Move on and letting go

“Letting go doesn’t mean giving up… it means moving on. It is one of the  hardest things a person can do. Starting at birth, we grasp on to anything we  can get our hands on, and hold on as if we will cease to exist when we let go.  We feel that letting go is giving up, quitting, and that as we all know is  cowardly. But as we grow older we are forced to change our way of thinking. We  are forced to realize that letting go means accepting things that cannot be. It  means maturing and moving on, no matter how hard you have to fight yourself to do so.” (Unknown)

No ano passado, quando o Diego e eu fomos visitar meu irmão que mora em Chicago, fomos a Igreja com ele e minha cunhada. Era o domingo do meu aniversário de 34 anos e do Superbowl.  Eu não gosto de espalhar para o pessoal não ficar com inveja, mas meu irmão é tão influente nos Estados Unidos que decretou que o Superbowl naquele ano deveria cair no domingo do meu aniversário, já que eu estaria lá. E assim foi.

Mas, antes de chegar a hora do jogo, naquela manhã ensolarada de domingo, ouvimos um sermão sobre o assunto deste post que me tocou muito! Eu não consigo lembrar os exatos termos, mas foi uma senhora que falou e ela insistia que a tarefa não era fácil, mas que era necessário saber seguir em frente. Deixar passar, soltar, aceitar e seguir em frente.

Foi legal ouvir uma pessoa da comunidade falando. Os temas tratados eram tão universais e familiares que até parecia que eu entendia bem inglês! Ouvir alguém com mais experiência de vida e que, como era o caso desta senhora, teve uma vida rica e soube transmitir essa “sabedoria” é reconfortante. É muito natural e humano que tenhamos ansiedade e dificuldade em enfrentar algumas situações difíceis de nossas vidas, por isso considero essa troca de experiências muito rica e amenizadora.

Ouvir uma pessoa da paróquia falando, sob o meu ponto de vista, é muito melhor que ouvir um sermão “clássico”, pois tenho muita dificuldade de prestar atenção quando os Padres falam. Eu respeito muito o sacerdócio e toda esta abdição dos padres, o fato de que estudam no mínimo 10 anos para serem ordenados e tal. Sei que eles tem muito a nos ensinar e – a grande maioria – veio ao mundo apenas para fazer o bem. Mas confesso que raríssimas vezes consigo prestar atenção num sermão. Por isso vou muito pouco a missa.

Assim, naquele dia aprendi de vez que é necessário seguir em frente e encarar o momento subsequente, deixando para trás as dores e os arrependimentos do passado. É inevitável que em algum momento da vida tenhamos que encarar situações difíceis, seja ficar sem emprego, ter que lidar com uma separação dolorosa ou perder um ente querido. Se você se encontra numa dessas situações – e todos nos encontramos em alguma delas em algum momento em nossas vidas – é preciso ter força e desprendimento. É esse desprendimento, esse desapego que muitas vezes é difícil administrar.

Eu não tenho a mínima idéia de qual seja a receita para a felicidade, mas alguns ingredientes eu aposto que devem fazer parte desta receita e um deles é o desprendimento. Não dá para ser feliz se cada coisa que você perde, não tem, não consegue fazer ou não sai exatamente como você planejou, fica lamentando. É claro que eu não estou dizendo para não lutar pelas coisas que você quer, isso é bem diferente, mas é preciso saber que nem sempre se é e se tem tudo que se gostaria, isso é maturidade. E perder tempo com lamúrias e queixumes, não saber perdoar e ficar remoendo as coisas não leva a lugar nenhum e nos impede de seguir em frente, produzir e ser feliz.

Eu fiquei muito deprimida este último mês e, especialmente esta última semana, em razão do desmame do Pedro. Eu fiquei muito apegada com a amamentação, para mim aquilo era um momento nosso, sagrado, de uma cumplicidade ímpar e que fazia muito bem para os dois. E eu planejava amamentá-lo, no mínimo, até 1 ano, mas eu não consegui. E a volta ao trabalho não é desculpa na minha família, pois minha avó materna que era uma “workaholic” muito antes dessa palavra existir, amamentou os filhos anos a fio. Mas eu não consegui.

Quando meu leite começou a “secar” fiquei muito mal e com um baita sentimento de frustração. Ficava matutando o que tinha feito de errado e tentando reverter a situação, mas não deu. Ontem o Pedruca completou 10 meses e está a 4 dias sem mamar no peito.

Como estava falando, comecei a semana triste, deprimida, mas eu me dei um prazo até o final de semana para curtir a minha deprê, pois sábado seria o dia que a gente iria comemorar em família os já tradicionais mesários do Pedro, que incluem nega maluca de negrinho e cachorro quente, tudo “homemade”. O bom é que muito antes do prazo vencer eu já não consegui mais curtir a minha deprê. Não consegui porque o guri tá muito bem e toda hora nos dá alguma prova que a gente tem obrigação de ser feliz. Com ou sem mamar no peito ele está muito bem obrigada! É um fofo querido e continua dando os mesmos gritinhos quando eu chego cansada do trabalho, me fazendo descansada imediatamente e me fazendo perceber que a vida é boa demais e ainda há muitas coisas logo ali em frente para gente curtir.

Foi uma fase muito boa amamentar, mas agora é seguir adiante. Outras fases virão. E, em vez de ficar reclamando e me culpando, resolvi seguir em frente e ser feliz. Urge curtir cada momento, pois – como dizem meus pais e minha avó – passa num piscar de olhos!

Não sou exagerada, ele é lindo, não é mesmo???

1 comentário

Arquivado em Crescimento (dos pais!)

Uma resposta para “Move on and letting go

  1. Karina

    Malu

    Adorei o seu texto, você escreve muito bem!!!! Até copiei o texto “move on and letting go”. Se fizermos sempre isso, seremos mais felizes e a vida ficará bem mais leve. Beijo grande e sauades, Karina

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