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Cozinhando para crianças (não para bebês)

Estou naquela fase de tentar ensinar o Pedro a “comer as coisas certas”, para mim é uma tarefa árdua porque eu nunca aprendi a comer as coisas certas.

Então estou aprendendo com o Pedro, mais uma vez!

Fiz questão de frisar que esse no título que vamos cuidar de comidas para crianças, porque ao pesquisar me deparei com várias matérias sobre papinhas, que não são o objeto deste post.

Compartilho os links que mais gostei nessa busca:

Matéria da Revista Pais & Filhos

dicas de livros do blog Bistrozinho

livro Culinária Passo a Passo para Crianças

livro “Meu Lindo Livro de Receitas”

livro “Receitas Mágicas para Crianças Espertas”

O Livro de Receitas do Menino Maluquinho

Deliciosos e Disfarçados dica do site Panelinha

 

 

 

 

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Uma boa alimentação inicia com um bom café da manhã!

 

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Aging

“While others are frightened of aging, so much so they’ll slather cream on their faces and inject botulism in their body, I don’t mind my age – I only regre the time I lost. All the years I simply do not remember. All the mistakes I’ve made, people I’ve hurt, words and time I can’t get back.” In On regret and losing time

 

Não tenho medo da idade, mesmo porque sou, desde sempre, a pessoa mais velha do mundo. Sim, já nasci velha, chata, retrógrada, reacionária e cheia de manias e isso só se agravou. Provavelmente se agravará ainda mais.

Odeio quando dizem que 40 anos ainda é jovem e etc e tal. Não é. Por que diabos essa necessidade de “ser jovem” depois dos 40? Como se fosse houvesse alguma incompatibilidade intransponível entre ser velho e ser feliz. Pois é bom se acostumar, pois a velhice é ótima e como dizem “beeeeeeemmmm melhor que a segunda opção”.

Para falar a verdade, agora que estou velha “de verdade” me sinto bem mais confortável. Ainda não estou igual aquilo que sonhei de mim mesma, mas já me sinto mais perto e com esperanças de chegar lá.

Tenho muitas vontades, menos a de voltar a ser jovem. Quando eu era jovem perdi muitos afetos que só o tempo me mostrou a falta que fazem. Amizades, contato com gente que eu gosto, pessoas que se foram e que eu não convivi tanto quanto gostaria. Perdi diversas oportunidades de ficar quieta e outras tantas de pedir desculpas. Coisas que ocorreram porque eu achava que era tudo eterno e assim sempre poderia resgatar, desfazer qualquer mal-entendido.

O tempo passa rápido – rápido mesmo – e a gente perde muita coisa no caminho, porque temos um zilhão de coisas para realizar e muita pressa para chegar não sei aonde. O  tempo também ensina, ensina muitas coisas que só se aprende quando ele passa de verdade, por isso a velhice traz também outras vantagens, além de ser melhor que a segunda opção!

Então, por mais que sinta que vou  viver mais de 100 anos (é a média das mulheres da minha família), não posso contar com isso. Assumi que estou na metade da vida. Vou dedicar o resto dela a tentar resgatar de alguma forma o que perdi, fazer melhor e com mais cuidado o que de novo aparecer, aperfeiçoar as coisas que gosto e faço bem e aprender, aprender, aprender, aprender e aprender.

Aí então, quem sabe, depois dos 80 eu tenha mais uns 20 anos de sobra para ensinar alguma coisa…

Pretendo descobrir / No último momento / Um tempo que refaz o que desfez – Chico Buarque em “Todo Sentimento

 

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Quarentona faceira!

 

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Davi e os monstros

Já fazia um um tempo que o filho vinha para a cama dos pais todas as noites. Por que? “Porque tem um monstro enorme lá quarto do Pedro, mamãe”!

Fazia dias também que eu explicava para ele que não existem monstros. Explicar não é bem o termo, eu dizia para ele: “Meu amor, não existem monstros, pode ir para teu quartinho, papai e mamãe te amam e te asseguram que nada vai te acontecer.” Essas palavras não tinham nenhum efeito. Ele pulava para nossa cama igual, choroso, mas virava para o lado e dormia, protegido pelas paredes formadas pelos corpos de papai e mamãe.

Aí um dia estávamos na casa de uma amiga (MINHA coleguinha dos dos 3 aos 18 anos, do Jardim de Infância até o final do 2o grau!)  e o filho dela, o Davi, um aninho mais velho que o Pedro – o que nesta época da vida é uma grande diferença – estava vendo a animação “Universidade dos Monstros“. O Pedro, obviamente, ficou vidrado.

Foi aí que eu tive a (in)feliz idéia de usar o Davi para me apoiar na teoria de que “monstros não existem” e falei, já direcionando a resposta: – Davi, né que monstros não existem?

Mas o Davi, além de um guri querido e lindo, é muito articulado e me surpreendeu com uma resposta firme, mas dada da maneira mais doce possível: – Não tia Malú, a verdade é que eles existem sim, mas a gente não precisa ter medo deles. E continuou com a maior paciência possível discorrendo sobre o porque de não haver necessidade de se assustar, de que nem todos são tão ruins quanto a gente imagina. Eu fiquei embasbacada com a sabedoria do guri e o Pedro, bem, o Pedro ficou ouvindo a explicação com uma atenção que eu nunca tinha visto.

Sim, Davi, você tem toda a razão: monstros existem, mas a gente não precisa ter medo deles.

E o Pedro ficou muito mais satisfeito com esta explicação do que a minha simples e insistente afirmação de que “monstros não existem”.

É incrível como as crianças estão SEMPRE nos ensinando. E nos lembrando do básico e do realmente importante da vida. Os monstros existem, mas muitas vezes não são tão feios como a gente pinta. E, sim, podemos conviver com eles.

Tanto quanto as crianças, nós adultos também precisamos enfrentar nossos monstros, não é mesmo? Mas tem que ouvir o Davi: não precisa ter medo!

Beijos e boa semana!

 

Búuuuuuu!!!

Búuuuuuu!!!

 

 

 

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The bare necessities

Muitas mães pensam em parar ou diminuir o ritmo, depois que os filhos nascem e esse fenômeno tem ocupado a mídia nos últimos tempos, especialmente após o lançamento do bestseller “Lean In: Women, Work, and the Will to Lead“, onde Sheryl Sandberg, a hoje famosa COO do Facebook (cargo que na hierarquia da empresa fica abaixo apenas do CEO, o Mark), defende que sim, dá para ser boa profissional e boa mãe. E mais, também podemos ser líderes e ter uma postura mais masculina no trabalho, especialmente para negociar melhores condições e salários.

Na lista das 100 mulheres mais poderosas e influentes da Revista Forbes deste ano, na qual Sheryl figura em nono lugar, há 14 que possuem menos de 45 anos e entre essas 14 mais jovens a revista aponta que há duas qualidades comuns: a resiliência e o desejo de melhorar o mundo. Filhos acentuam essas características, concordam? Eu sim.

Particularmente entendo que dar um freada na vida profissional pode ser muito positivo, especialmente nos primeiros anos, quando as coisas acontecem de forma tão rápida e é tão legal “estar lá”. Explico: “estar lá” para ouvir as primeiras palavras, “estar lá” para ver ele experimentar os primeiros sabores nas primeiras papinhas,  “estar lá” para ver os primeiros passos, enfim “estar lá” sempre que ele precisar. Mas – sobretudo – acho que mães que escolhem estar sempre lá devem principalmente estar bem resolvidas e felizes nesta escolha. Assim como também as que não se realizam desta forma devem ser felizes com a escolha delas. O respeito, nem precisa dizer, deve ser recíproco.

Nenhuma das escolhas é fácil, ficar em casa na minha opinião é a mais difícil (por isso eu trabalho! rsrs). Mas,  naturalmente, lamento muito quando não estou presente em algum desses acontecimentos incríveis (sim, porque a primeira vez de um filho em cada uma de suas pequenas conquistas é um dos acontecimentos mais incríveis do mundo). Tudo são escolhas e realmente não são fáceis.

O importante é que você seja feliz com as suas escolhas. Elas definem o que você é e a sua felicidade. Se você optou por continuar trabalhando – assim como eu – não esqueça que após a maternidade características femininas como a habilidade de executar várias tarefas de forma concomitante e gerenciar/otimizar o tempo só aumentam e há pesquisas que consideram inclusive que estas são vantagens adquiridas com a maternidade. Ou seja, há uma nova e melhor profissional no mercado de trabalho: você!

Nunca esqueça que assim como o mais importante para você é que seu filho esteja feliz, o mais importante para o seu filho é que você esteja feliz. A tendência da criança é achar que se há alguma coisa lhe deixando triste ou aflita, a culpa é dela. Por isso cuide de sua felicidade, isso reflete diretamente na felicidade de seus filhos e de sua família.

Não lamente ou super valorize suas ausências, isso só serve para você se sentir mal e culpada (o que é fácil e comum às mães, já repeti várias vezes neste blog a famosa frase “nasce a mãe, nasce a culpa”), também não há fórmula mágica, estaremos eternamente divididas. Relaxe. Quaisquer que sejam nossas escolhas, dificilmente encontraremos a situação ideal. Por isso, um bom começo é estar feliz com as nossas escolhas e focar nas coisas que são essenciais para nós. Ter ciência de qualquer escolha que a gente fizer vai ter seus prós e seus contras, mas que nossas escolhas devem ser baseadas não apenas no que é melhor “para o senso comum”, mas naquilo que é melhor para a gente, o que é pessoal e  individual.

Geralmente quando nos tornamos mães, qualquer tipo  de individualidade remete ao egoísmo e é mal vista. Muitas vezes esquecemos a importância de buscar aquilo que vai nos fazer feliz. É claro que a felicidade de nossos pequenos é a nossa felicidade, mas não podemos brincar com a felicidade e nem deixar o que nos realiza de lado, pois a pior coisa que pode acontecer para uma criança é conviver com pais infelizes e não realizados. A principal e mais corajosa escolha já foi feita quando você decidiu ter filhos: você sabia que as coisas iriam mudar, que a “dinâmica familiar” iria mudar. O que você talvez não soubesse em sua inteira dimensão é o quanto tudo ficaria tão melhor e também o real  tamanho da força e do poder do amor que quanto mais se divide, mais se multiplica! Então não perca tempo, vá já ser feliz! Comece por procurando por suas “bare necessities”.

“I’ll tell you something true: the bare necessities of life will come to you” 

Beijo!

 

Look for the bare necessities The simple bare necessities Forget about your worries and your strive I mean the bare necessities Old Mother Nature’s recipes That brings the bare necessities of life Wherever I wander, wherever I roam I couldn’t be fonder of my big home The bees are buzzin’ in the tree To make some honey just for me When you look under the rocks and plants And take a glance at the fancy ants Then maybe try a few The bare necessities of life will come to you They’ll come to you! Look for the bare necessities The simple bare necessities Forget about your worries and your strife I mean the bare necessities That’s why a bear can rest at ease With just the bare necessities of life Now when you pick a pawpaw Or a prickly pear And you prick a raw paw Next time beware Don’t pick the prickly pear by the paw When you pick a pear Try to use the claw But you don’t need to use the claw When you pick a pear of the big pawpaw Have I given you a clue ? The bare necessities of life will come to you They’ll come to you! So just try and relax, yeah cool it Fall apart in my backyard ‘Cause let me tell you something little britches If you act like that bee acts, uh uh You’re working too hard And don’t spend your time lookin’ around For something you want that can’t be found When you find out you can live without it And go along not thinkin’ about it I’ll tell you something true The bare necessities of life will come to you

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The Day I Stopped Saying “Hurry Up”

Este texto é tocante. Mamães trabalhadoras e ocupadíssimas, parem um minuto e leiam! Vale a pena! Beijos!

The Day I Stopped Saying ‘Hurry Up’.

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Os filhos dos outros

“Os filhos que nunca fazem nenhum  escândalo no Shopping ou no Supermercado e os bebês que dormem a noite toda desde os primeiros meses de vida são e serão sempre os filhos dos outros”. (“Criando bebês” Dr. Howard Chilton, Editora Fundamento)

Pedroca fez dois anos e está um fofo, cada dia mais querido e carinhoso com a gente. Nos impressiona com suas fofurices e espertezas e nós passamos 90% do tempo literalmente “babando”. Sim, ele é muito bonzinho. 90% do tempo.

E os outros 10% ? Bom, nesse resto de tempo que sobra nosso Gizmo “vira Gremlim“. Sim, nosso filhote perfeito tem seus momentos “menino monstro”.

Nas primeiras vezes em que isso aconteceu nossa reação foi de paralisia total. Não sabiámos o que fazer. Como pode ele ficar birrento se nós somos pais perfeitos? E disciplinadores, daqueles que dão carinho, mas impõem limites. Como, meu Deus, como isso está acontecendo conosco, logo nós tão ponderados, ajuizados, que fazemos tudo na medida certa?

Não, não é possível que ocorra conosco, nós não somos esses “pais modernos” que deixam a criança fazer tudo e esperam qualquer ocasião para enchê-la de presentes, mesmo que ela “não mereça” e não dê o menor valor. Pelo contrário, nós somos comedidos, tentamos sempre mostrar para ele que não dá para ter tudo e que deve se cuidar muito muito bem daquilo que se tem e tratar bem os amiguinhos e a todos com carinho e justeza.

Como isso acontece conosco, logo conosco que lemos tudo a respeito e sabíamos tanto! Mais ainda, nossa filosofia desde o início estava dando tão certo! O Pedro nunca tinha feito escândalos públicos, se atirado no chão do supermercado ou mesmo gritado o famoso refrão “eu-quero-porque-quero-quero”, nem  qualquer uma de suas variáveis. E olha que a gente leva ele para toda a parte!

Só que as situações começaram a aparecer e nós começamos a ficar estarrecidos! Começou com a batalha para colocá-lo na cadeirinha do carro, o que antes era uma rotina normal e aceita pelo pequeno sem maiores problemas, passou a ser uma luta diária.

Depois, veio as birras e as pequenas desobediências: “Pedro, dá um beijinho na Titia, Tia Fulana ele adora dar beijinhos!” e o guri vira a cara e se fecha.  “Pedro, quer experimentar esse docinho gostoso que a Vovó fez?”  e ele diz um sonoro e raivoso “naaaummmmm” ou, pior, coloca na boca e cospe.

E, assim, fomos pegos de surpresa pela “vida real” e por um serzinho que cresce em PG  e aos poucos e cada vez mais está aprendendo a demonstrar suas vontades, seus gostos e também seus desgostos. E nem sempre demonstra tudo isso da forma mais civilizada!

E nós? Bom, nós estamos aprendendo tudo sobre nossas limitações.  Concluindo que não existe nada mais bem humorado e mais verdadeiro do que a frase do Doctor Howard.

Antes de ter filhos, ao nos depararmos com uma cena de criança birrenta num local público sempre pensávamos “nossos filhos jamais serão assim”. Quando presenciávamos as crianças “dos outros” fazendo manha para dormir ou correndo e berrando pela casa afirmávamos que “isso nunca vai acontecer com a gente, pois nós saberemos discipliná-los”. Pois é, outra verdade absoluta é a de que é muito muito muito, mas muito meeeesmo, é realmente muito mais fácil educar os filhos dos outros! E dar palpites então… Ahhh, dar palpites é uma barbada.

Difícil mesmo é nos depararmos com aquelas situações que jamais pensamos um dia protagonizar. É difícil pra caramba! Assumir de forma  humilde e humana que não somos perfeitos. Admitir que talvez não sejamos muito melhores que nossos pais e que em algum momento devemos ter errado. Sim, não tivemos muito tempo – ele tem apenas 2 anos – e mesmo nesse pequeno espaço de tempo nós demos nossos tropeços.

Ainda acho que assumir que a criança pode ter um problema dela, que não seja nossa culpa nessa idade é impensável. É impensável para os pais e especialmente para mães (nasce uma mãe, nasce a culpa, especialmente nas católicas!).

Mas independente de quem sejam os culpados, tento manter a mesma conduta pro ativa que regra minha vida: não buscar culpados, buscar soluções. Por isso estou naquela fase, tentando manter sempre a paciência e a calma e – ao menos por fora – não me abalar para poder falar calmamente com ele e explicar que  “não se deve fazer isso, porque é feio e ele é um menino tão bonito e querido para fazer algo feio”.

Tenho usado esse “método” de forma bem repetitiva. As vezes funciona, as vezes não. As vezes ele não se acalma, mas eu me acalmo e noutras ele se acalma e eu não! Também há vezes nas quais nós dois nos acalmamos. De tudo que li e, principalmente,  vivi até o presente momento, ainda não tenho nada – absolutamente nada – para ensinar.  E olha que antes de ter filhos eu tinha milhares de fórmulas infalíveis!

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Beijos e um super feliz 2013! Que seja um ano de grande aprendizagem para todos nós!

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P.S. Quando tiver aprendido algum truque venho correndo aqui contar. E você, se tiver algum, por favor – pelo amor de Deus – COMPARTILHE! 😉

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