Arquivo do mês: setembro 2011

Decoração do Quartinho do Bebê

Este post nunca iria acontecer se não fosse pelo fato que hoje conheci um site fantástico com decorações que amei!!!

São de mamães designers que não fizeram um quarto de bebê padrão, mas conseguiram resultados maravilhos com simplicidade, despojamento e design.

Amei de paixão!

Acessa lá, você também vai se encantar:

http://www.theglow.com/

Eu disse que nunca ia acontecer porque nunca fiz um quartinho de bebê para o Pedro!

Como estava de mudança fiz um improviso no meu apê antigo, com móveis de família, nada novo, mas tudo cheio de significado. O trocador já tinha sido meu e de meu irmão, o armarinho de meu avô, as prateleiras são aquelas de colocar CDs que o Diego e eu compramos logo que fomos morar juntos e juntamos nosso “acervo” e assim por diante! Mandei pintar tudo da mesma cor, um off white não comprometedor, e no que precisava, coloquei puxadores coloridos de cerâmica da Le Lis, um diferente do outro. Mandei fazer algumas almofadas e roupa de cama, tudo colorido, com a única e principal preocupação de evitar a todo custo o azul, pois aqui em casa esta é a cor do inimigo, já que somos coloradíssimos. Falando assim, parece meio estranho, mas o resultado ficou beeeem legal. Tão legal que repeti a fórmula depois que me mudei. Até a cor da parede eu repeti aqui.

Só comprei duas coisas, o que foi e porque foi:

1º) o BERÇO. Resolvemos comprar um berço novo, pois o único que ainda restava na família era um que tinha sido do meu pai daqueles de ferro liiiiiinnnnnnndooooos, mas que não tinha a segurança e a estabilidade exigidas atualmente, então não tive coragem de aproveitar. Sei que meu pai sobreviveu a ele, assim como vários tios e primos, mas isso faz 80 anos e naquela época não haviam as normas da ABNT! Hoje é melhor infringir o Código Penal a infringir as normas de segurança. Vai que acontece alguma coisa, eu nunca iria me perdoar! Então desisti, com muito pesar, de reaproveitar o berço do pai! O bom é que comprei um berço padrão americano que, além de super seguro, permite que eu compre a roupa de cama padrão, o que é uma mão na roda, pois há várias opções legais aqui e lá fora. Comprei um conjunto de berço bbb (bom, bonito e barato) na PotteryBarn (http://www.potterybarn.com/), que além de lindo de morrer, vai na máquina!

2º) a POLTRONA DE AMAMENTAÇÃO. Achei esta uma baita compra, o Diego e eu escolhemos uma bem confortável, com um banquinho para colocar os pés num patchwork bem colorido que, como não combinava com nada, combinou perfeito com a nossa “decoração”. Coloquei do lado dela uma mesinha com o som com CDs de música suave (os mesmos que ouvia na gestação), uma garrafinha d’água, todos os “apetrechos” necessários (conchas, fraldinhas de boca, etc.) e uma agendinha aonde anotava as mamadas. Durante meses aproveitei muito este cantinho e, mesmo agora que não amamento mais, a poltrona continua lá e é útil. Além de um lugar confortável para sentar e nanar o Pedro é também o nosso lugar preferido para a sessão leitura, quando eu coloco o Pedro no colo e tento ler historinhas para ele. As vezes ele deixa e até parece entender, outras vezes ele tenta – literalmente – comer o livro! Mas isso já é outra história!

Ahhh, e no chão invés de tapete coloquei um tatame de EVA colorido, que peguei a dica com a Profe. Paula (do Musica Per Bambini) e que deu tão certo que coloquei também na sala! Neste ponto, diferentemente da maioria das mães retratadas no “The Glow”, I do want to baby proof my house! Não que eu não acredite na minha capacidade de educar o Pedro, mas porque do jeito que os pais dele são estabanados, não podemos exigir tanto assim do guri!

Ainda falta a “cereja do bolo” que são os adesivos que pretendo colocar na parede com desenhos de um artista plástico fantástico aqui de Porto Alegre feitos especialmente para o Pedro! Estamos só esperando a visita do Tio Chico Baldini para ele decidir aonde devemos colocar sua obra. Vai ficar demais!

Pedro na famosa poltrona de amamentação!

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A gravidez, o cabelo e o laquê

Não sei porque, mas acontece com todo mundo. O cabelo na gravidez fica cheio e lindo, não cai um fio. Em compensação, depois que o nenê nasce o cabelo cai tudo que não caiu nos 9 meses anteriores.

Pode perguntar para quem você quiser. Isso acontece sempre.

Logo que o Pedro nasceu, eu fiquei apavorada. Cada vez que lavava o cabelo saía com um chumaço na mão. Já estava me preparando psicologicamente para ser careca e ficava me imaginando comprando lenços e peruquinhas para tapar a cabeça, pois, com esse meu cabeção, iria ficar muito esquisita carequinha!!!

Só que chegou uma hora que parou. Acho que foi pelos seis meses do Pedro que meu cabelo deixou de cair e começaram a nascer os fios novos.

Agora estou na fase “Bozo”, os fios novos estão crescidinhos e teimam em afrontar a lei da gravidade. Sim, eles não querem cair, crescem na horizontal!!!

Foi um drama tentar “discipliná-los”, mas consegui! E vou contar para vocês em primeiríssima mão o segredo do meu sucesso: laquê!

É, tentei mousse, gel, etc. e nada resolveu. O velho e bom laquê é que foi a solução.

E tenho uma dica maravilhosa de laquê: o spray “SEBASTIAN RE-SHAPER”. Ele é daqueles produtos what-you-see-is-what-you-get, faz aquilo que promete: “fixação forte, resistente e fácil de pentear”. E parece que foi feito para o clima portoalegrense, pois deixa o cabelo ajeitadinho até nos dias mais úmidos, já que tem “sistema anti-umidade”! Pois é, toda esta tecnologia num simples laquê.

Onde achar? Infelizmente, é daqueles de “Venda Exclusiva em Salões de Beleza”. Então você pode imaginar que não é dos meus produtos preferidos, aqueles “Double-B” (Bom e Barato), mas vale muito a pena, pois opera milagres! Usei nesse nosso último úmido e horroroso inverno e funcionou, então está aprovadíssimo!

Comprei o meu exemplar no “Glitz Hair” que é provavelmente o lugar mais honesto dessa cidade para comprar produtos de venda exclusiva em salões. Fica ali na Riachuelo esquina com a Vigário, passando a famosa “Coprobel”.

Como diria o finado Seu Creyssón: “Eu recomêndio!!!”.

Careca, mas pianista!!!

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Cordel Encantado

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O Pedro ficava – e fica – hipnotizado com a abertura da novela Cordel Encantado! Ele tem fissura por preto e branco. No meu quarto tem um poster preto e branco de uma foto do nosso casamento que ele fica olhando horas a fio.

Vídeos de “O Gordo e o Magro” que a gente baixa no YouTube também são uma diversão para ele.

Mas o Cordel é campeão!

Quando ele tá rançando, o Diego diz: “Vou chamar o Cordel” e coloca esse vídeo! Ele pára na hora e fica olhando encantado!

E o guri tem bom gosto, pois esse vídeo é uma fofura! A música é lindinha, foi composta pelo Gilberto Gil especialmente para a abertura dessa novela e é cantada por ele e pela Roberta Sá.

A novelinha era tudo de bom! A música, o cenário, os atores, o enredo, a fotografia e todo resto super bem cuidados em cada detalhe. Pena o horário que me permitia vê-la apenas nos finais de semana.

A novela acabou, mas aqui em casa – se depender do Pedro – ela ainda vai durar muito tempo!

Longa vida ao Cordel, que nos dá um descanso da abominável Galinha Pintadinha!!!

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“Voia! Cademe dosso”, a preguiça e a gula

Esse dito me foi ensinado pelo meu pai e, traduzido do dialeto veneto, significa mais ou menos isso: “vontade! caia sobre minhas costas”!

Hoje ao voltar de uma caminhada puxadíssima com o Diego que, neste dia lindo, naturalmente estava uma delícia, pensei nesse ditado! Adoro sair para praticar esportes, ainda mais ao ar livre e ainda mais com o meu personal husband! Sempre quando vou fico feliz e satisfeita e volto mais animada! O problema é ir. Me dá uma preguiça…

É nesses momentos que me lembro desse ditado! Bem que a vontade podia “cair” em cima de mim! Não só a de fazer exercício, mas a vontade de emagrecer bem poderia cair nas minhas costas! Quer dizer, a vontade de emagrecer eu tenho, o que me falta é a vontade de parar de comer!!!! Tô precisando muito perder uns quilinhos, pois desde que voltei a trabalhar achei todos os que eu tinha perdido depois que o Pedro nasceu e mais alguns que nunca tive!

O problema é que sou muito gulosa. E no meu trabalho tenho duas coleguinhas diabinhas que passam nos oferecendo guloseimas, a gente mal pensa numa safadeza gatronômica e elas já estão providenciando. Só que elas, nos seus 20 anos e poucos anos, queimam todas as calorias no processo de digestão e nós – em nossos 30 e muitos anos – ficamos com essas calorias todas acumuladas em pequenos pneus no abdomen e outras partezinhas estratégicas do corpitcho e não tem corrida ou academia que os retirem!!!

Trabalhar com o que a gente gosta e fazer parte de uma equipe legal como a nossa não tem preço. Faz o tempo longe do Pedro ser menos dolorido para uma mãe-grude como eu. Mas comer tudo o que oferecem e um pouquinho mais, não dá! Esses dias uma das gurias saiu com uma tirada impagável, respondendo a outra que estava planejando “matar” o treino para fazer compras ela retrucou prontamente dizendo: “Claro, não vamos à academia para ir ao shopping e no verão invés de vereanear na praia vereaneamos em Gramado”. Só um parenteses EU JURO que não era eu a que queria matar o treino! Eheh

Nunca fui magrinha, também nunca fui gorda de sofrer bullying, eu era (e acho que ainda sou) um meio termo. Me lembro das gozações por ser míope, pois desde pequenina usava um óculos fundo de garrafa e sofria por isso, mas a gordura não chegava a atrapalhar, sob o meu ponto de vista. Já os meus pais, super exigentes, ficavam loucos! Mais ainda porque meus “esportes” favoritos eram xadrez e canastra! Era um desastre total, especialmente nos esportes com bola!

Na adolescência então! Nossa! Me levaram a quase todos os endocrinologistas de Porto Alegre e não acharam problema nenhum, do ponto de vista médico. Para emagrecer tinha era que deixar de ser gulosa e só! Ou seja, tomar vergonha na cara! Mas eu nunca tomei. Me lembro como se fosse hoje a cara de decepção do meu pai quando foi me buscar no aeroporto depois de uma temporada nos EUA na qual eu tinha experimentados TODOS os sabores dos sorvetes Ben & Jerry’s! Ele ali tristão vendo a filha rechonchuda e eu tri feliz com a mochila recheada de Twix e KitKat!

Aí me botavam de volta nos – arghhh – endocrinologistas, nutricionistas e afins. E eles vinham sempre com as mesmas receitas: comer de 3 em 3 horas, não pular o café da manhã, comer pouco a noite! Cortar o sal, cortar os doces, cortar as frituras e tudo isso sem cortar os pulsos.

A parte de comer de 3 em 3 horas eu adoro. Eu detesto pular refeições. O problema são as coisas que gosto de comer: bolacha recheada, chocolate, negrinho, branquinho, sorvete, etc. Amo uma saladinha, do fundo do coração, mas depois da saladinha sempre acho que mereço uma boa sobremesa!!! E depois de um almoço reforçado também, afinal já tô engordando, então uma “sobremesinha” não vai fazer diferença, não é mesmo?

Acho que não sofri muito também nessa época de escola, porque o padrão de magreza não era tão exigente como hoje em dia, mesmo porque as roupas que nós usávamos não “valorizavam” o corpo. Era tudo bem largão, comparado com agora. Claro que tinham as “deandês” mas a gente morria de vergonha de usar (naquela época ainda havia a vergonha, por incrível que pareça!). Acho que fiz parte da última geração que podia trocar camiseta com o irmão, pois era tudo igual. Depois vieram as baby-looks e isso ficou obsoleto e, sou obrigada a admitir, embora as camisetas do meu irmão fossem muito confortáveis e tivessem estampas que eu amava, esteticamente na minha pessoa – olhando hoje – não ficavam nada bem!

Além da moda ter evoluído muito desde os anos 80, as pessoas e o mundo também evoluíram. Acho muito legal o fato de atualmente a gurizada se cuidar cada vez mais cedo e ter uma maior consciência corporal, que vai desde uma boa alimentação à prática de esportes. Isso é extremente saudável e a saúde é nosso maior bem, por isso importantíssimo cultivá-la. No meu colégio tinha uma placa enorme que dizia “mente sã em corpo são”, eu demorei para entender que isso é uma baita verdade, sem dúvidas.

Mas, por outro lado, há um maior exagero e uma “ditadura” da magreza cada vez mais forte que inclui um preconceito – horrível, sob meu ponto de vista – com os gordos. Sim, hoje o gordinho é visto como um perdedor, um relaxado, um cara que não se cuida e que provavelmente também vai ser relaxado em outros aspectos da vida pessoal e do trabalho.

Vivemos numa época de conscientização e inclusão social e isso é muito positivo. Tenho certeza de que neste aspecto eu vivo num mundo bem melhor do que os meus pais viveram e também tenho certeza que o Pedro viverá num mundo bem melhor do que o que eu vivi.

Mas, por enquanto, não tem lugar para os gordinhos nesse mundo! Vocês podem ver nas novelas, por exemplo, há espaço para todas as minorias e respeito às diferenças. Sempre há uma ou mais campanhas de inclusão social. Mas o gordinho nunca participa. Ele serve apenas para os papéis cômicos e olhe lá.

Até o Antonio Calloni, que era um gordinho tão bonitinho com lindos olhos azuis, deu uma “enxugada”. E o que dizer do Faustão e a sua magreza bizarra e verde? É a preocupação com a saúde, me argumentam, mas eu não estou convencida! Acho que o Faustão fez um pacto com o demo, pois viu que na TV ninguém sobrevive se é gordo! E eu não vou estranhar nada se qualquer dia o Jô Soares desaparecer e reaparecer “sarado”.

Será que as pessoas que excluem os gordinhos e os culpam por serem gordos não sabem o quão difícil é emagrecer nesse mundo em que uma lata de leite condensado é vendida em qualquer supermercado, sem nenhuma advertência? Se para mim perder alguns quilinhos já está sendo uma luta, imagina para quem quer perder mais?

Ahhhh… sei que vão me acusar de estar advogando em causa própria, mas ando com muita pena dos gordinhos e, sim, esse ano vou passar o verão em Gramado! Sem dúvidas!

Com um óculos desses quem vai reparar em uns quilinhos a mais???

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O que o nenê precisa – Dicas do Enxoval do bebê para mães de primeira viagem

O nenê precisa – única e exclusivamente – de AMOR e CARINHO, como qualquer outro ser! Sim é somente isso e mais nada (exceto fraldas, muitas fraldas) que você precisa para receber seu pimpolho!

Mas, como somos TODAS, sem exceção, um bando de neuróticas e completamente dominadas pela sociedade de consumo inventamos milhares de itens ESTRITAMENTE necessários e IMPRESCINDÍVEIS para o enxoval dos pequeninos.

Atire a primeira pedra a mãe que nunca se apaixonou por uma besteira qualquer e não entupiu a casa de brinquedos coloridos, para ver o nenê deixá-los TODOS para trás e se encantar com o molho de chaves, o celular e o controle remoto, ou melhor, OS controles remotos, já que hoje é impossível ter apenas um só. Sim, acho que até já deveria haver um coletivo para controle remoto, assim como alcatéia, matilha, etc.

Quando fiz o enxoval do Pedro peguei zilhões de listas – algumas de amigas que tinham recentemente feito seus enxovais e outras listas de lojas – e elaborei uma “super lista” com tudo que tinha em todas. Feito isso conversei item por item com minha cunhada (que é uma supermãe e fez um mega enxoval daqueles em Miami para minha sobrinha) para ver o que era realmente necessário. Desta conversa saiu uma lista completíssima com nossos comentários e, ato contínuo, dei uma “enxugada” na lista, estabeleci minhas prioridades e fui a luta!

Queria fazer “compras inteligentes”, sim, eu tinha essa ilusão! Não sei quem foi que inventou este termo, mas inteligente mesmo é não fazer compras! É muito, muito difícil fazer as tais “compras inteligentes”, mais ainda quando você compra coisinhas de bebê, pois tudo é fofinho e irresistível!

Então tive a genial idéia de comprar tudo pela internet, mandar entregar na casa do meu irmão e – aqui é que reside a grande “genialidade” – pedir para minha mãe trazer!!!

Vale muito a pena trazer toda a “tralha” dos Estados Unidos, mais ainda comprando “online”, pois não incidem as taxas estaduais – o que, dependendo do estado, faz uma diferença enorme. E, mais ainda, quando a mãe traz e nos poupa do sacrifício do – toc, toc, toc – ‘packing and carrying’.

Comprei muita coisa via Amazon e E-Bay e posso dizer com certeza que vale muito a pena, é tudo muito mais barato do que aqui, mas muito meeessmo! Se você está planejando viajar, deixe para comprar TUDO lá fora. Aqui pagamos muito mais por qualidade pior e se optarmos por algo “importado” custa um absurdo! Senão, tem muita coisa nacional boa e uma ida até Rivera também é uma
ótima opção.

Apenas agora, passados 10 meses do nascimento do Pedro é que utilizei – quase – tudo da lista. Então resolvi organizar a famosa lista inicial, acrescentando mais alguns comentários para que ela possa ser útil às mães de 1ª viagem como eu. É esta lista que você vai encontrar num futuro breve aqui no site no link “compras” que fica na barra lá em cima. Pretendo atualizá-la regularmente, por isso
quem tiver alguma dica ou comentário, me mande, por favor.

Inclui nesta lista tudo que sei que existe, mas no meio do caminho foram surgindo vários outros itens que desconheço e/ou não testei, como o bercinho suspenso “super importante” nos 3 primeiros meses que o Mateus Solano mostrou na GNT (o canal da mãe moderna!), algumas semanas atrás.

Ah, e quanto às compras inteligentes, impossível fazê-las, mesmo via internet. Para cada item imprescindível que você clica para comprar surgem “sugestões” de outros vários itens imprescindíveis e quando a gente vê já está estourando o limite do cartão de crédito. Por isso um último e importantíssimo conselho: antes de fazer o check out e efetivar a compra vá dormir. Como dizem os americanos “sleep over it”, afinal quando nos deparamos com questões de alta complexidade e precisamos tomar decisões importantes e relevantes como essa na vida, é sabido que faremos isso melhor depois de uma noite bem dormida!!!

No outro dia acorde disposta a não acrescentar mais nada, clicar direto na lista e deletar tudo que lhe parecer exagerado e/ou inútil.

Com certeza você não vai se arrepender de nada que não comprar!

Pedro e a prima Margot

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Move on and letting go

“Letting go doesn’t mean giving up… it means moving on. It is one of the  hardest things a person can do. Starting at birth, we grasp on to anything we  can get our hands on, and hold on as if we will cease to exist when we let go.  We feel that letting go is giving up, quitting, and that as we all know is  cowardly. But as we grow older we are forced to change our way of thinking. We  are forced to realize that letting go means accepting things that cannot be. It  means maturing and moving on, no matter how hard you have to fight yourself to do so.” (Unknown)

No ano passado, quando o Diego e eu fomos visitar meu irmão que mora em Chicago, fomos a Igreja com ele e minha cunhada. Era o domingo do meu aniversário de 34 anos e do Superbowl.  Eu não gosto de espalhar para o pessoal não ficar com inveja, mas meu irmão é tão influente nos Estados Unidos que decretou que o Superbowl naquele ano deveria cair no domingo do meu aniversário, já que eu estaria lá. E assim foi.

Mas, antes de chegar a hora do jogo, naquela manhã ensolarada de domingo, ouvimos um sermão sobre o assunto deste post que me tocou muito! Eu não consigo lembrar os exatos termos, mas foi uma senhora que falou e ela insistia que a tarefa não era fácil, mas que era necessário saber seguir em frente. Deixar passar, soltar, aceitar e seguir em frente.

Foi legal ouvir uma pessoa da comunidade falando. Os temas tratados eram tão universais e familiares que até parecia que eu entendia bem inglês! Ouvir alguém com mais experiência de vida e que, como era o caso desta senhora, teve uma vida rica e soube transmitir essa “sabedoria” é reconfortante. É muito natural e humano que tenhamos ansiedade e dificuldade em enfrentar algumas situações difíceis de nossas vidas, por isso considero essa troca de experiências muito rica e amenizadora.

Ouvir uma pessoa da paróquia falando, sob o meu ponto de vista, é muito melhor que ouvir um sermão “clássico”, pois tenho muita dificuldade de prestar atenção quando os Padres falam. Eu respeito muito o sacerdócio e toda esta abdição dos padres, o fato de que estudam no mínimo 10 anos para serem ordenados e tal. Sei que eles tem muito a nos ensinar e – a grande maioria – veio ao mundo apenas para fazer o bem. Mas confesso que raríssimas vezes consigo prestar atenção num sermão. Por isso vou muito pouco a missa.

Assim, naquele dia aprendi de vez que é necessário seguir em frente e encarar o momento subsequente, deixando para trás as dores e os arrependimentos do passado. É inevitável que em algum momento da vida tenhamos que encarar situações difíceis, seja ficar sem emprego, ter que lidar com uma separação dolorosa ou perder um ente querido. Se você se encontra numa dessas situações – e todos nos encontramos em alguma delas em algum momento em nossas vidas – é preciso ter força e desprendimento. É esse desprendimento, esse desapego que muitas vezes é difícil administrar.

Eu não tenho a mínima idéia de qual seja a receita para a felicidade, mas alguns ingredientes eu aposto que devem fazer parte desta receita e um deles é o desprendimento. Não dá para ser feliz se cada coisa que você perde, não tem, não consegue fazer ou não sai exatamente como você planejou, fica lamentando. É claro que eu não estou dizendo para não lutar pelas coisas que você quer, isso é bem diferente, mas é preciso saber que nem sempre se é e se tem tudo que se gostaria, isso é maturidade. E perder tempo com lamúrias e queixumes, não saber perdoar e ficar remoendo as coisas não leva a lugar nenhum e nos impede de seguir em frente, produzir e ser feliz.

Eu fiquei muito deprimida este último mês e, especialmente esta última semana, em razão do desmame do Pedro. Eu fiquei muito apegada com a amamentação, para mim aquilo era um momento nosso, sagrado, de uma cumplicidade ímpar e que fazia muito bem para os dois. E eu planejava amamentá-lo, no mínimo, até 1 ano, mas eu não consegui. E a volta ao trabalho não é desculpa na minha família, pois minha avó materna que era uma “workaholic” muito antes dessa palavra existir, amamentou os filhos anos a fio. Mas eu não consegui.

Quando meu leite começou a “secar” fiquei muito mal e com um baita sentimento de frustração. Ficava matutando o que tinha feito de errado e tentando reverter a situação, mas não deu. Ontem o Pedruca completou 10 meses e está a 4 dias sem mamar no peito.

Como estava falando, comecei a semana triste, deprimida, mas eu me dei um prazo até o final de semana para curtir a minha deprê, pois sábado seria o dia que a gente iria comemorar em família os já tradicionais mesários do Pedro, que incluem nega maluca de negrinho e cachorro quente, tudo “homemade”. O bom é que muito antes do prazo vencer eu já não consegui mais curtir a minha deprê. Não consegui porque o guri tá muito bem e toda hora nos dá alguma prova que a gente tem obrigação de ser feliz. Com ou sem mamar no peito ele está muito bem obrigada! É um fofo querido e continua dando os mesmos gritinhos quando eu chego cansada do trabalho, me fazendo descansada imediatamente e me fazendo perceber que a vida é boa demais e ainda há muitas coisas logo ali em frente para gente curtir.

Foi uma fase muito boa amamentar, mas agora é seguir adiante. Outras fases virão. E, em vez de ficar reclamando e me culpando, resolvi seguir em frente e ser feliz. Urge curtir cada momento, pois – como dizem meus pais e minha avó – passa num piscar de olhos!

Não sou exagerada, ele é lindo, não é mesmo???

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