Arquivo do mês: janeiro 2012

A pequena notável

Minha primeira montagem de fotos "virtual", ficou bem tosca, mas prometo me aprimorar até chegar num nível "scrapbook" nem que demore umas 20 encarnações!!!

A minha Vó Suely, “Lili” para os bisnetos, sempre diz que “só há salvação na família”. Eu achava que só havia salvação em Cristo, mas se a Vó Suely diz que só há salvação na família é porque só há salvação na família mesmo! Ela sabe das coisas.

Mulher de sorriso largo e opiniões fortes. A minha pequena notável.

Todos na família somos tocados por ela e por sua história, de alguma forma.

A Vó Suely é loira platinada, a Marylin se viva fosse não seria tão parecida com ela mesma como é minha avó Suely. Linda, cheia de vida, alegre e sem drogas. Mesmo das drogas “lícitas” se permite apenas um vinhozinho do Porto de aperitivo ou vinho branco para acompanhar as refeições. E apenas quando tem companhia (pois beber sozinho, diz ela, é coisa de alcoolista).

Não usa drogas e tem um único vício: doces! Óbvio que eu herdei.

Acho que este estilo de vida dela deu certo, pois tem 85 anos e está excepcionalmente bem.

Além de linda, loira e sábia, a minha Vó fala um português corretíssimo, em que pese arcaico. Ela corrige nosso português direto e sem piedade. Não poupa nem os namorados. Entrou para a família, ou chegou perto dela, vai sofrer as críticas ferrenhas da Vó Suely.

Por outro lado, sofre um verdadeiro bullying dos netos por causa de seu jeito estabanado e do vocabulário próprio, recheado de palavras antigas e extremamente formal. A Vó Suely não vai ao banheiro, ela vai ao “toalete”; não anda de táxi, e sim de carro de praça; adora vermelho, mas nunca usou essa palavra, para ela é “encarnado”; também não usa roupa, mas traje (seus trajes encarnados são lindos); para ela o Pedro não faz xixi ou cocô, ele urina e evacua; guarda a comida na frigidaire; e nunca xingou os filhos, ela zurzia com eles (por isso deram certo!).

A Vó Suely nunca reclamou da gozação dos netos, pelo contrário, morre de rir. As risadas da Vó Suley são altas, sonoras e quando ela ri aparecem bem os dentes. Os dentes dela são lindos, o que é impressionante para uma mulher da idade dela e – acrescento com orgulho – em que tudo é original de fábrica. Ela fica ainda mais bonita quando dá risada.

Nelson Rodrigues, quando perguntado sobre se as mulheres não reclamavam de seus comentários machistas, respondeu “Não, só as neuróticas, as normais morrem de rir”. Assim é a Vó Suley, morre de rir com o nosso bullying e nunca deixou de lado esse jeito dela para tentar ser “moderna” ou agradar a nós netos e, menos ainda, os bisnetos. Segundo ela hoje em dia vivemos “a ditadura dos filhos”, culpa, entre outras coisas , da “sociedade de consumo”.

A Vó Suley não é discreta. Seus “trajes” são monocromáticos e em cores fortes. Além do encarnado, usa lilás (mais para roxo), amarelo ouro, verde bandeira, azul forte e assim por diante. Nada de begezinho. Ela usa preto também, mas confesso que não gosto muito não. Ela tem vida demais e o preto parece que limita isso.

Seus acessórios são um show a parte. Nunca sai sem um belo colar, brincos e anéis tudo combinando com a roupa, ou melhor, com o traje! A bolsa também sempre combina (ainda não inventaram cor que ela não tenha bolsa igual). No inverno jamais sai sem luvas e sua coleção de luvas, assim, como as bolsas, abrange todas as cores possíveis e imagináveis. Ah, ela também é adepta dos “broches”. Particularmente, acho que os broches foram inventados para ela e por causa dela. Nunca ninguém soube ou saberá usar broches como minha avó usa.

A grande paixão da minha avó, além da família, são as viagens! Paris, principalmente. Ela conta que demorou muito para começar a viajar e quando conheceu Paris já era casada com filhos. Diz que nós temos muita sorte pela facilidade de conhecer o mundo. E, mais uma vez, tem razão.

Quando estava grávida do Pedro, na 13ª semana, embarquei com ela e toda a família para Paris. Dos 8 aos 80 anos haviam representantes de nossa pequena, mas ímpar, família. Ela queria passar o anivesário de 85 anos lá. E assim foi. A viagem em família durou apenas uma semana e foi um sonho. O ponto forte foi o jantar comemorativo, num restaurante escolhido por ela, não em razão de estrelas do Guia Michelin (não tinha) e nem do preço (tampouco era barato), mas porque tinha a decoração “art noveau” mais linda que existe e ela tinha razão.

A Vó Suely ama Art Noveau, ama Belle Époque e ama – de paixão – o Proust. Já eu amo Bauhaus, Art Déco e nunca li uma linha de Proust.

Só que, depois que o resto da família voltou para casa, ficamos apenas nós duas “abandonadas naquele enorme deserto chamado Paris” e  ali começou uma outra viagem e essas duas criaturas de gostos tão diferentes começaram a se encontrar e a partir dali e tive a felicidade de conhecer a Paris da minha avó, uma visão que jamais tive e que jamais terei da cidade. A visão de quem viveu uma época da história que eu não vivi e só conheço dos livros e, agora, dos relatos de minha Vó.

Ela me levou nos cafés onde iam os escritores que ela lia, nas sua livrarias preferidas, nos jardins mais escondidinhos, nas igrejas mais afastadas e conheci até um “Museu do Leque”. Nada dos passeios e museus usuais pois ela queria conhecer “coisas novas”, só que achar coisas novas para uma pessoa que desde que eu nasci vai a Paris ao menos uma vez ao ano é bem complicado, sob o meu ponto de vista, é claro, não para ela. Ela tinha um caderninho seboso que herdou de meu avô, recheado de anotações, algumas ainda com a letrinha dele, uma caligrafia miúda inconfundível. No caderninho, além das anotações, haviam também recortes de revistas e jornais com os lugares que ela queria ir. Fomos a alguns, não a todos, pois “é importante deixar algo para ter motivo para voltar”, pois ela não tem dúvidas de que no outro ano estará lá novamente.

E assim é sempre. No outro ano minha avó estava lá de novo. Eu não estava junto, fiquei em Porto Alegre reinicianando minhas atividades laborais após 6 meses de licença maternidade. Mas daqui acompanhei as aventuras pariesienses da minha pequena notável que desta vez também estava acompanhada de uma grávida, minha prima Maria Otília, a Pi, que ainda não sabia se era menino ou menina.

Pois quem acompanhou a dupla na última primavera em Paris foi a pequena Luiza que estava na barriga da minha prima e que nasceu hoje às 6h pesando 3615 g e medindo 50,5 cm… BAITA GURIA!!! , mais uma notável para alegrar a família! É a 3ª bisneta da Bisá Lili, que adora contar orgulhosa que sua “descendência” inclui 4 filhos, 7 netos e, hoje, 3 bisnetos!

A Luiza é a 1ª menina entre os bisnetos, vai herdar todos os frufrus das mulheres vaidosas desta família e ser MUITO, MUITO amada!!!

Que Deus abençoe esta mimosa-querida!!!

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iCoisas – Na interseção das artes e da tecnologia (e a biografia do Steve Jobs)

Finalmente terminei a biografia do Steve Jobs que é ótima e recomendo.

Até o lançamento do iPod eu nunca tinha dado a menor bola para os produtos da Apple, sempre achei que era coisa para “entendidos”, para engenheiros e o pessoal “da informática”.

Descobri que estava redondandamente enganada. As iThings são para analfabetos tecnológicos como eu. Na realidade fui me dar conta disso com o iPhone que ganhei do Diego na semana que o Pedro nasceu. Quando ganhei este “celular” e “tive” que conviver diariamente com o bichinho e comecei a mexer nele, baixar aplicativos e fazer misérias é que vi o quão mais fáceis de manejar os aparelhos da Apple são.

Já vinha a um tempo “apanhando” para um Blackberry feioso e achava uma bobagem comprar o “tal do iPhone”, afinal mal conseguia mexer no smartphone que eu já tinha. Mas quando comecei a fuçar no iPhone, fiquei maravilhada. Nossa! Como aquilo era fácil! Fiquei me achando a mais tecnológica das pessoas e um novo mundo se abriu para mim: o mundo das pessoas que não brigam com seus aparelhos eletrônicos!

Pois é. eu vivo em pé de guerra com os eletrônicos (e com alguns eletrodoméstico também!). Sempre que instalo um programa novo no meu PC dá erro e eu – óbvio – fico apavorada! Sem exageros, sou daquelas pessoas que quando aparece a mensagem “você executou uma operação ilegal” na tela, já estou me entregando para a polícia e quando vem aquela “erro fatal” então fico totalmente sem esperanças, me achando a mais errônea criatura! Pior, sempre tem um babaca para lembrar que o problema está na pecinha sentada à frente do computador (que ódio). Mas descobri que não sou uma pecinha tão ruinzinha assim e me dou superbem com as iThings, o que está começando a me convencer de que vale a pena pagar mais um pouquinho por um produto Apple.

Já tive um iPod (lindo, cor de rosa choque) e depois do iPod, o iPad apareceu aqui em casa. Esse iPad era simplesmente a oitava maravilha do mundo aos meus olhos, fiquei encantada com o aparelho e suas infinitas possibilidades, os “apps”, as revistas e tal. Mas até então não usava ele muito, achava que era uma coisa mais recreativa. Foi somente com iPhone que me caiu a ficha de quão boas eram aquelas “ferramentas” e aí comecei a sentir necesssidade e usar mais o iPad. Afinal descobri que aqueles produtos eram feitos para os origós como eu usarem. Sim, são fáceis e não precisa de “professor”, a gente mesmo vai descobrindo no uso, é o tal do “intuitivo” (adorei o termo e estou achando que tenho uma bela intuição!).

Além disso, o design dos produtos da Apple são lindos (até o meu iPod cor-de-rosa conseguia não ser kitsch) e, convenhamos, a vida é muito curta para ter que conviver com objetos feios. Sem frescura,  se nós formos parar para pensar como são feios os objetos que temos que conviver, principalmente os computadores, que mudaram daquele branco/bege para o preto, mas continuaram horrendos! E o que dizer das TVs que mesmo depois que ficaram finas continuam feiosinhas. Bom, não virei uma applemaníaca, porque não sou dada a fanatismos (só me permito ser fanática pelo Diego e pelo Pedro), mas estou quase isso.

Por isso quando vi a biografia do Steve Jobs em absolutamente todas as banquinhas da Feira do Livro, não pude deixar de comprar. Normalmente a gente usa as coisas e nunca pensa em que “bolou” elas (duvido que algum dia você tenha ligado a luz e pensado no Thomas Edison!!!), mas com a morte prematura (em que pese esperada) do Steve Jobs e toda a repercussão do caso, não pude deixar de pensar no cara e ter curiosidade sobre a pessoa dele.

O livro é ótimo e faz a gente entender muitas coisas de tecnologia, do mundo dos negócios e da criação de produtos. Mostra os diversos aspectos históricos e atuais da vida e do funcionamento das empresas que eu nunca tinha parado para pensar. E também trouxe a resposta para uma pergunta que de um ano para cá – desde que eu ganhei o iPhone – eu andava me fazendo: se esses aparelhos da Apple são tão melhores e tão mais bonitos, porque a maioria dos “entendidos” que eu conheço não os usam?

Pelo que eu entendi, ter um computador (e isso vale para os celulares e tablets também) que a gente não precisa mexer, só ligar e usar é fantástico para para as pessoas como eu (as analfabetas digitais). Agora se você sabe como montar e desmontar seu computador, sabe instalar programas e – principalmente – fazer eles funcionarem (especialmente se livrar dos malditos vírus) não vai valer a pena comprar os produtos Apple que além de serem mais caros trabalham com um sistema “fechado”, em que não há liberdade para você escolher os softwares que deseja, pois não são compatíveis.

A melhor resposta é do próprio Steve Jobs: “Elas (as pessoas) estão ocupadas, fazendo o que sabem fazer melhor e querem que façamos o melhor do que somos capazes. A vida delas é movimentada; existem mais coisas para fazer do que perder tempo pensando em como integrar seus computadores e aparelhos”. Essa era a justificativa para seus produtos serem incompatíveis com os das outras empresas, pois para garantir o pleno funcionamento era preciso que o hardware (a parte que você bate) e o software (a parte que você xinga) fossem idealizados pela mesma empresa como um produto harmônico. O objetivo era não perder o controle de toda a “experiência de consumo” e o cara era tão maniático que para garantir isso desde o primeiro momento que o consumidor tivesse contato com o produto ele resolveu criar as lojas, onde você compra os produtos da forma como ele gostaria que fossem vendidos e tem uma experiência daquilo que ele sempre idealizou em termos de design de uma loja. Resumindo, são lojas lindas maravilhosas e funcionam da maneira como ele queria que fucionassem, ou seja, de forma perfeita.

Esse cuidado de além de desenvolver produtos inovadores, precocupar-se com o design deles era uma de suas obsessões e a parte que eu mais gosto. Por isso é tudo da Apple é tão mais bonito. Segundo seu biográfo , Jobs “gostava do conceito de um modernismo simples e despojado, produzido para as massas” e é isso que vemos nos seus produtos, desde as embalagens.

O livro também narra diversas das suas apresentações dos novos produtos, contando que ele usava sempre uma imagem para resumir o estilo do que buscava produzir: a interseção da Rua Artes Liberais com a Rua Tecnologia. Não por acaso a empresa que criou os desenhos animados mais lindos também tem o envolvimento de Jobs. “Toy Story”, “Vida de Inseto”, “Procurando Nemo”, “Carros”, “Ratatouille”, “Wall-E”, são todos da Pixar.

Ao meu ver ele não foi “o” cara (as passagens de sua vida pessoal e a forma como tratava os outros mostram que foi uma pessoa bem “babaca”), mas foi sem dúvida “o” empresário dos nossos tempos. Além de criar produtos  que mudaram o mundo, deixou o mundo muito mais bonito! Ele não inventou o desenho industrial dos produtos eletrônicos, mas aprimorou muito e imprimiu um nova (e mais bela) “cara” a eles.

A evolução é o caminho natural do ser humano, mais ainda no setor de informática, por isso é difícil que depois de tudo que ele inventou os consumidores voltem a aceitar o feio. Também como esses aparelhos estão muito presentes no nosso dia-a-dia, é uma forma da arte e da beleza serem consumidas de uma forma muito mais ampla e democrática.

Quanto a mim, estou louca para trocar meu PC por um Mac, mas o preço ainda me assusta e, entre trancos e barrancos, o meu PC ainda funciona. Mas que ia deixar meu cantinho de estudos mais lindo, ahhh, isso ia…

“One of the things that separates us from high primates, is that we’re tool builders.” Steve Jobs

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Programação Cultural no Verão de Porto Alegre #ficaadica

Dica cultural fantástica para mamães e não mamães. Ouvi sábado de manhã num programa de rádio da Band News. É a Programação de Verão do Santander Cultural que está “bombando” com a reapresentação dos melhores filmes e documentários que foram exibidos em 2011, várias Oficinas bacanas e a maioria dos programas concentrados durante a semana para que os que vão para o Litoral no finde também possam curtir. O Domingo no Átrio vai para as quartas às 19h, um horário bem bom para curtir agora em janeiro.

Todas as informações estão no site http://www.santandercultural.com.br/programacao/cinema.asp

PARA MAMÃES E BEBÊS

A minha super dica para as mamães que ficam em Porto Alegre são as aulas de músicas para crianças da Profe Paula, cuja escola está funcionando a pleno vapor, inclusive aos sábados!

É para crianças de 0 a 5 anos e você pode conferir no blog http://musicaperbambini.blogspot.com/

No verão tem também a parte infantil do Porto Verão Alegre que você confere em http://www.portoveraoalegre.com.br/portal/php/espetaculos.php?idc=9

DOMINGO EM FAMÍLIA – DIA 5 DE FEVEREIRO NO SANTANDER +++ GRENAL +++ SUPERBOWL

Dia 5 de fevereiro será o primeiro encontro do “Domingo em família” que inicia agora em 2012 e consiste em um dia de programação gratuita no Santander Cultural voltado para toda a família.

Nesta primeira edição vai ter: três sessões do filme Rio (11h, 15h e 17h), oficinas de arte e relaxamento e show do grupo PITOCANDO às 14h30 – sim, isso tudo “de grátis”!!!

Imperdível, não?

Pitocando é um espetáculo acústico de música para crianças. Dedicado à faixa etária de 0 a 8 anos, é uma forma prazerosa de ouvir, cantar e realizar brincadeiras musicais. São músicas cuidadosamente pinçadas do repertório folclórico de todo o Brasil, arranjadas delicadamente com uma instrumentação curiosa, surpreendente e agradável. Venha saracotear com a gente! concepção, arranjos e direção musical: Cláudia Braga e Nise Franklin –  http://www.pitocando.blogspot.com/

Se você estiver pelo centro vale a pena pegar o folder no Santander com toda a programação, eu sempre passo lá e pego e foi isso que fiz no último sábado. O “cardápio” tem toda a Programação de Verão, bem detalhada. Além da programação, lá no Santander tem também um café e um restaurante ótimos para matar a fome e curtir e uma lojinha ma-ra-vi-lho-sa aonde você pode encontrar vários livros bacanas para se presentear e presentear os amigos (meu aniversário já tá chegando, é dia 7 de fevereiro!!!).

Ainda, neste mesmo dia há outros dois belos programas para fazer em família, dicas do meu marido: Gre-nal do Gauchão e Superbowl, ele disse que é uma programação imperdível!

Que bom que a apresentação do Pitocando é cedo e poderemos fazer tudo!!!
SANTANDER CULTURAL – Localização e horários de funcionamento

Rua Sete de Setembro, 1028, Centro Histórico, Porto Alegre, Telefone: 51 3287.5550

Horários Acervo da Moeda: terças a sextas das 19h às 19h; Sábados, Domingos e Feriados das 11h às 19h

Café do Cofre – Horário regular: terças a sextas, das 10h às 19h ; sábados, domingos e feriados, das 11h às 19h
Moeda Bar e Restaurante – Segundas a sextas: 11h30 às 15h,  não abre nos feriados (Segundas-feiras acesso exclusivo pela portaria da Rua Cassiano do Nascimento.)

Loja Koralle – Terça a sexta: 11h – 19h; Sábados, Domingos e Feriados: 14h – 19h

Que teatro que nada, domingo é dia de churrasco bebê!!!

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A melhor cena de beijo de todos os tempos

Pedro versão ET - O Extraterrestre

Com a chegada do Pedro eu estou fazendo uma verdadeira volta a infância. Os que me conhecem melhor dizem que na realidade de lá eu nunca saí!

Assim, como parte dessa função de volta a infância, eu adquiri o DVD de um filme que na minha opinião é um dos mais fantásticos que já foram feitos: ET – O Extraterrestre. E, apesar de ter visto inúmeras vezes antes, foi a primeira vez que eu reparei na cena de beijo mais fofa de todos os tempos que está justamente nesse filme!

O garoto Elliot escondia o ET em sua casa e sentia os mesmos sentimentos dele. Então ele sai para ir a escola e o ET fica em casa sozinho e, num pequeno espaço de tempo, aprende muitas coisas. Adivinhem como? Vendo TV e bebendo cerveja! Pois é, não é lendo Shakespeare que o ET aprende não! É na frente da TV com latinhas de Coors que encontra na geladeira.

Enquanto o ET está em casa vivendo suas aventuras em frente a TV, o menino na escola assiste uma aula chatíssima de Biologia na qual o professor está ensinando a dissecar sapos (arrgh!!!) e, embriagado pela cerveja que o ET bebeu, começa a soltar os sapos! Só aí a cena já é linda.

Então começa um verdadeiro rebuliço em sala de aula, os sapos fugindo e as criança correndo e, no meio da confusão – concomitantemente ao momento em que o ET vê uma linda cena de beijo num filme antigo na TV – ele puxa uma colega e repete a cena! Só que, diferentemente do ator do filme, ele é baixinho e a guria alta! Mas nosso herói não se aperta, pega um colega que está se arrastando no chão, usa ele de escadinha e tasca um beijaço na guria!

No final da cena, enquanto as crianças continuam libertando os sapos, Elliot sai levado pelo professor e a menina fica olhando para ele apaixonadamente. A gente não vê o rosto da menina, apenas os pés. Mas só pelo jeitinho que ela torce o pezinho para o lado já dá para imaginar a paixão! Lindo demais!

E aí começam os violinos tocando de forma suave a música tema: tam-tam-tam-tam-tam-tam-tam-tammmm… tam-tam-tam-tam-tam-tam-tam-tammmm…

Reza a lenda familiar que quando o filme estreiou minha mãe me levou para ver 14 (catorze!) vezes!!! Não tenho memória o suficiente para confirmar se é verdade. Mas lembro bem que durante anos eu fui completamente apaixonada pelo pequeno ET e tudo que era relacionado ao filme. É uma das lembranças mais presentes que eu tenho da minha infância. Isto fez todo sentido para eu não ter ligado a mínima para o beijo na época, o ano era 1982 e eu tinha 6 anos!

Naquela época o que mais me chamava atenção eram as bicicletas! Queria muito e enchi o saco dos meus pais até ganhar uma daquelas bicicletas Monark BMX, pois achava iguais as dos guris do filme. Demorou uns bons anos para eu ter a idade e o tamanho que meus pais consideraram adequado para me dar aquele brinquedo “radical” e, quando finalmente ganhei, tive uma grande decepção: ela não voava!!!

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A Galinha Pintadinha Fantástica e Global vs. A Galinha Pintadinha tosca e igualmente cara

Gente! O pessoal tá indignado com a falcatruagem da Galinha Pintadinha apresentada aqui em Porto Alegre! Ainda mais depois do que foi visto domingo no Fantástico, “o show da vida”, a “verdadeira” Pintadinha!

Galinha Pintadinha vira hit entre crianças e inspira musical infantil – Link para a reportagem: http://tinyurl.com/7jr99bz

Sem dúvidas, o que foi mostrado no programa é uma produção bem superior tanto em termos de música, quanto de fantasias, coreografias e cenário. Pesquisei e descobri o seguinte: o de lá é “original” e o que está em cartaz em Porto Alegre é “inspirado”, apresentado por um grupo formado por atores de Recife que  fazem parte da Companhia de Teatro Metha Produções Artísticas e “já  fizeram grandes produções como: A Turma do Pica Pau, Bob Esponja, Ben 10  e outros clássicos do desenho animado”.  Resumindo de uma forma exagerada: o show apresentado no Rio, com a platéia lotada de bebês globais, é Broadway e o apresentado aqui é tosco!

A minha “opinião pessoal” continua sendo a mesma: para o público alvo – crianças de 0 a 3 anos de idade – não faz a menor diferença. Além disso, as coreografias apresentadas aqui parecem bem mais fáceis de aprender para fazer em casa (eu disse que eram melhores que a dancinha do Michel Teló, não disse que eram boas!!!). A “verdadeira verdade” é que a Família Poliana aqui adorou o programa e certamente, se tivermos oportunidade, veremos o “original” também para tirar a teima! Pelo que vi no Fantástico, a Pintadinha ainda vai nos assombrar por mais um tempo, já que o Pedro recém fez um ano.

Mas…. a grande sacanagem é o preço! Aí a indignação se justifica. Você pode ver a peça original no Rio por 70 pila e a cópia aqui é 80. Ahh, e a mesma versão apresentada aqui foi apresentada na Bahia por 60 pila. Mas a Bahia é mais perto… A verdade é que ganhei os ingressos e na hora não me liguei da careza da coisa, portanto se você leu o post de ontem e se entusiasmou vá, mas não venha reclamar que não avisei sobre a falta de originalidade!

BOA DICA DO DIA

Antes de encerrar gostaria de dar uma dica de CD realmente bom e cuja qualidade musical é – na minha humilde opinião – superior às Galinhas Pintadinhas (original e tosca) e tem basicamente as mesmas músicas. É o CD “Cantigas de Roda” do Hélio Ziskind que você pode comprar no Submarino por 24 pila e 90 cents ou baixar na Apple Store por 9,99 dólares (http://itunes.apple.com/us/album/cantigas-de-roda/id299581289). E tem também o CD “Trem Maluco” que é a “Galinha Pintadinha 2” dele.

A história desse CD não é tão “high tech” quanto a da Pintadinha, mas é muito fofa. Ele foi criado para uma maternidade e era enviado para os nenês lá nascidos quando completavam um ano de idade, com a idéia de que fosse algo bom para os pais cantarem para os filhos (aí é que está a diferença: para os pais cantarem para os filhos, não para os pais largarem o filho na frente da TV, claro que a “Mamãe Abobadinha” amou a idéia). Também é algo bom para as crianças “pela sonoridade trabalhada com instrumentos acústicos”. Nas palavras do autor: “O CD começa com festa e acaba numa seqüência de ninar. A canção ‘Eu, um ano de sucesso’ é uma espécie de ‘parabéns a você’ para o aniversário de um ano. Eu gostei muito de fazer. Espero que vocês gostem de ouvir.”

Pois é, acho que a gente tem que ter a mente aberta e saber curtir a aproveitar nossas escolhas. Divirta-se. Passa num piscar de olhos!

Esta é a versão original! Cobicei os sapatinhos da Dona Baratinha, não são fofos?

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A Galinha Pintadinha, Pedruca, sua pouca idade, o “teatro” e os livros

Postei a foto do Pedro indo ao teatro no “Facebook” via “Instagram” e gerou polêmica, por incrível que pareça! Qualé a de levar ele ao teatro nessa idade? Será que aproveita? Não é um programa muito caro? Vale a pena? O nome do Pedro é Pedro Maurício?

Em primeiro lugar NÃO, o nome do Pedro é só e unicamente Pedro. Simples assim! Chega de nomes compostos na minha família, cheia de marias-alguma-coisa e guris com nomes duplos cuja integralidade só é pronunciada quando a coisa “está séria mesmo”! O “Pedro Maurício” foi uma brincadeira que postei porque vesti ele todo mauricinho! Coloquei até gel no cabelo e reparti para o lado, afinal a ocasião era muito especial: a primeira vez do pitoco no teatro!

Bom, quanto a peça, é o seguinte: “A Galinha Pintatinha”, personagem com a qual tenho uma relação de amor e ódio (vide o post https://malumaedopedro.wordpress.com/2011/10/30/a-galinha-pintadinha/ ) é uma ótima opção de peça para crianças da faixa etária do Pedro. Para os que não a conhecem basta acessar o YouTube que você vai achar milhares de vídeos. São desenhos animados com cantigas de roda e músicas de ninar que são os “clássicos” de qualquer infância: “Atirei o pau no gato”, “Se esta rua fosse minha” (minha predileta, acho linda demais!), “Dona Baratinha”, etc. etc. etc.

A versão “musical” da Pintadinha são os mesmos personagens do DVD cantando as mesmas músicas, todas coreografadas. Eu adorei, as coreagrafias deixam a dancinha do Michel Teló no chinelo e desde o show dos Stones que eu não ia num espetáculo no qual sabia cantar TODAS as músicas!!! A minha personagem “A Mamãe Abobadinha” estava em êxtase!

O mais importante: o Pedro amou, pois, naturalmente, também estava muito familiarizado com as músicas. Ele aguentou super bem a primeira hora do “show” sentadinho batendo palmas. Depois quis ir para o chão dançar (sim, ele faz uma dancinha e dá umas voltinhas em torno de si mesmo, é a coisa mais amada!) e, depois ainda, quis “passear” pelo teatro!!! Mas logo acabou e ele pode sair correndo como queria e, ainda, ver e tocar nos personagens! Sim, pois depois da peça eles saem do palco e vão tirar fotos com as crianças. É um barato!

A platéia é um espetáculo a parte. É a parte mais fofa, todos pequerruchos e bem empolgados! É a coisa mais querida de ver, mega bonitinho! Momento “óinnnn” absoluto!

Os preços são realmente salgados: 80 pila inteira e 40 pila para 2 a 12 anos, menores de 2 anos não pagam. O bom é que tem desconto do Clube do Assinante e aí fica metade do preço. Se seu filho é pequeninho e você tem vontade de levá-lo ao teatro, acho que é uma baita dica. Eu diria que na idade do Pedro (1 ano e 1 mês) não teria outra opção de “teatro” melhor que essa, pois teatro infantil ainda é um pouco cedo (acho eu). Mas preste atenção, se a criança que você quer levar já fala, pergunte a ela, pois os mais grandinhos torcem o nariz e consideram a Pintadinha, “coisa de nenê”!

Outra boa surpresa foi o Teatro do CIEE. Eu ainda não conhecia. É uma sala muito boa, com estacionamento no prédio (R$ 10) e a logística perfeita para quem vai com criança. E, de quebra, perto da minha casa. Estamos bem servidos de teatro e cinema aqui na minha zona, o que me deixa muito feliz.

Tudo sobre a peça está em:

http://wp.clicrbs.com.br/meufilho/2012/01/05/porto-alegre-recebe-peca-teatral-da-galinha-pintadinha/?topo=52,1,1,,165,e165

Os livros

Também quanto aos livros me perguntaram a mesma coisa, pois uso muito a Coleção Gato e Rato que diz “a partir de 3 anos”. E aí? O Pedro aproveita? Não é meio cedo?

Claro que nessa idade, não existe uma leitura propriamente, o que eu faço com o Pedro é quase um teatrinho, leio com entonação, fazendo diferentes barulhos para ele ir aos poucos se acostumando e os livrinhos dessa coleção são ótimos para isso. Por isso não se assuste se no “rótulo” disser “a partir de 3 anos”, pois garanto que se nossos pequenos sobrevivem à “Pintadinha” não ficarão assustados com algumas leituras criteriosamente escolhidas por você!

Por enquanto isso tem funcionado e entretido bastante (não apenas ele, mas eu também!). Daqui uns anos o guri provavelmente não vai mais achar graça na Mamãe Abobadinha, aí eu vou ter que me reinventar!

Sobre a coleção Gato e Rato: http://www.dobrasdaleitura.com/vitrine/200x/510mef.html

P.S. Fiquei sabendo pelos comentários no blog “Meu Filho” (ZH) que algumas mamães se indignaram porque a peça que está passando em Porto Alegre não é a Galinha Pintadinha original!!! Devem ser as mesmas que compraram ingressos para o Show do Abba e chegaram lá e era o “Abba Gold”, uma banda cover. Cá entre nós, menos, né? Eu não saberia diferenciar a “original” da “cover” e as crianças, menos ainda! Além disso, ninguém no mundo sabe quem são os verdadeiros autores dessas músicas! A adaptação de Cantigas de Roda já era feita por Villa-Lobos que tem versões lindas de ‘Terezinha de Jesus’, ‘Capelinha de Melão’, ‘A canoa Virou’, ‘O cravo e a rosa’ e ‘Cai, cai balão’, entre outras, que você pode buscar se procura algo mais erudito. Agora, aquilo que Pintadinha promete, ela cumpre perfeitamente. #prontofalei

Meu filho Pedro Maurício rumo ao teatrinho! 1a vez! @ Avenida Doutor Nilo Peçanha http://instagr.am/p/fMQlQ/

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