Arquivo do mês: junho 2012

Brechó Infantil Passa Passará #ficadica

Semana passada conheci tardiamente o Brechó Infantil “Passa Passará” ali no ‘Quinta Avenida Center’, uma galeria aqui em Porto  (Mostardeiro, 120, logas 17 e 23, Porto Alegre/RS), quando procurava uma bombacha para o Pedro.

Tardiamente porque deixei de aproveitar muitas coisas que poderia ter adquirido lá como a bebê-conforto, banheiras, moisés, carrinhos grandes e até berços… Enfim, todas essas coisas que a gente usa muitas vezes por menos de um ano e gasta uma pequena fortuna!

Os objetos são todos muito bem cuidados e novinhos e não há apenas objetos, mas roupinhas, sapatos, fantasias. É completíssimo e tudo super bonitinho. Além de uma boa variedade de bombachas, haviam também lindos vestidos de prenda!

Outras facilidades são: tem ESTACIONAMENTO NO LOCAL (conveniado no subsolo da Galeria) e eles também compram produtos (os dias para levar os produtos para avaliação já são pré-determinados: 3as e 5as das 9h30min às 17h e sábados das 10h às 14h), tudo super organizadinho!

Sou super a favor dessa reciclagem no espírito “re-use, reduce, recylce”, todos só temos a aproveitar e o universo agradece!

Maiores informações no site www.passapassara.com.br ou pelos telefones 51-3264-2234 e 3311-3552

Passa Passrá Brechó Infantil
5a Avenida Center – Rua Mostardeiro, 120, lojas 17 e 23
www.passapassara.com.br

Tudo bem organizadinho!

Tudo bem organizadinho!

9 Comentários

Arquivado em Brechós Infantis, Compras, Dica

Dica: Roupas de gaúcho para festas juninas para crianças

Essa dica já vai com atraso, pois como a festinha de São João da Escolinha do Pedro será apenas no dia 29 de junho acabei me amarrando para “pilchar” o rapaz! Sim, aqui no Rio Grande do Sul usamos muito a “pilcha” (indumentária do gaúcho) para as festas de juninas, assim como nos demais estados se usa a roupa do caipira.

Para compor o visual do Pedro, passei nas seguintes lojas e recomendo:

* Tchê – Casa do Gaúcho (Rua Alberto Bins, 535, Loja 2, Centro, Porto Alegre/RS – bem em frente ao Hotel Plaza e um pouco antes da Igreja São José): tem TUDO para o gaúcho e souvenirs do sul. Em todos os tamanhos. Comprei o chapéu e a guaiaca que foram as peças que deram um toque fofo ao “look” do moço.

*Brechó Passa Passará (5ª Avenida Center – loja 17 e 18, Rua Mostardeiro, 120 – Porto Alegre/RS) – brechó de roupas e objetos para bebês e crianças. É uma baita dica não apenas para pilchas. Além de lindas bombachas e vestidos de prenda maravilhosos, há também tudo ligado ao universo do bebê, objetos e roupas. As coisas são semi-novas e com preços ótimos, tudo bem cuidado e tem ESTACIONAMENTO NO SUBSOLO. Eles também recebem mercadorias. Depois escrevo um ‘post’ especial sobre isso.

Quanto ao Pedruca, comprei uma bombacha, um chapéu e uma guaiaca e coloquei uma camisa branca. Estou atrás do lenço colorado e as botas não deram muito certo. As botas de gaúcho não ficaram muito confortáveis nos pézinhos gordinhos do rapaz, apesar de serem uma gracinha. Então deixei um tênis mesmo, tentando parecer uma alpargata.

Na realidade a pilcha masculina completa requer:

  • Bombacha: a calça larga geralmente (a largura pode variar de acordo com a região do estado) com “favos” nas laterais e que para as festas pode ser em cores claras, além das pretas e sóbrias usadas no “dia-a-dia” da lida camprestre.
  • Camisa: cores sóbrias ou claras, com padrão liso ou riscado discreto com gola esporte ou social. Mangas curtas para ocasiões informais ou de lazer e longas para eventos sociais-formais.
  • Lenço: atado ao pescoço, geralmente na cor vermelha (encarnada), podendo ser até preto (em caso de luto). Os nós podem variar também dependendo da região e do gosto pessoal do usuário.
  • Botas: pretas, marrons ou no máximo beges. Branca jamais, salvo de for a gaúcha Xuxa!
  • Guaiaca: cinto largo com bolsinho para guardar moedas, palhas e fumo, cédulas, relógio e até pistola. Nunca, jamais, cinto com fivelão na frente, estilo ‘cowboy’. No caso do Pedro utilizamos para guardar o bico e o Hipoglós!!!
  • Colete: opcional, fica uma graça nos pequenos!
  • Chapéu e barbicacho: para proteção contra o sol. Não é recomendado o uso do chapéu em lugares fechados, afinal o gauchinho deve ser ensinado desde cedo as boas maneiras! Eheheh
  • Faixa: tira de pano, preferencialmente de lã, usada na cintura com o propósito de prender a bombacha.

***DICAS DAS LEITORAS (após publicar recebi as seguintes dicas ótimas que valem ser compartilhadas):

– Confecções Gaudério (Rua Luiz Cosme, 425, Passo d’ Areia: desce toda a Anita Garibaldi, no final passa a ponte e dobra à direita e estaciona. Não tem estacionamento, mas pode estacionar na frente sem perigo. Tem de tudo. Pronto ou confeccionam sob encomenda, eles tem tecido. Julia, Porto Alegre/RS

– Para quem quiser ir de caipira na festa: camisas de flanela xadrez das lojinhas da Azenha estão uma barbada, para completar o look, uns remendos nas calças jeans e um chapeuzinho de palha… Carolina, Porto Alegre/RS

Orgulho da Vovó e da Mamãe

Orgulho da Vovó e da Mamãe

Na falta de cavalo, vamos de bike!

Na falta de cavalo, vamos de bike!

Preparando o carreteiro

Preparando o carreteiro

Cowboy?

Cowboy?

Conversando com a prima Dotty

Conversando com a prima Dotty

Com papai

Com papai

5 Comentários

Arquivado em Brechós Infantis, Compras, Datas Importantes, Dica, Festinha, Lookbook do Pedro

Testando Fraldas

Depois que o assunto das fraldas surgiu num grupo de discussão que participo no “feice” (Facebook para os menos íntimos), fiquei curiosa e resolvi testar as marcas mais mencionadas. Como fiz um chá de fralda ‘SÓ FRALDA’ e pedi da marca Turma da Mônica, acabei usando sempre essa marca e não conhecia as demais. Após alguns testes montei esse post com as impressões que tive sobre elas. Se vocês tiverem alguma outra marca para indicar que não esteja aqui, me avisem, estou adorando testar!

Comparar os preços das fraldas é uma chatice, pois cada pacote vem com quantidades diferentes, o que é enlouquecedor se você está no supermercado tentando fazer as contas! Então, para ter uma noção melhor coloquei o preço “por unidade”. Preste atenção pois o preço varia bastante dependendo do estabelecimento que você comprar, se você tem tempo vale a pena andar um pouco mais para conseguir fraldas por valores menores.

Aí vai o resultado:

Huggies Turma da Mônica Soft Touch ‘max’ : é a da embalagem lilás, a “top de linha” da Turma da Mônica. Minha preferida! Possui cintura elástica e é do tipo “mais grossinha” (espessura maior). O velcro é do estilo “abre-e-fecha”, ou seja, permite que você abra e feche a fralda quantas vezes quiser até ajeitar a fralda no lugar certo.

***Com o Pedro esta fralda nunca vazou. Importante referir que também esta questão do vazamento muda conforme a criança. Conversando com minha comadre que tem gêmeas da idade do Pedro (aproximadamente 1 ano e meio) soube que ela deixou de usar esta marca porque vazava nas meninas e a usa com sucesso a Pamper’s Dia e Noite, que no Pedro vaza! Talvez sejam as perninhas grossas do Pedro que se acomodam melhor na Turma da Mônica ou o jeito de ajeitar a fralda que me acostumei, já que usei esse modelo desde o início.

PREÇO:

R$ 18,99 o pacote com 20 fraldas G na TRICAE (loja online : http://www.tricae.com.br/) = R$ 0,94 por fralda

R$ 49,50 o pacote com 64 unidades tamanho G no Sam’s Club – Walmart = R$ 0,77 por fralda

Huggies Turma da Mônica Conforto Dia e Noite: é a da embalagem azul escura. Também tem cintura elástica e velcro abre-e-fecha, mas não é tão elástica quanto a da “Soft Touch”. Também não é tão grossinha (a espessura é mais fina). E apesar de ser dia e noite não agüentou uma noite inteira com o Pedro. Descobri, depois que é porque tem menos “Blockgel” que a “Soft Touch”.

PREÇO:

R$ 28,99 o pacote com 38 unidades tamanho G na TRICAE (loja online : http://www.tricae.com.br/) = R$ 0,76 por fralda

Pampers Noturna e Diurna: É a  ‘top de linha’ da Pampers. Tem velcro abre-e-fecha e não tem cintura elástica, mas as laterais são elásticas, proporcionando o mesmo resultado praticamente. Essa fralda é mais fininha que a “Turma da Mônica Soft Touch”, também usa sistema de gel para absorver e possui o melhor sistema de absorção da Linha Pampers. Também é mais estreita, tem o “centro ultrafino” característico da linha Pampers e – na minha opinião – é o que deixa ela mais confortável para as meninas e para os meninos – especialmente os mais “mijões” (como se diz aqui no RS) – acaba eventualmente vazando.

Ahhh, tem um cheirinho de talco ótimo!

PREÇO:

R$ 44,78 o pacote com 52 unidades tamanho G no Sam’s Club – Walmart = R$ 0,86 por fralda

Pampers Supersec: A mais simples da linha Pampers, impressiona pelo conforto que proporciona ao bebê. Tem velcro abre-e-fecha e não tem cintura elástica. O interessante desta fralda é que ela é bem fininha, como aqueles absorventes de alta absorção e também usa sistema de gel para absorver, porém seu sistema de absorção é inferior ao da Pampers Total Confort. Ela deve ser mais confortável para o bebê, pois é bem leve, mas tem que trocar com mais freqüência, por isso minha sugestão é usá-la apenas durante o dia.

PREÇO:

R$ 24,99 o pacote com 34 unidades tamanho G na TRICAE (loja online : http://www.tricae.com.br/) = R$ 0,73 por fralda

Pampers Total Confort: Não se deixe enganar pelo nome, apesar de “Total Comfort” ela é a fralda intermediária da linha Pampers, acima da Supersec, mas abaixo da Noturna e Diurna (esta sim, a melhor!). Não tem cintura elástica, mas tem velcro abre-e-fecha (“fitas reajustáveis”) que não são de tão boa qualidade quanto a Turma da Mônica. Por outro lado, não é tão grossinha quanto a Turma da Mônica Soft Touch Max (a espessura é mais fina em relação à Turma da Mônica) e também utiliza o sistema de absorção com gel. Tem “centro ultra fino” para ficar mais confortável para o bebê (na prática isso é bom para as meninas, mas nos meninos acaba causando vazamento). A embalagem fala em “Laterais Centopéia Flex”, não consegui localizar essas laterais. Acho que era para ser como a ‘cintura elástica’ da Turma da Mônica, mas não é!

PREÇO:

R$ 19,99 o pacote com 28 unidades tamanho G na TRICAE (loja online : http://www.tricae.com.br/) = R$ 0,71 por fralda

R$ 35,90 o pacote com 42 unidades tamanho G no Zaffari = R$ 0,85 por fralda

R$ 89,97 o pacote com 114 unidades tamanho G no Sam’s Club – Walmart = R$ 0,78 por fralda

Pom Pom Noturna: Esta fralda foi uma grata surpresa. é mais grossinha, mas absorve bem e aguentou uma noite inteira. Também tem sistema abre-e-fecha, mas não possui cintura elástica. Se você sabe ajeitar bem uma fralda e não acha importante a elasticidade na cintura, é a melhor. Apesar de noturna é boa também para usar durante o dia, pois proporciona bastante conforto.

PREÇO:

R$ 18,90 o pacote com 24 unidades tamanho G na TRICAE (loja online : http://www.tricae.com.br/) = R$ 0,78 por fralda

Huggies Little Swimmers: são fraldinhas para a praia e piscina. Parecem uma sunguinha, não tem velcro nas laterais e vestem como uma sunga porque tem laterais elásticas. Sempre vem com desenhos bonitinhos! A propaganda é de que não incha e não vaza na água, o que é verdade, pois não pesa no corpo do bebê quando molhada como as fraldas comuns. Não coloquei na tabela, porque a proposta desta fralda é outra (usar na água, praia ou piscina) e ainda não comparei com nenhuma de outra marca.

PREÇO: 19,90 o pacote com 12 = R$ 1,65 por fralda

Resumindo…

Todas têm fitas reajustáveis (fitas que abrem e fecham quantas vezes for necessário) e elástico nas perninhas e são dermatologicamente testadas.

Aí vai a lista das testadas na minha ordem de preferência (da melhor para a pior):

Modelo Descrição Absorção/   Duração Fechamento/   Ajuste Diferencial

Preços (Média   por unidade)

Huggies Turma

da

Mônica

Soft

Touch

‘max’

Top da linhaTurma da

Mônica

Máxima

Elásticona cintura O   elástico na cintura, o que é ótimo, e uma absorção muito boa.

R$ 0,85

Pampers Noturna

e Diurna

Top da linhaPampers

Máxima

Elásticonas laterais Ótima   absorção eum   cheirinho

gostoso   de talco

R$ 0,86

Pom Pom

Noturna

ModeloIntermediário

da marca

Pom Pom

Máxima

Sem elásticonas laterais

ou cintura

O   melhor custobenefício

R$

0,78

Pampers Supersec Modelo maissimples da

Pampers

Menor

Sem elásticonas laterais

ou cintura

A mais fina(proporciona conforto), ótima

para usar por

curtos períodos

R$

0,71

Pampers Total

Confort

ModeloIntermediário

da linha

Pampers

Média

Fitas comum pouco de elasticidade O   centro fino

R$

0,73

Huggies Turma

da

Mônica

Conforto

Dia e

Noite

ModeloIntermediário

da linha

Turma da

Mônica

Média

Elástico nacintura O elástico nacintura

R$

0,76

Dica: vale a pena pesquisar os preços, pois variam bastante. Aqui em Porto Alegre os lugares mais baratos são o Carrefour e o Sam’s Club e o mais caro o Zaffari.

35 Comentários

Arquivado em Dica, Fraldas, Testes

CRESCER – Preparativos pela internet

A revista toda é ótima!

Amo a Revista Crescer, além do conteúdo impresso que se supera a cada mês, o conteúdo do site também é ótimo!

Adorei essas dicas de compras online para festinhas infantis. Se você está planejando a festinha, vale a pena dar uma olhada!

CRESCER – Família, mães, filhos, bebês, gravidez, comportamento, educação e amamentação – NOTÍCIAS – Preparativos pela internet.

Deixe um comentário

Arquivado em Decoração, Dica, Festinha

Encontros familiares

Alguns mau-humorados dizem que familía é bom apenas em fotografia. Outra frase famosa atribuída a Jean-Paul Sartre diz que “A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida”. Com a primeira eu discordo plenamente e gosto muito de fazer nela uma singela modificação “Família é bom também de fotografar” e clico a minha intensamente. Já a segunda pode ser bem verdadeira e não necessariamente negativa se tivermos a maturidade de enxergar que há muitas boas marcas que foram deixadas e que também as marcas más nos são úteis, pois servem de lição para não repertirmos elas ao criarmos o nosso núcleo familiar.

Enfim, acho família “tudo de bom” e, sim, ADORO propagandas otimistas como a da Coca-Cola. Por isso considero os “encontros familiares” sempre benvindos e não uma obrigação social apavorante e desnecessária como alguns encaram. Receber familiares, além de todos os aspectos “priceless” de estar com nossa família, também significa que não haverá razão para stress, pois são ocasiões em que o importante não é o modo como você recebe e sim a oportunidade de fazermos alguma coisa juntos, regra aliás que deveria valer para todos todos os tipos de encontros, não é mesmo?

A última vez que reunimos “A Grande Família” – ou grande parte dela – foi na Páscoa em São Paulo, quando fomos conhecer o novo ente da família, o fofíssimo Pietro, como contei no post https://malumaedopedro.wordpress.com/2012/05/20/40-dias-de-pietro/. Mesmo tendo chegado em casa do Hospital com um recém-nascido a poucos dias, mamãe Fernanda estava não apenas bem e disposta, mas também recebendo toda a família para comemorar a Páscoa. Importante lembrar que esta família inclui um “núcleo” não muito pequeno e extremamente barulhento que vem num vôo direto de Porto Alegre e já chega falando alto um dialeto cheio de “tu”, “bah” e “capaz guria”. Isso poderia ser uma tragédia, mas é uma enorme diversão e tem se repetido com bastante freqüência graças aos esforços conjuntos de todos.

Pois esta família – apesar de morar cada um num canto do Globo – tem conseguido se reunir com razoável freqüência. Claro que não com tanta freqüência quanto gostaríamos, mas ao menos nos últimos anos conseguimos estar sempre juntos nas festas religiosas para brindar, comemorar e, principalmente, agradecer. Talvez por isso Papai do Céu tenha nos abençoado com tanta saúde para nossas crianças que nascem e também para aquelas crianças que já viveram um pouco mais e por isso valorizam ainda mais e aproveitam a festa com um entusiasmo ainda maior!

Muitas pessoas ainda se deprimem – especialmente no Natal – e acham estas festas familiares uma grande bobagem. Eu mesma confesso que já limitei meu pensamento à frase que escrevi no primeiro parágrafo deste texto. Mas sempre é tempo de evoluir, de ir além e – principalmente – de enxergar as coisas boas que estas datas significam e nos trazem. A maior dessas coisas, ao meu ver, e que constitui o verdadeiro milagre da Páscoa (e do Natal!) é essa oportunidade de reunir as diferentes gerações da família, numa troca sem igual não apenas de idéias, mas de lembranças e de afetos. Acho tudo isso uma delícia e vejo que os verdadeiros “ovos” e “presentes” são esses momentos e essas memórias que vão ficar para o “álbum” das histórias da família, aquele álbum imaginário que todos guardam e onde ficam eternizadas todas aquelas histórias que serão contadas e recontadas no “boca a boca” por muitas gerações a cada encontro familiar. Este álbum não tem data para acabar (nem para começar!).

2 Comentários

Arquivado em Datas Importantes, Família

O parto e o direito de escolha

Frases como “O mundo hoje está predisposto a colocar você dentro de uma sala de parto” (Márcio Garcia, ator e diretor) e “O valor que o plano paga não compensa você desmarcar um consultório inteiro, você ganha mais numa tarde de consultório do que num parto” (Fernanda Macedo, médica obstetra) entre outras pérolas você vai encontrar em 8 minutos e 8 segundos de um vídeo presunçosamente intitulado “O Renascimento do Parto”.

Neste vídeo a cesariana é tratada como “tragédia” e uma “violência”, em nenhum momento é considerada parto. Esta palavra é reservada para o parto “natural” que é, idealmente, aquele realizado dentro do seu próprio lar. Esse vídeo apenas esquece que fora do maravilhoso mundo dos multimilionários, as casas não são equipadas com uma equipe médica e nem todos nós podemos ser assistidos por pessoas como a enfermeira Heloísa Lessa – “a parteira das estrelas” – que é uma pessoa extremamente responsável e no exercício de sua função monitora os batimentos do bebê e os sinais de vida da mãe (assim como num hospital) e afirma que deixa uma equipe médica preparada para possíveis complicações e, ainda, que para dar à luz em casa, a grávida não pode ter apresentado problemas durante a gestação e deve estar a, no máximo, 30 minutos de um hospital. Esses dados não estão no vídeo, são do programa da Ana Maria Braga. A apresentadora do “Mais Você” chamou a famosa parteira e um médico para comentarem o assunto de uma forma mais responsável do que até então vinha sendo tratado. Com a experiência muito próxima (a filha de Ana Maria teve um parto em casa numa experiência muito bem sucedida, por sinal), ela teve a lucidez de mostrar “os dois lados da moeda” e também chamar atenção para o fato de que esta forma de parto exige toda uma preparação que começa antes mesmo da gravidez.

É comovente o depoimento da Sra. Márcio Garcia que – com os olhos mareados – lamenta não poder ter tido os outros 2 filhos anteriores num “parto humanitário”. Sem dúvida, para quem tem essa infra toda deve ser uma experiência fantástica. Mas, com todo o respeito e consideração, as afirmações do Sr. Márcio Garcia e as lágrimas de sua esposa só demonstram o quão distantes da nossa realidade o casal está. Idem o caso da Gisele Bundchen que também é entusiasta do “parto humanitário” (em casa e dentro d’água). São exemplos de pessoas lindas-maravilhosas e extremamente competentes e bem sucedidas na área delas, mas vivem uma realidade tão tão distante dos demais seres humanos que acabam fazendo propaganda de certas coisas literalmente “sem noção” e que, principalmente, não são assim tão acessíveis quanto lhes parecem (para o cidadão comum, naturalmente!).

E, antes que me acusem de irracional, eu não sou “contra” o parto humanitário e menos ainda, contra o parto natural. Acho que são sem sombra de dúvida as melhores opções. Também lamento o fato das cesareanas estarem aumentando mais e mais a cada dia em nosso país, quando as pesquisas demonstram que não precisava ser assim.

Aliás, eu não sou contra nada, sou sim é a favor! Sou a favor de todos os tipos de parto, seja lá como os chamem: normais, aturais, cirúrgicos, cesáreos, etc. E sou – principalmente – a favor de que se chame PARTO qualquer um deles, sem preconceitos.

A “normalidade” do parto está na cabeça da mãe. Por favor, as opções da mulher nesse ponto merecem e devem ser respeitadas. Mas, sem esquecer que escolhas implicam responsabilidades e que se temos capacidade para escolher também teremos que ser capazes de nos responsabilizarmos por essas escolhas e eventuais erros que delas decorram.Como em tudo na vida é necessário em primeiríssimo lugar saber PONDERAR, ver que cada caso é um caso e cada mulher é única, asssim como serão únicos os seus filhos.

A escolha do parto inicia com a escolha do obstetra. Lembre-se de que nenhum médico pode lhe obrigar a nada, mas certamente ele a orientará para o que ele acha mais adequado para o seu caso. Se isso não coincidir com o que você quer, você tem toda a liberdade de discordar e inclusive trocar de médico. O que é feio e pouco honesto é dizer que o médico obrigou você a fazer o parto desta ou daquela maneira e você está arrependidíssima, como alguns exemplos do citado vídeo.

“Nunca, jamais, continue com um médico no qual você não confia” é um conselho que nem precisava ser dito, pois é o óbvio. Nenhum relacionamento médico-paciente vai funcionar sem confiança. Mas pelo número de mulheres que se dizem “arrependidíssimas” de terem feito uma cesárea obrigada pelo médico, parece que vale repetir.

Também implico com o fato de divulgarem apenas o “parto humanizado” mas deixarem de divulgar e – principalmente – estimular um bom cuidado pré-natal. O pré-natal bem feito é o que mais irá contribuir para que a gestante possa vir a ter um parto normal e, o mais importante, não ter complicações no parto. É a favor disso que devemos lutar: para que todas as mulheres tenham direito aos exames pré-natais, ao acompanhamento períodico durante a gestação e à informação (imprescindível para uma escolha plena).

Enfim, de tudo isso o mais importante é que, independentemente da forma de parto, ele deve ser uma escolha dos pais, com a orientação de um bom profissional, pois o objetivo é comum a todas as mães e tenho certeza que todas desejam isso com a mesma intensidade : que seus filhos nasçam bem e com saúde.  Isso sim é um sentimento muito humano.

Nascido numa cesariana não eletiva, após um duro trabalho de parto, de uma forma muito humana, sob meu ponto de vista!

Nascido numa cesariana não eletiva, após um duro trabalho de parto, de uma forma muito humana, sob meu ponto de vista!

*** ATUALIZANDO: Leiam http://www.perito.med.br/2014/06/deixem-as-cesarianas-em-paz.html?m=1

*** Pesquisa realizada nos EUA revisando as certidões de nascimento. Uma das conclusões é: “Entre os nascimentos realizados por médicos obstetras em hospitais, houve um índice de morte de 3,1 bebês para cada 10.000 nascimentos, em comparação com 13,2 mortes para cada 10.000 nascimentos entre os bebês que vieram ao mundo por meio do trabalho de uma doula, em um parto domiciliar.”

Link:

http://hypescience.com/bebes-nascidos-em-casa-tem-quatro-vezes-mais-chances-de-morrer/

*** Ler:  http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/07/professora-da-ufscar-tenta-parto-em-casa-por-48h-e-morre-apos-cesarea.html

 

 

49 Comentários

Arquivado em Educação, Gestação, Parto, Segurança