160 em todo o país. Para se informar sobre os bancos de leite e sobre amamentação, basta ligar gratuitamente para o SOS Amamentação no telefone 0800-268877 de segunda à sexta, das 8h às 17h. Fonte: http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=x&id_artigo=647&id_subcategoria=4

3 Comentários

Arquivado em Uncategorized