O parto e o direito de escolha

Frases como “O mundo hoje está predisposto a colocar você dentro de uma sala de parto” (Márcio Garcia, ator e diretor) e “O valor que o plano paga não compensa você desmarcar um consultório inteiro, você ganha mais numa tarde de consultório do que num parto” (Fernanda Macedo, médica obstetra) entre outras pérolas você vai encontrar em 8 minutos e 8 segundos de um vídeo presunçosamente intitulado “O Renascimento do Parto”.

Neste vídeo a cesariana é tratada como “tragédia” e uma “violência”, em nenhum momento é considerada parto. Esta palavra é reservada para o parto “natural” que é, idealmente, aquele realizado dentro do seu próprio lar. Esse vídeo apenas esquece que fora do maravilhoso mundo dos multimilionários, as casas não são equipadas com uma equipe médica e nem todos nós podemos ser assistidos por pessoas como a enfermeira Heloísa Lessa – “a parteira das estrelas” – que é uma pessoa extremamente responsável e no exercício de sua função monitora os batimentos do bebê e os sinais de vida da mãe (assim como num hospital) e afirma que deixa uma equipe médica preparada para possíveis complicações e, ainda, que para dar à luz em casa, a grávida não pode ter apresentado problemas durante a gestação e deve estar a, no máximo, 30 minutos de um hospital. Esses dados não estão no vídeo, são do programa da Ana Maria Braga. A apresentadora do “Mais Você” chamou a famosa parteira e um médico para comentarem o assunto de uma forma mais responsável do que até então vinha sendo tratado. Com a experiência muito próxima (a filha de Ana Maria teve um parto em casa numa experiência muito bem sucedida, por sinal), ela teve a lucidez de mostrar “os dois lados da moeda” e também chamar atenção para o fato de que esta forma de parto exige toda uma preparação que começa antes mesmo da gravidez.

É comovente o depoimento da Sra. Márcio Garcia que – com os olhos mareados – lamenta não poder ter tido os outros 2 filhos anteriores num “parto humanitário”. Sem dúvida, para quem tem essa infra toda deve ser uma experiência fantástica. Mas, com todo o respeito e consideração, as afirmações do Sr. Márcio Garcia e as lágrimas de sua esposa só demonstram o quão distantes da nossa realidade o casal está. Idem o caso da Gisele Bundchen que também é entusiasta do “parto humanitário” (em casa e dentro d’água). São exemplos de pessoas lindas-maravilhosas e extremamente competentes e bem sucedidas na área delas, mas vivem uma realidade tão tão distante dos demais seres humanos que acabam fazendo propaganda de certas coisas literalmente “sem noção” e que, principalmente, não são assim tão acessíveis quanto lhes parecem (para o cidadão comum, naturalmente!).

E, antes que me acusem de irracional, eu não sou “contra” o parto humanitário e menos ainda, contra o parto natural. Acho que são sem sombra de dúvida as melhores opções. Também lamento o fato das cesareanas estarem aumentando mais e mais a cada dia em nosso país, quando as pesquisas demonstram que não precisava ser assim.

Aliás, eu não sou contra nada, sou sim é a favor! Sou a favor de todos os tipos de parto, seja lá como os chamem: normais, aturais, cirúrgicos, cesáreos, etc. E sou – principalmente – a favor de que se chame PARTO qualquer um deles, sem preconceitos.

A “normalidade” do parto está na cabeça da mãe. Por favor, as opções da mulher nesse ponto merecem e devem ser respeitadas. Mas, sem esquecer que escolhas implicam responsabilidades e que se temos capacidade para escolher também teremos que ser capazes de nos responsabilizarmos por essas escolhas e eventuais erros que delas decorram.Como em tudo na vida é necessário em primeiríssimo lugar saber PONDERAR, ver que cada caso é um caso e cada mulher é única, asssim como serão únicos os seus filhos.

A escolha do parto inicia com a escolha do obstetra. Lembre-se de que nenhum médico pode lhe obrigar a nada, mas certamente ele a orientará para o que ele acha mais adequado para o seu caso. Se isso não coincidir com o que você quer, você tem toda a liberdade de discordar e inclusive trocar de médico. O que é feio e pouco honesto é dizer que o médico obrigou você a fazer o parto desta ou daquela maneira e você está arrependidíssima, como alguns exemplos do citado vídeo.

“Nunca, jamais, continue com um médico no qual você não confia” é um conselho que nem precisava ser dito, pois é o óbvio. Nenhum relacionamento médico-paciente vai funcionar sem confiança. Mas pelo número de mulheres que se dizem “arrependidíssimas” de terem feito uma cesárea obrigada pelo médico, parece que vale repetir.

Também implico com o fato de divulgarem apenas o “parto humanizado” mas deixarem de divulgar e – principalmente – estimular um bom cuidado pré-natal. O pré-natal bem feito é o que mais irá contribuir para que a gestante possa vir a ter um parto normal e, o mais importante, não ter complicações no parto. É a favor disso que devemos lutar: para que todas as mulheres tenham direito aos exames pré-natais, ao acompanhamento períodico durante a gestação e à informação (imprescindível para uma escolha plena).

Enfim, de tudo isso o mais importante é que, independentemente da forma de parto, ele deve ser uma escolha dos pais, com a orientação de um bom profissional, pois o objetivo é comum a todas as mães e tenho certeza que todas desejam isso com a mesma intensidade : que seus filhos nasçam bem e com saúde.  Isso sim é um sentimento muito humano.

Nascido numa cesariana não eletiva, após um duro trabalho de parto, de uma forma muito humana, sob meu ponto de vista!

Nascido numa cesariana não eletiva, após um duro trabalho de parto, de uma forma muito humana, sob meu ponto de vista!

*** ATUALIZANDO: Leiam http://www.perito.med.br/2014/06/deixem-as-cesarianas-em-paz.html?m=1

*** Pesquisa realizada nos EUA revisando as certidões de nascimento. Uma das conclusões é: “Entre os nascimentos realizados por médicos obstetras em hospitais, houve um índice de morte de 3,1 bebês para cada 10.000 nascimentos, em comparação com 13,2 mortes para cada 10.000 nascimentos entre os bebês que vieram ao mundo por meio do trabalho de uma doula, em um parto domiciliar.”

Link:

http://hypescience.com/bebes-nascidos-em-casa-tem-quatro-vezes-mais-chances-de-morrer/

*** Ler:  http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/07/professora-da-ufscar-tenta-parto-em-casa-por-48h-e-morre-apos-cesarea.html

 

 

49 Comentários

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49 Respostas para “O parto e o direito de escolha

  1. Malu, obrigada por dividir teus pensamentos conosco, concordo com tudo e gostaria de acrescentar o seguinte: ainda não sou mãe, mas convivo e convivi com muitas, muitas, muitas, tu sabes. O que percebo é que ha uma tendencia a mulher afastar-se de seus instintos em prol de um excesso de informação e uma busca desesperada para fazer as coisas DO JEITO CERTO. Como se só houvesse uma maneira certa de agir pelos filhos. Isso não existe, e as futuras mamães precisam, na minha opinião, ouvir suas proprias vozes interiores, buscar ajuda para aprender a construir um pensamento autonomo. Com o parto, acho isso: atualmente o CERTO é o parto humanizado (como um modismo), e as maes que fazem cesaria por escolha propria estao sendo discriminadas pelas demais, que ignoram que existam mulheres, situações, locais para cada tipo. Inclusive, uma mãe pouco tolerante a desconfortos, muito ansiosa, etc. tem DIREITO de escolher a cesariana, pois se o parto normal tem vantagens, um parto (qualquer) em que a mãe esteja tranquila e segura de suas escolhas compensa qualquer outra decisao. Beijos, Paula.

    • Oi Paula! É bom termos oportunidade de discutirmos esse assunto SEMPRE e abertamente. O mais importante é a mãe estar segura e preparada para o parto e saber que tem direito à escolha. Por isso quanto mais informação e mais conversa franca e honesta, sem fanatismos e com boa orientação técnica, só acrescenta para todas nós e nossos maridos e familiares que sofrem as dores e as delícias conosco! Beijos!

  2. Maria Otilia

    Parto humanizado pra mim deveria ter outro nome… Parto Animalizado! Quem teu filho em casa é bicho! E o pior são aquelas mulheres que não querem anestesia… querem sentir a dor de espelir um filho – Parto Sadomanizado!!! bjs

  3. Diego

    Esse texto está PERFEITO!!!
    Tens que mandar para a ZH ou uma revista da área para esclarecer essa NEUROSE.
    Beijos

  4. lauren

    Malu, só li hoje este seu post e é muito lindo!!!! Parabéns!!!! Você deveria mandar para publicar no jornal de tão maravilhoso!!!! bjos Lauren

  5. Bárbara

    Malu, tem algumas imprecisões no seu texto, talvez por vc não estar a par do que é o movimento pela humanização do parto e do atendimento obstétrico no Brasil.

    1) Não é parto humanitário, mas humanizado. Esse tipo de atendimento obstétrico não tem nada a ver com a via de nascimento, necessariamente, e muito menos com o local do parto, mas sim com a forma com que a relação entre médico e paciente se constrói, com informação correta e baseada em estudos científicos recentes. Ao mesmo tempo, leva em consideração as escolhas da mulher, inclusive em relação aos procedimentos que serão feitos no seu corpo.
    2) Não sei se vc sabe, mas grande parte das intervenções feitas por rotina nos hospitais brasileiros são desnecessárias e, muitas vezes, inócua – como o caso da episiotomia. Devemos estar cientes, também, que elas não são isentas de risco – nenhuma delas. Nem estourar a bolsa, nem a anestesia, nem a administração de ocitocina (hormônio sintético), nem a cesárea. Cada uma dessas intervenções tem seu risco e sua indicação precisa, e portanto não deve ser usada como rotina.
    3) O parto normal (via vaginal) é mais seguro do que a cesárea. Mesmo assim, no Brasil, as taxas de cesariana chegam a 52%. No sistema privado, passam de 80%. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é 15%. Taxas muito abaixo ou acima disso indicam que mulheres estão recebendo uma assistência ruim.
    4) Segundo pesquisa da Fiocruz, 70% das mulheres começam o pré-natal preferindo um parto normal. Ao longo dos 9 meses, algo acontece nos consultórios médicos, nas salas de US, na conversa em casa, que essas mulheres perdem a confiança na própria capacidade de parir, e muitas vezes são induzidas a uma cesárea por motivos sabidamente equivocados.
    4) Sim, devemos lutar sempre pela informação. E isso passa pelo respeito à mulher e a seu corpo.

    • Oi Bárbara, obrigada pelas precisas informações. Isto enriquece muito a discussão.
      Eu tive uma experiência muita boa com meu obstetra na condução de todo o pré-natal e do parto. Escolhi um médico em que confiava muito e que me deu toda a segurança e informação possíveis. Na minha 41a semana de gestação entrei em trabalho de parto. Tive rompimento de bolsa, contrações durante muitas horas. Em nenhum momento recebi ocitocina sintética ou anelgesia. Porém, não tive dilatação e quando o bebê começou a entrar em sofrimento, fui encaminhada para a cesárea e, somente naquele momento, recebi uma anestesia peridural. Eu queria muito um parto vaginal, mas nem deu tempo de ficar chateada, pois o tempo entre a decisão pela cesárea e a o nascimento foi muito curto e ter meu filho lindo e saudável nos meus braços foi tão maravilhoso, foi uma sensação tão fantástica. Uma das minhas principais preocupações na época era amamentar bem e, contrariando os que dizem que isto é decorrência de um parto vaginal, minha amamentação foi um sucesso e isto me deixou muito feliz.
      Esse texto não pretendia ser científico (não sou da área médica, minha experiência é de apenas a de uma mãe comum), mas acabei tocando em assuntos que precisam de um maior estudo e esclarecimento. O objetivo desse texto era sobretudo falar que existe “humanidade” na cesárea e – principalmente – que aquela mulher que está em plena capacidade e no gozo de sua saúde física e mental tem todo o direito de escolher o parto que quiser e ser respeitada. Ponto.
      Me surpreendem estas estatísticas que colocam a culpa nos médicos. Cresci numa família de médicos e sempre tive ótimos médicos, não conheço nenhum outro profissional que abdique tanto de sua vida pessoal para ajudar os outros. Nem mesmo padres. E dos médicos (e médicas) que conheço, todos – sem exceção – sempre procuraram me dar o máximo de informação possível. Mas, pelos dados que você traz, infelizmente, a amostra que tenho é viciada.
      Também os estudos sobre a cesárea eletiva (aquela prevista, monitorada e com data marcada) demonstram que pode ser mais segura que o parto vaginal.
      Enfim, este tema – pelo visto – ainda vai dar “muito pano para a manga”. A única coisa que eu desejo é que a discussão continue num nível elevado para que todos possamos nos beneficiar desse compartilhamento de informações para formarmos uma opinião que seja nossa (e não do filme X ou do livro Y), isso é das melhores coisas que a internet pode nos oferecer.
      Abraços!

      • Bárbara

        Mas é claro que há humanização na cesárea! essa cirurgia salva vidas todos os dias, é importantíssima! A questão não é demonizar a cesárea, mas avaliar como as mulheres têm sido tratadas. E a questão é muito mais ampla do que colocar a culpa nos médicos… é todo o sistema que está errado. (aliás, veja o filme. Ele mostra bem como é que têm funcionado as coisas).
        acontece que, no Brasil, ela tem sido utilizada de forma inadequada. Não é possível que mais de 80% das mulheres atendidas no sistema privado tenham algum problema. E tem tb a questão da violência obstétrica (já viu o documentário http://www.youtube.com/watch?v=eg0uvonF25M?), que faz com que muitas mulheres, ouvindo histórias de terror ou passando elas próprias pela experiência traumática, preferem passar por uma cirurgia, óbvio.
        E quanto à segurança da cesárea, os estudos da Organização Mundial da Saúde e publicados na Cochrane não corroboram essa informação que vc tem. Se vc quiser, dá uma lida no blog da Melania Amorim (estuda, melania, estuda), que ela cita dados e fontes científicas.

      • Bárbara

        ah, um outro dado. (já viu que gosto de uma pesquisa, né? ehehe)
        Segundo uma dissertação de mestrado dfendida no CEDEPLAR-UFMG, 70% das cesáreas indicadas por um plano de saúde X (não me lembro qual), em SP, tiveram razões econômicas e não médicas! Ou seja, total conveniência do médico, do hospital…
        (se vc quiser saber, me fale que procuro aqui de novo a referência… já tem um tempo que eu li).

      • Sim Bárbara! Essas dados precisos são importantes. E um plano de saúde que faz uma barbaridade dessas tem que ser denunciado para o Ministério Público. É preciso AGIR, dentro da lei e da democracia, para mudar esse quadro. Pesquisas são muito importantes, mas você também tem que estudar se aquela pesquisa foi elaborada por gente séria. A pesquisa científica séria é aquela na qual foi feita prova e contra-prova e a seriedade/validade da pesquisa pode ser auferida por meio do “impacto” da publicação. Não basta que o Fulano tenha publicado, é preciso que a publicação tenha passado por uma análise de outros pesquisadores sérios e tenha sido publicado numa revista séria (as revistas tb são avaliadas). EU geralmente leio as publicações da Pediatrics e do New England Journal of Medicine que me encaminham, são as melhores.
        Abraço!

      • Bárbara

        exato. Foi uma dissertação de mestrado do departamento de economia da UFMG. Passou por banca e foi aprovada…
        Conheço pessoalmente o pessoal do depto de economia da UFMG e te digo que são sérios, mas não posso te dizer se o uso das fórmulas e etc está correto, pq não tenho conhecimento para tanto.

      • Obrigada! Vou pesquisar. Se você tiver o link me mande por gentileza. Abraço

      • Jana

        Malu, o problema é que os médicos estão realizando cesáreas com indicações não fundamentadas em evidências científicas. Acho que a tendência é confiarmos no médico, mas infelizmente, a maior parte dos obstetras no Brasil não é confiável e nem todas as mulheres sabem disto!

      • Então vamos começar a cobrar isso deles. O meu médico é também professor universitário e meu marido é médico e me acompanhou em todas as consultas, ele queria (e quer) tanto quanto eu o melhor para nosso filho. Durante a gestação fui muito bem orientada e sempre me deram pesquisas para ler e responderam minhas dúvidas. Mas eu ia atrás! Eu pedia essas informações e eu queria saber os porques! Esta na hora de nós tomarmos as rédeas de nossas vidas, nossos corpos, nossa saúde! Não sou a dona da verdade e tampouco detenho conhecimento científico, o pouco que sei é porque fui atrás da informação.

  6. raquel

    olá, malu,
    embora não concorde com sua opinião, eu a respeito. porém, gostaria de ressaltar que o parto humanizado não é só pra gente rica, como você acredita (e como, infelizmente na minha opinião, o filme pode mesmo nos levar a crer). sugiro que você pesquise sobre casas de parto públicas e maternidades públicas que atualmente são referências em parto humanizado, como o hospital sofia feldman, em belo horizonte, e as maternidades maria amélia e mariska ribeiro, no rio.
    infelizmente, o cenário no SUS ainda é bem tenebroso em boa parte do país, mas já há cidades em que é, sim, possível ter um parto respeitoso. os relatos são bem bonitos!
    um abraço.

    • Oi Raquel! Que bom que você respeita, isso é o mais importante. O debate, num bom nível, é o que mais enriquece a discussão. Bom, queria lhe dizer que não tenho nada contra o parto humanizado. Achei que isto tinha ficado claro em meu texto. No início, lá no passado quando escrevi este “post” acho que a maioria das pessoas que leram me conheciam e sabiam mais da minha opinião, então isto estava claro. Pelo que vi dos comentários hoje várias pessoas acessaram o ‘post’ (estou ficando famosa! rsrs) e não leram, ou interpretaram mal. O que eu disse é que o parto EM CASA, pelo que eu entendo, é caro, pois exige uma equipe médica e isso tem um custo alto (me corrija se estou errada). O parto humanizado até onde sei é o ideal, especialmente quando feito em hospitais e maternidades preparadas para isso e, principalmente, QUANDO A MULHER ESCOLHE E QUER ISSO. Mas, se a mulher escolhe e quer a cesárea, mesmo informada de todas as suas implicações, também deve ser respeitada. Na realidade o texto é sobre isso: A MULHER TEM DIREITO DE ESCOLHA E DEVE SER RESPEITADA EM SUA ESCOLHA SEMPRE, MESMO QUE DECIDA FAZER UMA CESÁREA ELETIVA.
      Aqui em Porto Alegre o Hospitais Mãe de Deus e Divina Providência possuem maternidades que fazem propaganda de realizarem “parto humanizado” e tive amigas que tiveram boas experiências nessas maternidades. Não sei sobre outras, mas confesso que com todos estes comentários e principalmente quando você diz que “os relatos são bem bonitos” me desperta ainda mais interesse.
      Obrigada pela sua contribuição!
      Abraço

  7. Malu, eu gostaria do fundo do meu coração que você assistisse ao documentario “O Renascimento do Parto”, o completo, de 1 hora e meia, não o trailer de 8 min que tem no youtube. O Filme não trata a cesarea como algo criminoso ou violento… a msm médica que vc cita no começo do post diz: “A cesareana é uma cirurgia maravilhosa que salva vidas todos os dias, mas não é pra ser feita em todas as pacientes”…

    Um outro médico no filme diz: “o melhor lugar para a mulher parir é onde ela se sente segura, para algumas é o lar, para outras a casa de parto e para outras o melhor lugar ainda é o hospital”.

    Confesso que nem li seu post até o final, pq a falta de informação a respeito do filme me entristeceu…

    Acho que todo mundo tem direito a opinião, mas pra falar com tanta propriedade é ideal conhecer a história toda pra não cometer injustiças

    • Oi Raquel! Se você tivesse lido até o final talvez tivesse se dado conta de que a crítica é do TRAILER e não do filme! Achei o trailer supertendencioso. Quando der vejo o filme, pelo que você falou o próprio filme contradiz o trailer. Abraço!

      • Todo trailer é tendencioso., oras bolas. O cara tem alguns minutospara provocar o público ir ver o filme, que no seu caso, parece que não funcionou. Veja o filme e faça um novo post. É como querer iniciar uma conversa sobre dostoievski por ter lido a aba de crime e castigo. A mulher, tanto no filme quanto na vida real, está sendo usada e abusada por um sistema ganancioso e irresponsável,…. Vx defende o direito de escolha, e o filme também.

      • Bah, se é bom como Crime e Castigo (o livro) então é mesmo imperdível! O trailer não funcionou comigo mesmo, mas acho que foi porque vi há um tempão e depois não soube mais nada. Agora que lançaram o filme, acabei ficando curiosa em função dos comentários aqui! Aliás, relendo meu post, acho que fui mal-educada com o Sr e a Sra Márcio Garcia e peço minhas sinceras desculpas. Mas não acredito que a mulher esteja sendo usada, pelo contrário, ela é a única capaz de modificar esta realidade. E é isto que deve fazer. Não batendo boca nas redes sociais, mas exigindo mais de seus médicos e de seu país. Eu fiz isso e por isso estou certa e feliz com minhas escolhas. Mas reconheço que nem todas tiveram a felicidade de ser atendida pelos médicos maravilhosos pelos quais eu fui atendida e também que poucas mulheres se envolveram tanto em sua maternidade como eu me envolvi! Abraço!

  8. Mila

    Me desculpe, mas você não entendeu nada dos 8 minutos de vídeo que viu. Deveria assistir o filme completo para colocar uma crítica mais embasada, do que apenas ver um “trailer” e sair falando o que pensa nos primeiros 30 segundos, sem refletir e sem estudar o assunto. Estude bem o assunto antes, pois realmente você mostrou que não entende nada de parto e muito menos de como a situação médica do país está hoje. Fale só quando tiver certeza que a informação é correta. E pode opinar sim, mas sem crer que só você está certa também.

    • Me desculpe, mas você não leu o meu texto! Deixei bem claro que isto é uma opinião pessoal e que conheço bastante do assunto, mas estou longe de ser uma especialista. Minha opinião é de mãe e mulher, só. Sem pretensões e em contínuo aprendizado. É legal ouvir outras opiniões e vocês deveriam escrever ‘blogs’ também para expor as suas opiniões. No meu ‘blog’ evidentemente estará a MINHA opinião, né? Se me achasse a “dono da verdade” não aprovaria seu comentário e, menos ainda, responderia. Abraço!

  9. taisa

    Talvez você não tenha entendido muito bem o propósito do vídeo que você diz que assistiu. Ele na verdade é o trailer de um documentário que foi lançado agora em agosto e selecionado para quatro festivais internacionais. Seria legal se você ao menos assistisse ao documentário todo antes de critica-lo. E uma pesquisa mais aprofundada sobre parto em casa também seria boa, já que é uma grande besteira dizer que parto em casa é exclusivo para ricas.

    • Oi Taisa! Se você verificar a data que postei, vai ver que havia apenas o ‘trailer’, ainda não havia o documentário. Vou ver o documentário e refletir sobre o que você disse. Abraço!

      • Taisa

        Oi, Malu!
        Em primeiro lugar, parabéns pelo nível da discussão. É legal conversar com gente que discute construtivamente. Também peço desculpas caso você tenha achado meu primeiro comentário ofensivo, e realmente eu não tinha reparado na data da postagem. Recomendo sim que você assista ao filme, que tem recebido boas críticas e teve uma bilheteria muito boa, se você considerar que é um documentário brasileiro feito de forma independente.
        Quanto ao que eu disse sobre o parto em casa, o preço das equipes hoje em dia é muito mais acessível do que o que alguns médicos cobram para fazer cesáreas. A maioria das pessoas que conheço pagou de 3 a 5 mil pelas suas cesáreas, e é possível encontrar equipes que atendem parto domiciliar por menos que isso.
        Também, ninguém critica especificamente a cesárea. A cesárea é uma cirurgia ótima, que salva muitas vidas (conheço uma pessoa que é doula e ela conta que é somente graças à cesárea que ela tem o primeiro filho dela, não fosse a cesárea ele teria morrido). Ninguém é contra cesáreas. Mas somos contra os médicos fazerem as pacientes acreditarem que precisam de cesáreas, quando na verdade elas não precisam. Para você ter uma ideia do nível da coisa, conheço uma pessoa que agendou uma cesárea eletiva porque o médico disse que o bebê era muito grande e a placenta já estava velha e parando de alimentar o bebê. Alguns anos depois, esta pessoa pediu seu prontuário e viu que lá estava escrito que ela entrou em trabalho de parto e teve um problema de evolução – ou seja, o médico mentiu no prontuário, porque sabia que os dois motivos que ele deu para ela marcar a cesárea eram falsos.
        Uma pesquisa recente mostrou que mais ou menos 70% das brasileiras preferem o parto normal no início da gravidez, porém, nos planos de saúde, só 10% conseguem. A maioria acaba caindo na cesárea. São inúmeros os fatores, se você quiser podemos discutir mais sobre isso, mas o fato é que as mulheres estão sendo enganadas. Para conseguir um parto normal hoje, não é só querer, tem que lutar muito. Alguns médicos já dizem direto que não fazem normal, outros dizem que fazem mas vão enrolando a mulher até chegar no final e encontrar uma desculpa qualquer para empurrar a cesárea.
        E quanto ao artigo que você citou que diz que a cesárea eletiva é mais segura que o parto normal, eu realmente gostaria de ver.
        Enfim: a discussão realmente é longa. Se quiser conversar mais sobre o assunto, estou à disposição.
        Abraços!

      • Oi! Estou curiosa e vou ver o filme certo. Não posso mudar o que escrevi, porque era o que pensei quando vi o “trailer” e seria desonesto simplesmente apagar. Vou ver o filme, estudar mais e, se me achar capacitada para tanto, escrever um novo post!
        Acho que a gente está em constante evolução e esse tipo de conversa é a prova disso, né? Existe uma blogueira que eu gosto muito e o título do livro dela é “Raising our children, raising ourselves”. Em uma frase ela sintetizou uma das coisas legais de ter filhos que é a oportunidade de nos reeducarmos e crescermos. Eu tenho muito que aprender, com certeza. Mas seu não tivesse escrito esse blog, um monte de coisas teriam passado despercebidas para mim, eu aprendo muita coisa com ele. Escrever aqui tem sido uma forma muito legal de me relacionar, compartilhar experiências, trocar idéias e muitas vezes isso implica em mudar de idéia também. Não considero isso uma perda, mas uma evolução. Conversando a gente se entende. Mas se xingando, não tem conversa!
        Quanto à cesárea eletiva ser mais segura do que um parto normal, que bom que você tocou no assunto, pois esta frase do jeito que eu larguei, sem maiores explicações, não foi legal. Uma coisa precisa ser esclarecida, como tudo, a cesária eletiva ser mais segura vai depender do caso! O estudo está nesse link : http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032005001000001&script=sci_arttext . Há determinados casos em que o médico na 39 semana, geralmente, recomenda a cesárea eletiva porque verifica pelos exames pré-natais que as condições de um parto vaginal sem riscos são baixas ou nenhuma (acontece com determinadas doenças verificadas em exames pré-natais e muito seguidamente em gravidez gemelar). Nestes casos, a eletiva é mais segura e as mães que insistem em aguardar por parto normal possuem muitas chances de ter que fazer uma cesárea de urgência, que é muito mais arriscada. Os obstetras sofrem também, são uma classe que é constantemente processada quando algo ocorre no parto, mesmo que a mãe tenha assinado um documento declarando que estava ciente de que corria riscos no parto vaginal.
        A discussão é longa como você disse. Confesso que estive afastada dela, preocupada com discussões menos impactantes, tentando escrever sobre o desfralde (estou nessa fase agora)! Mas toda a contribuição será sempre benvinda!
        Abraços!

  10. Alessandra

    Olá Malu. Vc está falando sobre um assunto que não conhece de forma preconceituosa e arbitrária.

  11. Olá, respeitar a opinião é o mínimo… mas eu acredito que depois que vc assistir o filme, vai entender porque esta sendo tão criticada. Pra quem viu o filme, ler seu texto, é um pouco difícil… Mas vc tem memso o direito de escrever o que tiver vontade no seu blog.

  12. Oi Malu, eu assisti o filme todo e entendo seu ponto de vista mas acho que, como vc não assistiu tudo, ficou meio mal entendido. Atendimento respeitoso deveria ser direito do todas as mulheres, ricas e pobres, com assistência médica privada ou SUS, e é por isso que as mulheres do movimento de humanização lutam (e fazem esse barulho todo, rs). Tipo, uma coisa que falam no filme é que se todas nós soubéssemos dos riscos envolvidos numa cesárea eletiva (aquela com hora marcada antes de entrar em trabalho de parto), nenhuma de nós (salvo uma doida ou outra) compraríamos o risco para nós ou nossos bebês… é triste mas verdade de que os médicos inventam desculpas (eu passei por isso) para nos levarmos a crer que a cesárea é a melhor opção (milhares de estudos sérios já provaram o contrário). O Márcio Garcia está lá para chamar atenção, mas a história da família dele é igual de dezenas de amigas minhas (e nem são ricas viu, rs)… aqui em SP ha 2 casas de parto que fazem atendimento gratuito, uma delas tem até banheiras e quartos liiindos… de graça! Atendimento com uma parteira super bacana custa bem mais barato do que vc imagina (juro!) e perdi a conta de quantas amigas fizeram rifas/vaquinhas/etc para juntar o dinheiro necessário para bancar a equipe toda… é questão de escolha, tem gente que prefere ter um carro mais novinho, tem gente que prefere o poisé na guaragem e investe no parto. Parece muita loucura nessa sociedade, parece mesmo até coisa de bicho, mas não tem nada mais lindo do que ver um bebê chegando ao mundo com calma, sem ser separado da mãe, sem chorar estéricamente, sem sofrer violência (pq aqueles banhos, penteadas de cabelo, carregamento de um lado para o outro feito franguinho abatido que a gente vê nos videos do youtube é triste).

  13. ana

    Malu, acho que seu post tem muito mais a ver com o seu parto do que com o trailer. Parece que vc se agarra à ideia de que sua cesárea foi absolutamente necessária mas no fundo não deve ter certeza disso. Informe-se sobre seu médico. Qual é o percentual de partos normais feitos por ele? Se esse percentual for baixo, como infelizmente é o caso de muitos e muitos obstetras brasileiros, pode ser que sua própria cesárea tenha sido desnecessária. Saber disso não muda o passado, mas pode mudar o futuro. Um abraço, tudo de bom para vc.

    • Com certeza! E continuo achando o trailer supertendencioso. Mas não vi o filme. Quanto a escolha que fiz do médico e quanto ao meu parto (sim, considero parto) podes ter certeza que eu sou a pessoa mais informada do mundo sobre isso, afinal tudo aconteceu dentro do meu corpo
      e isso inclui minha cabeça, não é mesmo? Eu sou completamente responsável pela forma como ocorreu o meu parto e fiz o melhor sob meu ponto de vista. Jamais culparia um médico por uma escolha MINHA. Acho isso o fim da picada. Se eu desconfiasse que o médico iria me forçar a alguma coisa que eu não quisesse, simplesmente trocaria de médico! O ‘trailer’ empurra a culpa de um problema de saúde pública para os médicos e isso é desonesto e foi uma das coisas que eu não achei legal!

  14. Flavia

    Respeito seu comentário, mais acredito que para mudar a realidade é preciso informação de qualidade, baseada em dados reais, infelizmente, vivemos essa violência obstétrica todos os dias, e sim é possível que milhares de mulheres estejam sendo enganadas, pois por algum motivo, seja ele financeiro ou comodidade, as mulheres são levadas a crer que são incapazes de parir, que esperar o tempo natural do nascimento é colocar em risco sua vida e de seu bebê, então você se pergunta como elas são enganadas, a resposta é simples, vemos os médicos como donos da verdade, afinal eles estudaram para ocupar o cargo, nós não, então, a informação não chega, são mitos e mitos torneando a gestação inteira, e quem de nós colocaria a vida do bem mais precioso em perigo? Infelizmente, a maioria percebe o quanto foi “enganada” depois, pois só com o fim da gestação acabam indo atrás, pesquisando, buscando informação. Humanização do parto, é uma questão que vai além do ato de parir e muito além da via pelo qual ele acontece, humanizar o parto é dar a mulher, não só o direito de escolha, mais sim o direito de uma escolha consciente, e então quando isso acontecer, certamente, os índices brasileiros mudarão.
    Quanto ao fato de você acreditar que parir com assistência humanizada seja apenas algo para endinheirados, não, não é! Tive dois partos humanizados, em SP em casa de Parto (SUS), onde certamente a informação, o tratamento e o respeito me fizeram ter uma escolha consciente, e se fosse necessária uma cesárea, por motivos reais, essa também seria minha escolha.
    *********** Importante ressaltar que ninguém vai ser melhor ou pior mãe, porque fez cesárea ou porque pariu (essas são outras questões que vão bem além do nascimento)
    mais tenho certeza que como mãe, estamos sempre buscando o melhor para nossos filhos, e definitivamente uma informação respeitosa e verdadeira, no pré-natal contribui muito para nossa decisão.
    Obrigada pelo espaço. Flavia

    • Não descarto a hipótese de milhares de mulheres estarem sendo enganadas, porque estas mulheres não tiveram acesso à informação. Mas me assusta que mulheres que tinham condições, podiam – e deviam – buscar informações e não o fizeram (tanto que o problema mais grave não está no SUS e sim nos convênios particulares!). Parto humanizado? Não tenho nenhuma restrição. Parto domiciliar? Acho que é um parto humanizado para poucos ( ver: https://malumaedopedro.com/2013/05/01/parto-domiciliar-porem-seguro/ ), talvez mude de idéia. Você tocou num ponto que eu busquei ressaltar no texto que é importantíssimo: O PRÉ-NATAL. Uma boa orientação no pré-natal é tudo de bom! E hoje há milhares de sites, doulas, etc. que fazem esse serviço de forma séria e responsável. Você tem a vida inteira e mais nove meses para se informar sobre o parto e se preparar para ele, provavelmente este será o dia mais importante da sua vida e certamente o mais importante na do seu bebê. Qualquer que seja a sua decisão, vá atrás e realize da melhor forma possível. A vida é o presente mais maravilhoso que alguém pode ganhar. Nós duas só estamos aqui tendo esse papo porque estamos vivas e com saúde para isso! Por isso me intrigam essas mulheres que não vão atrás de informação, não questionam ANTES! Nossa, é a coisa mais importante que existe, como tratar com descaso? Se você desconfia que está algo errado, tem que ir atrás, tenho certeza que você vai encontrar um médico correto e decente que lhe orientará da melhor forma possível. São eles os que diariamente lutam pela qualidade da saúde pública e não são poucos os bons. Infelizmente, uma minoria ruim está ganhando um destaque maior (pois notícia boa não vende infelizmente, o que vende é o sensacionalismo e a desgraça e por isso nossos meios de comunicação investem tanto nisso). Claro que na medicina também há pessoas ruins. Essas devem ser denunciadas.

      • Flavia

        Infelizmente, vivemos uma inversão de valores, onde questões menos importantes são consideradas, o mais triste, é que a falta de informação também é por parte médica, é preciso estar em evolução constante, a sede pelo conhecimento não pode parar, na minha família, das minhas irmãs, eu fui a única a parir.. e ainda taxada de “louca”, todas minhas três irmãs fizeram cesárias (acredito que desnecessárias mesmo), porém, a cultura de nascer está tão enrolada por aqui, que a maioria se contenta em acreditar no que ouve, e não podemos culpar essas pessoas, pois afinal é o “profissional” que está falando.. (por isso é difícil dizer “elas não buscaram informação”, porque se idealiza que elas estão falando com peritos no assunto ).
        A consequência é que as pessoas acabam acreditando que o melhor é optar por uma cirurgia, mesmo sem um motivo real para isso, quando o desfecho de um parto normal dá errado, o sensacionalismo cai em cima com comentários do tipo “tá vendo quis esperar, olha só o que aconteceu” e com outros comentários ainda piores, porém, quando uma cesária eletiva tem um desfecho trágico (como muitos casos de bebês precisando de UTI-NEO, o médico entra como salvador, do tipo “estão vendo, se a criança não tivesse nascido agora, poderia ter morrido, ainda bem que agendamos a cesária) e é isso que está errado, a maior ocorrência de casos de UTI-NEO são decorrentes de eletivas, onde ainda não era a hora do bebê nascer. E é nesse ponto que acho que nossa cultura precisa e tem que mudar!
        Eu sou simplesmente apaixonada pelo assunto nascimento, nada me deixa mais emotiva do que ver um video de parto no youtube (rsss), mais assim como você, também acredito na educação e no respeito, acho que a forma de mostrar esses benefícios também é importante, todos podem discordar de mim, mais tudo que acredito é baseado em estudos científicos (também acredito muito na nossa capacidade de parir), porém, não sou uma histérica achando que todos devem me apoiar nessa causa e agorando todas as cesárias eletivas, apenas acho que se todos ouvissem da boca do profissional “médico” às verdades sobre o parto, o desfecho dos nascimentos seriam bem diferentes, pois os benefícios, são comprovadamente maiores em relação a cesária (QUE É CLARO, EXISTEM CASOS, ONDE ESSE É O DESFECHO CORRETO), porém, os absurdos que se ouve e a maioria partindo de médicos (e isso realmente é uma violência), é enorme. E essa mudança faz parte da humanização, humanização que todos, pobres e ricos, pacientes privados e do SUS, enfim todas as mulheres e seus bebês merecem.
        esse blog fala um pouco da casa de parto de sapopemba, onde minhas duas filhas nasceram
        http://casadepartodesapopemba.blogspot.com.br/
        ****** desculpe ter me alongado um pouco mais,,, grande abraço – agora sim me despedindo rsss.

  15. DB

    Junto às Doulas, parteiras, sacerdotisas e Gnomos, agora teremos os “médicos” cubanos para abastecer o mercado do EMPIRISMO TOTAL. Que fanatismo pelo abstrato leva a essas reações guerrilheiras dessas lunáticas?? Anemia ferropriva ou falta do que se preocupar??? Vão cuidar dos seu filhos e deixá-los humanizados para não ficarem como vcs!!! Beijos a todas!!!! DB

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