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Sal é vilão também para os pequenos!

A ingestão excessiva de sódio entre crianças e adolescentes está associada a maiores riscos para hipertensão, especialmente em crianças acima do peso e obesas.

A conclusão é de um estudo americano realizado com participantes entre 8 e 18 anos, em um grupo no qual 1/3 se encontrava acima do peso ou era obeso. Níveis elevados de consumo de sódio foram significativamente associados com níveis pressóricos elevados entre aqueles acima do peso e obesos, mas não nos participantes de peso normal.

Os autores do estudo apontam que esses participantes com elevados níveis pressóricos  geralmente consomem tanto sódio quanto os adultos.

Por isso é bom continuar de olho nos rótulos dos produtos e lembrar que as quantidades apontadas como ideais consideram um adulto e não uma criança, conforme já havia chamado atenção no post link.

Tem coisa mais doce?

Tem coisa mais doce?

Fonte:

http://www.usatoday.com/news/nation/story/2012/09/17/high-salt-intake-in-children-linked-to-high-blood-pressure-study-shows/57792472/1

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Pequenos Chefs

O MAIOR ENSINAMENTO!

O MAIOR ENSINAMENTO!

Cozinhar, além de ser uma brincadeira divertida para as crianças, é também uma forma delas aprenderem coisas importantes como organização, higiene dos alimentos, matemática (pois precisam medir, pesar e dividir os ingredientes) e ampliar o paladar, conhecendo novos alimentos e novos sabores.

Cozinhar também pode ser uma boa solução para incentivar a criança a comer, já que após o preparo elas costumam experimentar os pratos, daí a importância de ensinar seu filho receitas saudáveis e nutritivas.

Qual a idade para começar? Não há uma idade determinada, mas é importante ficar claro que o fogão e os objetos da cozinha são responsabilidade do adulto. A complexidade das receitas também deve observar a idade da criança. Geralmente com 5 anos a criança começa a gostar de fato da função. Depois de ser alfabetizada, quando já pode ler as receitas, a brincadeira fica ainda mais legal, pois além da maior independência que a criança já possui, também incentiva a leitura.

Com 6 ou 7 anos, não lembro bem, ganhei um livro de receitas chamado “Broto Forno & Fogão”que era a coisa mais querida do mundo – aliás continua sendo, pois ainda tenho e ainda uso! As receitas além dos “ingredientes” e do “modo de fazer” também prevêem os “utensílios” que você terá que utilizar no preparo, facilitando a organização para o preparo das receitas e evitando que a gente tenha que correr atrás de um ou outro utensílio quando já está – literalmente – com a “mão na massa”.

Eu adorava fazer as receitas de biscoitinhos deste livro. E a brincadeira não acabava na cozinha, eu colocava eles em saquinhos plásticos com lacinhos de fitas coloridos e brincava de “lojinha”, vendendo eles na frente de casa numa “banquinha” que montava com uma amiguinha. Com o passar do tempo já tinha até uma freguesia – tios e tias que faziam encomendas – e eu achava aquilo o máximo!

Então está esperando o que?  ‘bora para a cozinha com seus pitocos!

P.S. Postei no meu outro blog – o “Coisinhas de Casa” – uma receitinha formidável de bolachinhas para fazer com as crianças!  Vai lá conferir : Bolachinhas de Queijo

Para meninos também!!!!!!!!!!!!!!!!

Para meninos também, é claro!!!!!!!!!!!!!!!!

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Cuidados com os rótulos dos alimentos: são baseados em adultos!

Pois é, mesmo a maior parte dos alimentos infantis traz uma “Tabela Nutricional” baseada num adulto!

Não há lei que obrigue os fabricantes a adequarem os rótulos, conforme li na Revista Crescer deste mês (Julho 2012, folha 30) e muitos não o fazem!

Ou seja, o que você lê na Tabeça Nutricional dos alimentos vale para você, mas NÃO para o seu filho!

Para maiores informações e para mudar essa realidade, o Projeto Lancheira Saudável tem uma funpage no Facebook que indico seguir/curtir:
“Você tem o hábito de ler o rótulo dos alimentos? Sabe o que significam todas aquelas informações nutricionais? Entende qual a melhor escolha, comparando produtos e marcas diferentes? Saiba que você pode proteger seu pimpolho, de doenças provenientes do excesso de gorduras, sódio, açúcar ou aditivos químicos utilizados pela indústria alimentícia. Quer saber mais? Participe do evento lancheira saudável.”
A comida pode ser saudável, colorida e divertida!

A comida pode ser saudável, colorida e divertida! E os meninos ficam lindos!

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Elisa Prenna e seu Chicafundó – amor, carinho e vida

O ano passado neste exato dia 25 de outubro estava nascendo o filho de uma grande amiga minha.

Sim, GRANDE, pois apesar de seus 1,50m (“uma fita métrica exata”, como faz questão de dizer, com orgulho), ela é – sem exageros – enorme, pois é “do tamanho do que vê e não do tamanho da sua altura!” E vê longe! Sim, enquanto alguns reclamam que não tem lugares legais na cidade, que Porto Alegre não dá mais e patatí-patatá, ela simplesmente age, trabalha – arduamente e com muito amor e paixão – e cria um dos lugares mais queridos e amados que existem: o Chicafundó!

Foi lá que fiz a última refeição antes do Pedro nascer e muitas das refeições de todo o período da gestação e amamentação do guri. Isso explica muito do porque dele nunca ter apresentado nenhuma dificuldade na adaptação a novos e diferentes sabores e também de eu ter sido uma muito feliz gestante e mamãe!

Fazia muitos anos que sempre ao provar algum de seus zilhões de fantásticos quitutes a incomodávamos: “Pô pequena! Tá na hora de abrir um restaurante!”, como se isso fosse algo assim super-fácil e tranquilo. Só que não é. Mais ainda quando se trata da querida “Baixinha” que só sabe fazer as coisas com muita dedicação e afinco. Ela é muito meiga e querida, mas pedir-lhe para fazer algo “meia boca” é ofensa. “Comprometimento” e “competência” estão na ordem do dia. Não consegue fazer nada que não traduza exatamente o espírito daquilo que ela quer  transmitir para o mundo: muito afeto e sabor. E dedicação dá trabalho, um trabalho visivelmente prazeroso, pois feito com muito amor!

Slowfood, Confortfood, ou sei-lá-o-quê, a verdade é que a cozinha da chef Elisa Prenna é uma forma bem genuína dela compartilhar com um número maior de pessoas o que ela e a família dela já dividiam com aqueles que desfrutavam de seu convívio : o prazer de fazer uma refeição onde a comida é boa demais e cada detalhe à mesa é feito com muito capricho, amor e carinho.

Quando uma pessoa nasce numa casa cuja cozinha é habitada por uma mãe sensível e amavél como só a Dona Carolina sabe ser e detalhadamente projetada e executada com a imaginação e o perfeccionismo do Dr. Prenna, o Professor Pardal em pessoa, tudo isso que você experiencia no pequeno-grande restô acontece com a maior naturalidade!

Por tudo isso, o “Bistrô da Elisa” não poderia ser diferente! E como gente querida tem imã, logo logo após sua estréia em campo o time foi complementado pelos também mui queridos e amados Mathias Moreno e Taci Correa. Consta que esta última encontra-se hoje em Paris e a última notícia que nos mandou é que depois do Chica, os bistrots da cidade luz perderam um pouco de seu encanto!

Parabéns Elisa pelo 1º ano do Chicafundó, o melhor lugar que existe para levar a familia, sentar com os amigos para jogar conversa fora e comer a melhor comida do mundo! A nossa família agradece do fundo do coração todo o amor e carinho que a tua família e a família-chica sempre nos dispensaram. A cidade agradece por tu existires e acreditares nela, tornando-a ainda melhor!

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…

O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeeiro (Fernando Pessoa)

Tia Elisa e seu quindinzinho

Não conhece o Chicafundó??? Corrija este erro djá: http://www.chicafundo.com.br/

Este vídeo lindo explica bem melhor o que eu tentei dizer :

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“Voia! Cademe dosso”, a preguiça e a gula

Esse dito me foi ensinado pelo meu pai e, traduzido do dialeto veneto, significa mais ou menos isso: “vontade! caia sobre minhas costas”!

Hoje ao voltar de uma caminhada puxadíssima com o Diego que, neste dia lindo, naturalmente estava uma delícia, pensei nesse ditado! Adoro sair para praticar esportes, ainda mais ao ar livre e ainda mais com o meu personal husband! Sempre quando vou fico feliz e satisfeita e volto mais animada! O problema é ir. Me dá uma preguiça…

É nesses momentos que me lembro desse ditado! Bem que a vontade podia “cair” em cima de mim! Não só a de fazer exercício, mas a vontade de emagrecer bem poderia cair nas minhas costas! Quer dizer, a vontade de emagrecer eu tenho, o que me falta é a vontade de parar de comer!!!! Tô precisando muito perder uns quilinhos, pois desde que voltei a trabalhar achei todos os que eu tinha perdido depois que o Pedro nasceu e mais alguns que nunca tive!

O problema é que sou muito gulosa. E no meu trabalho tenho duas coleguinhas diabinhas que passam nos oferecendo guloseimas, a gente mal pensa numa safadeza gatronômica e elas já estão providenciando. Só que elas, nos seus 20 anos e poucos anos, queimam todas as calorias no processo de digestão e nós – em nossos 30 e muitos anos – ficamos com essas calorias todas acumuladas em pequenos pneus no abdomen e outras partezinhas estratégicas do corpitcho e não tem corrida ou academia que os retirem!!!

Trabalhar com o que a gente gosta e fazer parte de uma equipe legal como a nossa não tem preço. Faz o tempo longe do Pedro ser menos dolorido para uma mãe-grude como eu. Mas comer tudo o que oferecem e um pouquinho mais, não dá! Esses dias uma das gurias saiu com uma tirada impagável, respondendo a outra que estava planejando “matar” o treino para fazer compras ela retrucou prontamente dizendo: “Claro, não vamos à academia para ir ao shopping e no verão invés de vereanear na praia vereaneamos em Gramado”. Só um parenteses EU JURO que não era eu a que queria matar o treino! Eheh

Nunca fui magrinha, também nunca fui gorda de sofrer bullying, eu era (e acho que ainda sou) um meio termo. Me lembro das gozações por ser míope, pois desde pequenina usava um óculos fundo de garrafa e sofria por isso, mas a gordura não chegava a atrapalhar, sob o meu ponto de vista. Já os meus pais, super exigentes, ficavam loucos! Mais ainda porque meus “esportes” favoritos eram xadrez e canastra! Era um desastre total, especialmente nos esportes com bola!

Na adolescência então! Nossa! Me levaram a quase todos os endocrinologistas de Porto Alegre e não acharam problema nenhum, do ponto de vista médico. Para emagrecer tinha era que deixar de ser gulosa e só! Ou seja, tomar vergonha na cara! Mas eu nunca tomei. Me lembro como se fosse hoje a cara de decepção do meu pai quando foi me buscar no aeroporto depois de uma temporada nos EUA na qual eu tinha experimentados TODOS os sabores dos sorvetes Ben & Jerry’s! Ele ali tristão vendo a filha rechonchuda e eu tri feliz com a mochila recheada de Twix e KitKat!

Aí me botavam de volta nos – arghhh – endocrinologistas, nutricionistas e afins. E eles vinham sempre com as mesmas receitas: comer de 3 em 3 horas, não pular o café da manhã, comer pouco a noite! Cortar o sal, cortar os doces, cortar as frituras e tudo isso sem cortar os pulsos.

A parte de comer de 3 em 3 horas eu adoro. Eu detesto pular refeições. O problema são as coisas que gosto de comer: bolacha recheada, chocolate, negrinho, branquinho, sorvete, etc. Amo uma saladinha, do fundo do coração, mas depois da saladinha sempre acho que mereço uma boa sobremesa!!! E depois de um almoço reforçado também, afinal já tô engordando, então uma “sobremesinha” não vai fazer diferença, não é mesmo?

Acho que não sofri muito também nessa época de escola, porque o padrão de magreza não era tão exigente como hoje em dia, mesmo porque as roupas que nós usávamos não “valorizavam” o corpo. Era tudo bem largão, comparado com agora. Claro que tinham as “deandês” mas a gente morria de vergonha de usar (naquela época ainda havia a vergonha, por incrível que pareça!). Acho que fiz parte da última geração que podia trocar camiseta com o irmão, pois era tudo igual. Depois vieram as baby-looks e isso ficou obsoleto e, sou obrigada a admitir, embora as camisetas do meu irmão fossem muito confortáveis e tivessem estampas que eu amava, esteticamente na minha pessoa – olhando hoje – não ficavam nada bem!

Além da moda ter evoluído muito desde os anos 80, as pessoas e o mundo também evoluíram. Acho muito legal o fato de atualmente a gurizada se cuidar cada vez mais cedo e ter uma maior consciência corporal, que vai desde uma boa alimentação à prática de esportes. Isso é extremente saudável e a saúde é nosso maior bem, por isso importantíssimo cultivá-la. No meu colégio tinha uma placa enorme que dizia “mente sã em corpo são”, eu demorei para entender que isso é uma baita verdade, sem dúvidas.

Mas, por outro lado, há um maior exagero e uma “ditadura” da magreza cada vez mais forte que inclui um preconceito – horrível, sob meu ponto de vista – com os gordos. Sim, hoje o gordinho é visto como um perdedor, um relaxado, um cara que não se cuida e que provavelmente também vai ser relaxado em outros aspectos da vida pessoal e do trabalho.

Vivemos numa época de conscientização e inclusão social e isso é muito positivo. Tenho certeza de que neste aspecto eu vivo num mundo bem melhor do que os meus pais viveram e também tenho certeza que o Pedro viverá num mundo bem melhor do que o que eu vivi.

Mas, por enquanto, não tem lugar para os gordinhos nesse mundo! Vocês podem ver nas novelas, por exemplo, há espaço para todas as minorias e respeito às diferenças. Sempre há uma ou mais campanhas de inclusão social. Mas o gordinho nunca participa. Ele serve apenas para os papéis cômicos e olhe lá.

Até o Antonio Calloni, que era um gordinho tão bonitinho com lindos olhos azuis, deu uma “enxugada”. E o que dizer do Faustão e a sua magreza bizarra e verde? É a preocupação com a saúde, me argumentam, mas eu não estou convencida! Acho que o Faustão fez um pacto com o demo, pois viu que na TV ninguém sobrevive se é gordo! E eu não vou estranhar nada se qualquer dia o Jô Soares desaparecer e reaparecer “sarado”.

Será que as pessoas que excluem os gordinhos e os culpam por serem gordos não sabem o quão difícil é emagrecer nesse mundo em que uma lata de leite condensado é vendida em qualquer supermercado, sem nenhuma advertência? Se para mim perder alguns quilinhos já está sendo uma luta, imagina para quem quer perder mais?

Ahhhh… sei que vão me acusar de estar advogando em causa própria, mas ando com muita pena dos gordinhos e, sim, esse ano vou passar o verão em Gramado! Sem dúvidas!

Com um óculos desses quem vai reparar em uns quilinhos a mais???

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