Aging

“While others are frightened of aging, so much so they’ll slather cream on their faces and inject botulism in their body, I don’t mind my age – I only regre the time I lost. All the years I simply do not remember. All the mistakes I’ve made, people I’ve hurt, words and time I can’t get back.” In On regret and losing time

 

Não tenho medo da idade, mesmo porque sou, desde sempre, a pessoa mais velha do mundo. Sim, já nasci velha, chata, retrógrada, reacionária e cheia de manias e isso só se agravou. Provavelmente se agravará ainda mais.

Odeio quando dizem que 40 anos ainda é jovem e etc e tal. Não é. Por que diabos essa necessidade de “ser jovem” depois dos 40? Como se fosse houvesse alguma incompatibilidade intransponível entre ser velho e ser feliz. Pois é bom se acostumar, pois a velhice é ótima e como dizem “beeeeeeemmmm melhor que a segunda opção”.

Para falar a verdade, agora que estou velha “de verdade” me sinto bem mais confortável. Ainda não estou igual aquilo que sonhei de mim mesma, mas já me sinto mais perto e com esperanças de chegar lá.

Tenho muitas vontades, menos a de voltar a ser jovem. Quando eu era jovem perdi muitos afetos que só o tempo me mostrou a falta que fazem. Amizades, contato com gente que eu gosto, pessoas que se foram e que eu não convivi tanto quanto gostaria. Perdi diversas oportunidades de ficar quieta e outras tantas de pedir desculpas. Coisas que ocorreram porque eu achava que era tudo eterno e assim sempre poderia resgatar, desfazer qualquer mal-entendido.

O tempo passa rápido – rápido mesmo – e a gente perde muita coisa no caminho, porque temos um zilhão de coisas para realizar e muita pressa para chegar não sei aonde. O  tempo também ensina, ensina muitas coisas que só se aprende quando ele passa de verdade, por isso a velhice traz também outras vantagens, além de ser melhor que a segunda opção!

Então, por mais que sinta que vou  viver mais de 100 anos (é a média das mulheres da minha família), não posso contar com isso. Assumi que estou na metade da vida. Vou dedicar o resto dela a tentar resgatar de alguma forma o que perdi, fazer melhor e com mais cuidado o que de novo aparecer, aperfeiçoar as coisas que gosto e faço bem e aprender, aprender, aprender, aprender e aprender.

Aí então, quem sabe, depois dos 80 eu tenha mais uns 20 anos de sobra para ensinar alguma coisa…

Pretendo descobrir / No último momento / Um tempo que refaz o que desfez – Chico Buarque em “Todo Sentimento

 

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Quarentona faceira!

 

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